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Rompimento do PSB com o governo irá além da entrega de cargos, diz Eduardo Campos

De O Globo:

BRASÍLIA. Foi feito um strike e todos os pinos foram derrubados. Essa foi a imagem usada ontem à noite, em encontro com aliados mais próximos do PSB, pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para explicar que o rompimento que hoje será anunciado de uma aliança de 10 anos e nove meses com o PT não se resume a simples entrega dos cargos na Esplanada. Para ele, para evitar uma confusão na cabeça do eleitor, é preciso ficar claro que o PSB está deixando o governo, não é mais governo e agora vai ser solidário e apoiar apenas no que for de interesse do pais.

Campos fez questão de cumprir o ritual de comunicar a decisão ao ex-presidente Lula, sem deixar espaço para pedidos de reconsideração. A conversa, antes da oficialização, foi uma deferência a Lula, pois Campos não queria que o ex-presidente soubesse da decisão por outros meios. Também conversou com o secretário especial da presidente Dilma Rousseff, Giles Azevedo, e expôs o que será oficializado agora de manhã em reunião da Executiva nacional do PSB. Mas um encontro vai depender dela.

Na conversa de ontem à noite num jantar que entrou pela madrugada, ao lado da esposa, dona Renata, que o acompanha neste momento mais delicado, Campos tranquilizava os aliados quanto à possibilidade de uma reação mais irada da presidente Dilma e do PT: “Não fui educado para ter medo. Fui educado com valores, para ter responsabilidade”.

Os socialistas comemoraram o que chamaram de “importante sentimento de liberdade” depois de um ano de constrangimentos e cobranças por parte do PT, PMDB e do Planalto. Consideram que os conselheiros de Dilma avaliaram mal e foram surpreendidos pelo desembarque neste momento. Mas não acham que haverá uma revanche, pois a ala liderada pelo ex-presidente Lula ainda espera uma aliança de apoio a Dilma num eventual segundo turno em 2014.

— Este é um momento de redução de danos. Acho que vão criar mais juízo. O presidente Lula já tinha avisado e não lhe ouviram: ‘não cutuquem Eduardo porque esse aí eu conheço’. Ele queria fazer a coisa de forma amigável, deixando passar o prazo de filiação partidária para conversar — comentou Eduardo na conversa de ontem à noite com os interlocutores.

— Combinaram mal. Não esperavam o rompimento com o PSB agora. Mas saímos na hora certa. Esperamos a presidente Dilma ficar forte de novo, depois da queda de junho. Agora ela está tão forte que está até brigando com o Obama — brincou o líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS).

E agora, qual será o próximo passo? Campos não teme um ataque maior do PT e do governo federal aos governadores do partido ou aos eventuais apoios que vêm sendo costurados em sua pré-candidatura a presidente em 2014. Acha que chegou a hora de todos os atores, dentro e fora do partido, inclusive os irmãos Ferreira Gomes, “botarem as fichas que têm na mesa”.

— Não tem essa estória de preferir este ou aquele. Agora cada um tem que enfrentar a realidade como ela é — comentou Campos no encontro com os aliados, referindo-se, inclusive à preferência da presidente Dilma e do PT de ter o tucano Aécio Neves como adversário, e não ele.

Para “fazer tudo direitinho”, depois da reunião preliminar com integrantes da cúpula do PSB, Campos também se reuniu com o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, para lhe avisar que a Executiva chancelaria hoje a decisão de entregar os cargos. Ao contrário do que se previa, o indicado dos Ferreira Gomes não se opôs. Disse que concordava, porque se sentia numa situação constrangedora de ser tachado como “adesista”, em contraponto com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, da cota de Campos no governo.

De licença médica para realizar uma cirurgia no olho, em São Paulo, o ministro Fernando Bezerra fez os exames preliminares, mas retornará a Brasília hoje para participar da reunião da Executiva. Volta em seguida a São Paulo e, depois da cirurgia, cumprirá a tarefa de entregar a carta de demissão.

— Estamos todos aliviados de vencer essa etapa. O PSB é o primeiro partido, em 10 anos e meio de governo, que tem coragem de entregar os cargos e partir para seu projeto próprio. O próximo passo? Fazer o PSB crescer — comentou Campos, antevendo o pós-rompimento da aliança com o PT.

7 Comentários

  1. Isto ai é a politica Brasileira a da picaretagem, ate agora tava tudo bem mamaram nas tetas do governo com cargos polpudos e negociações que lhes interessassem. Agora vem com esta conversa de cerca mane, Corja de safados.

  2. O QUE O GOVERNADOR QUIS DIZER COM SÓ VAMOS VOTAR O QUE FOR DE INTERESSE DO PAÍS ? ANTES ELES VOTAVAM MESMO QUE FOSSE CONTRA O INTERESSE DO PAÍS ? CONFESSO QUE NÃO ENTENDÍ A COLOCAÇÃO DO EDUARDO CAMPOS.

  3. Parabéns ao governador Eduardo Campos e aliados pela coragem de se desvincularem deste PT que tantos danos trouxe à população e que se defende dos escândalos atirando o lixo (corrupção, mensalão, desmandos, apadrinhamento de pedófilo, etc) para debaixo dos tapetes persas pagos com nosso suado dinheiro.
    Sucesso ao PSB nos projetos que com certeza terão eco no coração deste povo tão desrespeitado pela grande maioria dos políticos atuais.

  4. NARIZ DE FOLHA Responder

    SE O EDUARDO CAMPOS CONTINUAR NESSA LINHA, PODE CHEGAR A PRESIDÊNCIA. VOTO NELE.

  5. Infelizmente tem pessoas que não entende, todos estes danos não foram feitos só pela situação, corrupção, mensalão, e outros desmandos também tem a culpa dos aliados ao governo, e este dito eco no coração do nosso povo tão desrespeitados nunca acontecera se continuarmos pensando desta forma.

  6. esse psb partido de aluguel mamou na teta ate agora depois vem com essa historia de democracia logo estao voltado de novo a se beneficiar de quem ganhar as eleicoes turma de xupim

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