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Comissão de Fiscalização da Câmara deve convocar ministro do Trabalho

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, da Câmara dos Deputados, analisa nesta quarta-feira (18) um requerimento do deputado Fernando Francischini, do Paraná, pela convocação do ministro do Trabalho, Manoel Dias. Para Francischini, o ministro deve esclarecimentos sobre os esquemas de desvios de recursos públicos na pasta, denunciados pela Operação Esopo da Polícia Federal.

Deflagrada no último dia 9, a operação revelou esquema de fraudes em licitações do Ministério e causou prejuízos de R$ 400 milhões aos cofres públicos, segundo balanço da PF. As investigações apontam indícios de fraudes em licitações de prestações de serviços, de construção de cisternas, de produção de eventos turísticos e de festivais artísticos.
A operação também revelou a ação do grupo político ligado ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, exonerado do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em dezembro de 2011 por denúncias de irregularidades.

“Lupi voltou a ter influência na pasta, com a indicação de Manoel Dias para o cargo de ministro e a presença de aliados como Paulo Roberto Pinto, secretário executivo que foi exonerado depois da operação da PF por suposto envolvimento nas fraudes. A “faxina” da presidente Dilma, ao que parece, apenas jogou a sujeira para debaixo do tapete”, argumenta Francischini.

Investigação liga mulher do ministro a irregularidades
O Tribunal de Contas de Santa Catarina apontou possíveis irregularidades e favorecimento de três entidades, uma delas ligada ao PDT, em parcerias de R$ 2,1 milhões, firmadas nas gestões de Dalva Dias, como secretária estadual de Assistência Social, Trabalho e Habitação do Estado, e Rodrigo Minotto, então coordenador do Sistema Nacional do Emprego (Sine) no Estado. Dalva Dias é esposa do ministro Manoel Dias e atual presidente do PDT em Florianópolis. O Tribunal de Contas de Santa Catarina pediu ao Tribunal de Contas da União a investigação de denúncias. O Estado é a base eleitoral de Dias.

Francischini acredita que ouvir a mulher do ministro também é necessário, para tanto, deve pedir providências neste sentido à comissão de Fiscalização e Controle.

A reunião acontece no Plenário 9, a partir das 9h30.

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