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Tiro de canhão

Decisão forte da OAB

A OAB acaba de tomar uma das decisões mais fortes contra o tráfico de influência nas cortes brasileiras.

A partir de agora, os escritórios de advocacia que têm em seus quadros ministros ou desembargadores aposentados ficam proibidos de advogar no tribunal onde eles eram magistrados.

Antes, somente ao magistrado aposentado não era permitido atuar no tribunal em que ele trabalhou. Agora, o veto foi estendido ao escritório.

Parte expressiva das grandes bancas de advocacia conta com uma penca de magistrados aposentados em seus quadros.

Por Lauro Jardim

4 Comentários

  1. antonio carlos Responder

    Que horror, deste jeito a OAB acaba com a moleza de muito ministro aposentado, porque os caras advogavam preferencialmente nas cortes aonde foram ministros. Já conheciam o jeito de pensar dos colegas.

  2. Decisão corretíssima. Quero ver como vai ser a decisão da OAB
    contra a inconstitucionalidade dos Mais Médicos.

  3. A decisão, sob o ponto de vista moral, é correta. Porem, não deve subsistir se for questionada na justiça. Mas a Ordem dos Advogados do Brasil pode prosseguir em sua campanha moralizadora, não aceitando indicar candidatos de seu quadro para preenchimento das vagas do “quinto constitucional” nos Tribunais, pois sabidamente se trata de cabide para apaniguados obterem o direito a aposentadoria mais confortável. E não se argumente que se faz necessário “oxigenar” a Magistratura com membros oriundos da Advocacia, uma vez que as largas portas de ingresso para a carreira de Juiz Substituto inicial estão abertas principalmente para os Advogados, que podem colaborar com as respectivas experiências para a atividade judicante. Não se pode conceber, nos dias atuais, que alguém possa ingressar no final de uma carreira jurídica por porta tão estreita, qual seja, a relação de amizade e compadrio com aquele político que tem o poder de nomear, e após alguns poucos anos de atividade se aposentar com proventos bastante superiores àqueles obtidos na previdência pública, sem ter contribuído proporcionalmente para tanto. Causa também desânimo naqueles que ingressam na carreira mediante o filtro de um difícil e concorrido concurso público, e após longos anos palmilhando o interior, com todas as suas limitações, e ouvindo de perto as agruras do povo, se sentem frustrados pelo fato de alguém, mais bem “relacionado”, cortar a fila e alojar-se no conforto do Tribunal, cercado por assessores, em gabinetes bem equipados e climatizados, para aguardar o tempo necessário para a aposentadoria confortável.

  4. Cleucimar Taylor Responder

    Este tipo de tráfico de influência não se resolve por decreto. Os “embargos de orelha” continuarão. As ofertas pouco republicanas continuarão. O que resolve isso é caráter, ética, retidão.

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