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Por trás do café
de André Vargas

Por Josianne Ritz

O vice-presidente da Câmara, deputado federal André Vargas (PT), promoveu ontem um café da manhã em sua residência, em Brasília, com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, os deputados federais e o senador Sérgio Souza para discutir o cenário político das eleições de 2014. No cardápio, o apoio do partido à candidatura de Gleisi ao governo do Estado nas eleições de 2014. Participaram, além da ministra e do parlamentar petista, os deputados Hermes Parcianello, Marcelo Almeida, Osmar Serraglio, João Arruda, André Zacharow, além do senador Sérgio Souza (PMDB).

O PT está disposto a oferecer ao PMDB a vaga de candidato a vice na chapa de Gleisi, já que a vaga de candidato ao Senado está reservada para o ex-senador Osmar Dias (PDT). Para os dirigentes do partido, a posição do vice-presidente da República e presidente nacional licenciado do PMDB, Michel Temer, de priorizar a candidatura própria do partido ao governo, e como segunda opção, a aliança com o PT, favorece a possibilidade de uma aproximação entre as duas legendas. Além disso, os petistas também têm como trunfo a possibilidade de oferecer aos peemedebistas uma coligação nas chapas proporcionais de candidatos a deputado federal e estadual.

Vargas lembrou que o PT estará coligado com o PMDB na disputa nacional e que seria importante essa aliança também nas eleições estaduais. “Entendemos que nessa coligação o PMDB tem que indicar o candidato a vice-governador ou o candidato ao Senado, assim poderíamos fazer uma chapa única para deputado federal e estadual. Essa articulação está em curso e nós fazemos questão de ter o PMDB incluso na nossa chapa na hipótese do Requião não ter candidatura própria”, avaliou.

Segundo o deputado Marcelo Almeida, que participou do encontro, diz que a principal dúvida hoje entre os peemedebistas e petistas é sobre qual a melhor estratégia: uma aliança entre os dois partidos já no primeiro turno, ou o lançamento de candidato próprio ao governo visando garantir um segundo turno. Almeida, pessoalmente, defende essa segunda opção, citando o exemplo da eleição em Curitiba, no ano passado, quando Gustavo Fruet (PDT), foi eleito com o apoio do PT, e Ratinho Júnior (PSC) acabou tirando o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB) do segundo turno.

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