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Policiais dizem que não vão trabalhar em visita a presos e sindicato alerta para possível rebelião

Da Banda B:

Marcado para amanhã (17), o dia de visita aos presos na carceragem do 12° Distrito Policial (12°DP), no bairro Santa Felicidade, em Curitiba, é aguardado com temor pelo Sindicato dos Policiais Civis do Paraná (Sinclapol). O motivo é o alerta para uma possível rebelião, já que os policiais civis notificaram o delegado responsável que não trabalharão, como protesto pelo desvio de função e péssimas condições na carceragem superlotada.

Na última sexta-feira (11), a Banda B relatou a campanha feita no 12° DP, que reivindica o cumprimento da lei que proíbe os policiais de realizar a escolta e a guarda dos presos. “Os policiais assinaram um termo e informaram que não vão fazer nenhum serviço que seja do sistema judiciário e, portanto, não trabalharão na visita. Amanhã será uma situação complicada, com risco de rebelião”, afirmou à Banda B o presidente do Sinclapol, André Gutierrez.

O temor por parte do Sinclapol é com relação a quem mora próximo à delegacia. “Pode acontecer esta rebelião, mas não é só isso. São 160 presos em um local que cabe apenas 30 e está em uma situação horrível, jogado à masmorra. Existem outras delegacias na mesma situação e vamos ficar em cima para que os policiais façam o seu trabalho e não o dos outros. Já inclusive notificamos a Secretaria de Justiça”, concluiu Gutierrez.

3 Comentários

  1. Bacharel em Direito Responder

    Infelizmente os investigadores da Polícia Civil são empurrados para uma decisão drástica dessas, pois, o Estado do Paraná faz vistas grossas a situação dos presos na Delegacias. Super lotação, condições sanitárias humilhantes, risco de rebeliões e fugas, desvio de função dos investigadores, e a verdade é que os presos nas delegacias são mais baratos do que nos presídios, assim o governo acaba por penalizar a população paranaense. SEM INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, NÃO TEM SENTIMENTO DE JUSTIÇA!

  2. Estão certíssimos os policiais civis!!! O Paraná é um dos únicos estados em que policia cuida de preso e não o departamento prisional.

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