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Kirchner perde em distritos-chave, mas mantém maioria do Congresso

Da Folha de S.Paulo:

O governo de Cristina Kirchner perdeu as eleições legislativas de ontem nos maiores colégios eleitorais da Argentina. O pleito renovava metade da Câmara e um terço do Senado.

Com mais de 60% das urnas apuradas, a principal derrota imposta era a da Província de Buenos Aires, que concentra 37,3% dos 30 milhões de eleitores do país.

O oposicionista Sergio Massa, da Frente Renovadora, ganhava com 12 pontos percentuais de vantagem em relação ao segundo colocado, o kirchnerista Martín Insaurralde. A diferença representa mais do que o dobro dos 5,5 pontos que separaram os dois nas primárias realizadas em agosto.

Com esse resultado, Massa, que é prefeito de Tigre e ex-chefe de gabinete de Cristina, se cacifa como um dos principais candidatos à Presidência em 2015.

Às 21h50 na Argentina (23h50 em Brasília), Massa começou seu discurso na sede da Frente Renovadora, em Tigre. Agradeceu a todos os eleitores da capital que votaram em sua lista e disse que recebeu telefonemas de seus adversários, incluindo Insaurralde, que o cumprimentou pelo resultado.

“A vitória não nos dá nenhum direito. Nos dá compromisso e responsabilidade com as milhões de pessoas que votaram em nós”, disse.

Néstor Kirchner e Massa romperam em 2010, quando vazaram conversas em que o parlamentar acusava o ex-presidente de ser um “mostro psicopata”.

A aliança FpV (Frente para a Vitória), de Cristina, também perdeu em Córdoba, Santa Fé e Mendoza.

KIRCHNERISMO

Com o resultado parcial da apuração, o kirchnerismo contabilizava 32,7% do número de votos no país, 6 pontos percentuais a mais do que nas primárias.

A derrota da presidente enterra de vez a possibilidade de um terceiro mandato, já que para votar uma reforma constitucional o kirchnerismo precisaria ter a maioria absoluta no Congresso.

Com esses números, Cristina ainda terá a maioria no Congresso, o que garante a governabilidade nos últimos dois anos de mandato.

Ela também tem a seu lado a lei de superpoderes econômicos, que permite ao Executivo aprovar impostos e alterar o Orçamento.

Mas a derrota política pode significar o fim do kirchnerismo, já que a mandatária não teria força para impor um candidato em 2015.

“A presidente fica em uma situação muito difícil. O projeto de re-reeleição está morto e ela tem mais de 70% de votos contra”, diz o analista político Patricio Giusto.

5 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    Para ela todo dia é dia de Halloween. Nos tempos da velha Salem, ela já teria sido queimada na fogueira.

  2. O povo argentina acordou. Agora é a vez do POVO BRASILEIRO acordar e dar o troco aos desmandos Petistas de 12 (doze) anos.
    Chega de gente incompetente, ilusionista e sem programa de governo. Estamos afundando a cada dia que passa, só não vê quem não quer. Viva a renovação, pois a alternância de Poder gera um clima de expectativas e só enobrece a Nação e a Democracia. Fé em Deus e pé na tábua.

  3. antonio carlos Responder

    Que beleza, que o exemplo argentino sirva para a companheira presidanta se ligar, o continuísmo cansa qualquer um. Menos os donos do trono. Vou repetir o velho bordão, chega dos mesmos.

  4. E apesar de tudo e de todos los hermanos colecionam campeonatos mundiais em várias modalidades, tem Nobel, tem Papa e ainda … Messi …

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