Uncategorized

Desemprego: taxa média fica em 5,4%, mas de jovens está em 12,7%

Da Miriam Leitão:

Os dados de emprego divulgados hoje pelo IBGE mostram que o mercado de trabalho continua dando boas notícias. Apesar de a taxa de desemprego ter subido, a alta foi muito pequena: em setembro, ficou em 5,4%, ligeiramente acima do resultado de agosto (5,3%), mas exatamente no mesmo nível de setembro do ano passado.

Os economistas estavam achando que a taxa ficaria entre 5,1% e 5,5%, mas a mediana das expectativas estava em 5,3% – o dado oficial acabou ficando praticamente estável mesmo.

No mês passado, a taxa de desemprego de jovens não sofreu alteração, mas continua ainda muito alta, em dois dígitos (12,7%). São eles os que mais têm dificuldade para entrar no mercado de trabalho brasileiro, apesar de terem estudado mais.

Vale lembrar que a pesquisa do IBGE que calcula a taxa de desemprego, a PME, não é feita em todo o Brasil, como a do Caged, mas apenas em seis regiões metropolitanas, e não leva em conta só as vagas formais.

Quando olhamos para o resultado das regiões pesquisadas, notamos que em alguns locais a taxa subiu, como foi o caso de Belo Horizonte (4,3% para 4,5%) e São Paulo (de 5,4% para 5,8%). Em outras áreas, no entanto, como em Recife (de 6,2% para 5,8%), Salvador (de 9,4% para 9,3%) e Rio de Janeiro (4,5% para 4,4%), caiu. Em Porto Alegre, ficou estável (3,4%).

Também é importante acompanhar os dados detalhados, que mostram, por exemplo, como está o desemprego entre alguns grupos específicos. Entre os homens, a desocupação costuma ser mais baixa e, em setembro, ficou em 4,5% – estava em 4,3% em agosto. O mesmo aconteceu com outros grupos: o desemprego entre as mulheres passou de 6,4% para 6,5%; entre os brancos, de 4,3% para 4,5%; e entre os pretos ou pardos, de 6,4% para 6,5%.

A taxa de desocupação entre os homens brancos permanece em 3,7% – é historicamente bem mais baixa do que as demais, enquanto a de homens pretos ou pardos teve uma alta expressiva, de 5% para 5,4%. Os dados do IBGE mostram também que entre as mulheres brancas o desemprego está, agora, em 5,2%, 0,2 ponto acima do registrado em agosto. Mas o de mulheres negras continua bem mais alto, em 8%.

O IBGE também mostrou que o rendimento do trabalhador subiu 1% em relação a agosto, para R$ 1.908, e 2,2% na comparação com setembro do ano passado.

O mercado de trabalho vai bem, não cria tantas vagas como antes, no mesmo ritmo, mas continua abrindo postos de trabalho, apesar de a economia estar fraca.

1 Comentário

  1. O IBGE classifica como pessoas desempregadas ou desocupadas aquelas que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para trabalhar e tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho nos trinta dias anteriores à semana em que responderam à pesquisa.

    Essa taxa só mede quem está procurando emprego.
    Mas no Brasil há uma multidão de desocupados que não quer saber de nada, agora engrossada pelos conformados das bolsas misérias e vale-qualquer coisa.
    Disso não falam.

Comente