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Genoino não queria inscrição de deputado cassado no currículo,
diz André Vargas

De Erich Decat, Agência Estado:

Brasília – O pedido de renúncia do mandato do ex-presidente do PT José Genoino foi combinado entre os integrantes da cúpula do partido na véspera da reunião realizada nesta terça-feira pelos integrantes da Mesa Diretora que discutiu a abertura de um processo de cassação do deputado.”Foi combinado desde segunda à noite. Hoje eu recebi a notícia, conversei com o deputado Genoino e ele me informou que não queria passar pelo constrangimento de uma Comissão de Ética”, disse o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR).

Vargas foi responsável por anunciar a renúncia do petista durante a reunião da Mesa antes mesmo do final da contagem dos votos. “O único pleito que Genoino queria era não ter inscrito no seu currículo deputado cassado”, disse o parlamentar após a reunião. No momento do anúncio, o placar já apontava para uma maioria a favor (4 a 2) da abertura do processo contra o petista. A Mesa é composta por sete integrantes.

“Tratava-se de uma situação absolutamente de concluir os seus 25 anos aqui como um homem honrado, que não quebrou o decoro parlamentar”, concluiu. O petista também não poupou críticas ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o considerou como um “militante” pela abertura do processo contra Genoino.

“Não faço julgamento de nenhum (dos demais integrantes da Mesa), só do presidente que poderia de ofício ter aguardado. Lamento muito que ele tenha essa postura. Na verdade, ele militou por essa causa”, disparou Vargas, que no início da reunião pediu o adiamento do processo até que terminasse o prazo de licença médica de Genoino.

Condenado no processo do mensalão a seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, o petista apresentou licença médica em julho após ser submetido a cirurgia cardíaca. Desde então estava afastado das atividades na Câmara.

“Henrique Eduardo Alves poderia de ofício ter acolhido esse pedido de efeito suspensivo já que o parlamentar está afastado. Não tem os seus direitos políticos mais, está temporariamente invalido e não pode se defender. Ao instaurar o processo, a Mesa estaria instaurando o processo de alguém que não pode se defender mais”, afirmou Vargas.

9 Comentários

  1. Ele prefere ter no currículo o título de deputado mensaleiro condenado. É natural.

  2. Pra quem tá no inferno o que que custa abraçar o capeta… pra quem tá kagado… o que é um pum a mais…. Depois vamos lá né minha gente …Que grande curriculum tem esse indigente mental… só pra petezada e a filha dêle… já foi tarde….

  3. Doutor Prolegômeno Responder

    Lógico, ele quer ser lembrado o deputado do mensalão lulopetista, condenado à prisão pelo Supremo Tribunal Federal, que teve medo de ser cassado pelos seus pares. É um bom epitáfio de sua vida.

  4. Acorda Londrina !! Não se esqueça do deputado que protege e conduz o mensaleiro condenado para a impunidade e gorda aposentadoria. Enquanto isso Londrina e o Paraná sofrem a falta de verbas e descaso do (des)governo federal.

  5. Caros eleitores, a renuncia desse malfeitor condenado é mais uma fuga das suas responsabilidades, pois trata-se de individuo cafajeste frouxo. Quando estava no comando das ações de desvio de recursos era guerrilheiro arrojado, acima da lei. Estamos aguardando as sanções sobre os demais membros da quadrilha, inclusive os que ficaram de fora. Atenciosamente

  6. Moisés Fróes Responder

    Mensaleiro, condenado, corruPTo, pode?
    Hein, André Vargas (vergonha para Londrina e o Paraná)?

  7. dalva da conceição Responder

    Não queria acrescentar ao curriculun a RENUNCIA, mas constar no curriculun LADRÃO , CONDENADO, PODE !!!!
    RIDÍCULO.
    Isso é PT – Partido dos Tapeadores , isso sim.

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