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Dilma diz que atos de violência por pessoas que escondem o rosto têm que ser coibidos

Da Denise Mello, Banda B:

A presidente Dilma Rousseff disse hoje, em entrevista ao vivo à Rádio Banda B de Curitiba, em cadeia com a Rádio Cultura de Foz do Iguaçu, que não é possível tolerar os atos de violência promovidos por pessoas que escondem o rosto em manifestações, principalmente no Rio e São Paulo. “Defendo qualquer manifestação democrática e, sem sombra de dúvida, acredito que a violência dos mascarados não é democrática. É antidemocrática, uma barbárie e acho que ela tem que ser coibida. É necessário que tanto a Justiça quanto os órgãos responsáveis coíbam esta violência, garantindo que não haja violência física contra pessoas e nem ataques contra o patrimônio público ou privado”, afirmou Dilma.

Ao ser questionada pelo radialista Luiz Carlos Martins, da Banda B, sofre o que a deixa triste, a presidente citou três situações recentes no país. “Há dias muito tristes como o dia em que saí de Lima, no Peru, e fui até Santa Maria por conta do incêndio que matou muitos jovens. Foi um dia muito triste (…) Fico triste também quando a gente assiste a violência contra aquele jovem negro recentemente lá de São Paulo ou quando a gente vê o coronel sendo barbaramente agredido. Isso me deixa muito triste”, afirmou a presidenta.

Na tragédia da boate Kiss, 242 jovens morreram em um incêndio no dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). Sobre a agressão ao jovem de São Paulo, Dilma se referiu a morte do estudante Douglas Rodrigues, após ser baleado por um policial militar no último domingo (27). O soldado foi preso por determinação da Polícia Militar (PM), mas a morte causou uma série de protestos na capital paulista.

Ao citar a agressão ao coronel, a presidente se referiu ao ataque sofrido pelo coronel Reynaldo Rossi, que foi surpreendido por um grupo de vândalos durante um tumulto na noite desta sexta-feira (25) no terminal de ônibus do Parque D. Pedro II, no Centro de São Paulo.

Sobre o que a deixa feliz como presidente, Dilma respondeu: “Tem momentos bons, principalmente quando a gente consegue resolver problemas da população. Eu me sinto muito bem como presidenta, principalmente com o (programa) Mais Médicos”.

A entrevista da presidente Dilma Rousseff aconteceu ao vivo, às 9 horas da manhã desta quarta-feira (30). De um estúdio montado no Palácio Alvorada, em Brasília, Dilma conversou com os radialistas Luiz Carlos Martins, da Banda B, e Nelson Rodrigues, da Rádio Cultura de Foz.

7 Comentários

  1. É o que digo desde o início dessas manifestações em junho…. Manifestante que acredita na democracia não cobre a cara nem pratica vandalismo. Só mal intencionados o fazem.
    Agora a Dilma acordou. Ela, petistas e a imprensa em geral flertou com o baguncismo naquele início e não separou o joio do trigo. Demonizaram as policias em geral, quando a truculência estava do outro lado.
    Fico só imaginando se um tucano (Alckmin, Serra, Beto, Aécio ou outro) falasse a mesma coisa que ela… Já viriam as hordas de caráter facista na internet chamando esse de autoritário… Mas como é a governanta que diz, vão ficar calados e achar até que ela está certa.

  2. Lingua de Trapo Responder

    Por que o senhor atirou em mim? Quem vai responder a pergunta do Douglas?
    Policia, cada vez mais justificando a repressão e a violência…
    O povo cada vez mais “cheio”, explodindo…
    E os nobres políticos, não se dignam a descem dos seus pedestais…
    Nenhum deles mostram a cara para, pelo menos, demonstrar que tem a mínima empatia com a dor dos desprotegidos e propor alguma medida, nem discursos. Mintam pelo menos!!! As eleições estão aí…

  3. NA CORDA BAMBA Responder

    A Presidenta deveria dizer tambem que aceita todo e qualquer roubo
    “democrático” pelos políticos e afins, uma vez que aqui neste país
    nunca roubar de cara lavada foi considerado crime…

  4. Parreiras Rodrigues Responder

    A presidente Dilma responde semanalmente – rádio e jornal – perguntas que lhes são dirigidas por brasileiros.
    Sabemos que as perguntas a serem respondidas são selecionadas e que quem responde, lógico, são assessores, que ela tem de monte.
    Mas, deixemos isso de lado.
    A Polícia Federal, vinculada ao Ministério da Justiça, desde a meia noite de hoje, está em greve. Além de reajuste salarial, reclama de assédio moral – da interferência política nas suas atividades e também de melhores condições para trabalhar.
    Nos jornais da tevê agora de manhã, professora carioca postou na rede social, foto de alunos deitados em sala de aula de escola no complexo de favelas da Maré, e fala dos constantes tiroteios entre quadrilhas do narcotráfico – entre elas mesmas ou com a polícia.
    Se a gente escrevesse uma carta prá presidente perguntando porque o governo dela não executa uma ação verdadeiramente resolutiva de fiscalização e policiamento nas fronteiras brasileiras escancaradas para o narcotráfico, ela, ou os seus ghost-writters responderiam?
    Presidente – Armas e drogas dentro do Brasil – A culpa é sua!

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