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Rede é o primeiro partido clandestino criado na democracia, diz Marina

Do UOL, em Brasília:

Após ter o registro do partido Rede Sustentabilidade negado pelo TSE na última quinta-feira (3), a ex-senadora Marina Silva se filiou oficialmente ao PSB em cerimônia realizada neste sábado (5) em Brasília.

Durante apresentação, Marina afirmou dar total apoio à candidatura de Eduardo Campos à Presidência. Porém, ela não confirmou a informação de que seria vice do atual governador de Pernambuco nas eleições de 2014.

O apoio de Marina ao presidenciável Campos fortalece a candidato do líder do PSB. Na última pesquisa Datafolha, a fundadora da Rede aparecia com intenção de voto de 26% do eleitorado enquanto Campos tinha apenas 8% das intenções de voto. Nesta mesma pesquisa, a presidente Dilma Rousseff aparecia com 35% dos votos, e Aécio Neves, 13%.

Durante a cerimônia de adesão ao PSB, Marina Silva afirmou ter aceito a “filiação simbólica” por contar com reconhecimento da Rede como um partido legítimo por parte do PSB: “O PSB deu uma chancela que o TSE não quis dar para a Rede”, afirmou.

Marina também afirmou que a adesão ao partido de Campos deve ser temporária. Brincando com a primeira letra do sobrenome do governador de Pernambuco, a fundadora da Rede apontou que a escolha do apoio à Campos seguiu um “Plano C”.

“Muitas vezes me perguntavam se esse era um plano A ou B. Posso dizer que esse é um plano C. O plano C é o Eduardo Campos. Escolhemos por que ele sempre nos apoiou no começo. Tivemos uma carta de apoio dele já quando resolver criar a Rede”, disse

Marina falou que as outras possibilidades após a negação do registro do Rede seriam “virar uma candidata da internet” ou “entrar em uma legenda de aluguel”.

Ela disse que descartou a hipótese de não apoiar ninguém por ser melhor para a política. “Todo mundo ia curtir a Marina como candidata à internet. Se eu fosse a Madre Tereza da política, ia fazer o previsível. Mas não quis fazer isso”, falou.

Ela disse que não aceitou o convite de outro partido para ser candidata para não repetir 2010, quando entrou no PV para disputar as eleições.

“Quero agradecer a todos os partidos que ofereceram a vaga para mim. Mas não quis fazer como em 2010 no Partido Verde. Na época, fui com esperança, mas infelizmente o pragmatismo derrubou a esperança”, afirmou, numa alusão à frase célebre de Lula, ” a esperança venceu o medo”.

Durante a cerimônia, que contou com integrantes da Rede e do PSB, Campos se disse surpreso com o “Plano C” de Marina e disse que, de certa forma, terá de repensar a plataforma da candidatura.

“Sinceramente, eu esperava a candidatura de Marina como presidente pela Rede pois achava que o TSE daria um maior prazo para ela colher as assinaturas que faltavam”, afirmou.

Em relação à informação de que Marina integraria a chapa para 2014 como vice de Eduardo Campos, ambos desconversaram. Marina falou que tudo depende de uma decisão da Rede.

“Eu não sou uma militante do PSB, eu sou uma militante da Rede e ela ainda não fez essa discussão”, disse Marina.

Já Campos disse que a decisão deve vir com o tempo: “A própria Marina disse que as decisões para 2014 devem ser feitos em 2014. Concordo com ela”.

Marina também falou que os integrantes da Rede terão liberdade de apoiar os partidos que desejarem nas eleições estaduais. “Assim como em 2010, vamos dar a liberdade para a Rede apoiar quem quiser nos estados. Na minha última candidatura cheguei a apoiar o PT em alguns estados e o PSB em outros”, disse.

Além de Marina, o deputado Walter Feldman (SP), Pedro Ivo de Souza Batista (um dos coordenadores da Rede no DF) e o deputado Alfredo Sirkis (RJ) também assinaram a filiação oficial ao PSB.

4 Comentários

  1. Parreiras Rodrigues Responder

    Cartorários do ABC paulista – reduto do PT, telefonam prá Lula: Ó nóis na neguinha, ó…

    Que vergonha.

    Num país onde Toffóli pede prá ser nomeado, onde cartorários – pessoas de fé pública, praticam coisas assim, tem tudo prá não dar certo.

  2. Vitorio Sorotiuk Responder

    Clandestinidade? Incompetência. Como é possível alguém que tem 20% de votos em uma eleição e não tem capacidade em colher 500 000 assinaturas válidas. Imagine se ela fosse organizar um partido nos anos 80 quando formam formados o PT, o PDT e o PTB entre outros. As exigências da Legislação Eleitoral eram maiores. E quem conduziu o processo de registro naquela época sabia que você tinha que ter sempre uma margem de 20% a mais de filiados para não ter problemas no registro. Quando você tem uma presidenta do TSE lamentando que tenha dar aquela decisão do ponto de vista político mas que do ponto de vista da legalidades, da legislação, não poderiam como juizes deixar de negar o registro! Portanto a Sra. Marina não é nenhuma vítima. Estava no PT, foi para o PV, tentou organizar a Rede e agora entra no PSB e diz que é o novo em Política. Tenha paciência!

  3. Sergio Silvestre Responder

    Essa mulher deve ser uma chata ,é uma ecochata ,faz sua politica em cima da ecologia,mas nunca na prática se preocupou quando estava a frente do miistério.
    Agora vem com hilações fortuitas de que está sendo perseguida,eu acho que estão dando muita trela prá essa politica meia boca.
    Tanto ela como o Campos não aguentam 60 dias expostos na midia.
    Se der segundo turno como sempre será PT PSDB,o resto é encheção de saco,e jeito de levar algum.

  4. é no mínimo ignorância da Marina afirmar isso…partidos clandestinos foram os que bravamente lutaram contra as ditaduras no Brasil! Se a Rede juntar mais 90.000 assinaturas está legalizada…é muito chororô!

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