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“No way, Dilma”,
diz The Economist

Brasil tem poucas razões para reeleger Dilma, diz The Economist. Em especial de 14 páginas, revista britânica aponta os erros cometidos pelo governo da presidente que fizeram o Brasil desapontar o mercado e perder credibilidade. Matéria da revista Veja.

De um foguete, representado pelo Cristo Redentor, que apontava para o alto, imponente, para uma aeronave desgovernada nos céus, perto de colidir com o Corcovado. Essa é a comparação feita pela revista britânica The Economist ao tratar da evolução do Brasil nos últimos quatro anos. A edição distribuída na América Latina questiona se o Brasil, de fato, “estragou tudo”, depois de ter sido, por um breve período, a estrela dos emergentes.

Segundo a reportagem, a presidente Dilma Rousseff tem sido incapaz de enfrentar problemas estruturais do país e interfere mais que o antecessor na economia, o que tem assustado investidores estrangeiros para longe de projetos de infraestrutura e minado a reputação conquistada a duras penas pela retidão macroeconômica. A The Economist é categórica ao afirmar: “até agora, eleitores brasileiros têm poucas razões para dar a Dilma um segundo mandato”.

O especial de quatorze páginas sobre o Brasil é assinado pela jornalista Helen Joyce, correspondente da revista no país. “Na década de 2000, o Brasil decolou e, mesmo com a crise econômica mundial, o país cresceu 7,5% em 2010. No entanto, tem parado recentemente. Desde 2011, o Brasil conseguiu apenas um crescimento anual de 2%. Seus cidadãos estão descontentes – em julho, eles foram às ruas para protestar contra o alto custo de vida, serviços públicos deficientes e a corrupção dos políticos”, informa a revista, que já chegou a pedir, com certa ironia, a saída de Guido Mantega do ministério da Fazenda.

Em 2009, em meio à crise econômica mundial, a revista fez também um especial de quatorze páginas para ressaltar os anos de bonança do país, reproduzindo a imagem do Cristo decolando como se fosse um foguete. À época, a economia brasileira patinava, ainda sofrendo o impacto da turbulência nos Estados Unidos. Contudo, indicadores macroeconômicos estáveis acabaram contando mais, para a Economist, do que a retração econômica de 2009, de 0,2%.

Para a revista, a falta de ação do governo Dilma é a principal razão para o chamado “voo de galinha” do país, jargão usado para denominar situações em que países ou empresas têm um crescimento disparado, mas que não se sustenta. “A economia estagnada, um estado inchado e protestos em massa significam que Dilma Rousseff deve mudar de rumo”, informa a publicação.

O texto reconhece que outros emergentes também desaceleraram após o boom que teve o auge em 2010 para o Brasil. “Mas o Brasil fez muito pouco para reformar seu governo durante os anos de boom”, diz a revista. Um dos problemas apontados pela reportagem é o setor público, que “impõe um fardo particularmente pesado para o setor privado”. Um dos exemplos é a carga tributária que chega a adicionar 58% em tributos e impostos sobre os salários. Esses impostos são destinados a prioridades questionadas pela Economist. “Apesar de ser um país jovem, o Brasil gasta tanto com pensões como países do sul da Europa, onde a proporção de idosos é três vezes maior”, diz o texto que também lembra que o Brasil investe menos da metade da média mundial em infraestrutura.

Problemas antigos – A publicação reconhece que muitos desses problemas são antigos, mas Dilma Rousseff tem sido “relutante ou incapaz” de resolvê-los e criou novos “interferindo muito mais que o pragmático Lula”.”Ela tem afastado investidores estrangeiros para longe dos projetos de infraestrutura e minou a reputação conquistada a duras penas pela retidão macroeconômica, induzindo publicamente o presidente do Banco Central a cortar a taxa de juros. Como resultado, as taxas estão subindo, atualmente, mais para conter a inflação persistente”, diz o texto. “A dívida bruta subiu para 60% ou 70% do PIB – dependendo da definição – e os mercados não confiam na senhora Rousseff”, completa o texto. A Economist chega a ironizar, chamando a presidente de “Dilma Fernández”, que é o sobrenome de Cristina Kirchner, presidente da Argentina.

Apesar das críticas, a revista demonstra otimismo com o futuro a longo prazo do Brasil. “Felizmente, o Brasil tem grandes vantagens. Graças aos seus agricultores e empresários eficientes, o país é o terceiro maior exportador de alimentos do mundo”, diz o texto, que menciona também o petróleo da camada pré-sal. A publicação elogia ainda a pesquisa em biotecnologia, ciência genética e tecnologia de óleo e gás em águas profundas. Além disso, lembra que, apesar dos protestos populares, o Brasil “não tem divisões sociais ou étnicas que mancham outras economias emergentes, como a Índia e a Turquia”.

A Economist afirma que a presidente Dilma ainda tem tempo para começar reformas necessárias, fundindo ministérios e cortando gastos públicos, caso esteja disposta a colocar a “mão na massa”. Mas, diante do atual cenário, a revista afirma que, ainda que a presidente esteja com foco no possível segundo mandato, os “eleitores brasileiros têm poucas razões para dar a ela a vitória”.

20 Comentários

  1. Parreiras Rodrigues Reply

    Resumindo, é o que Lula queria ao indicá-la. Se fosse outro o seu sucessor, poderia realizar uma gestão inteligente, profícua ao mesmo tempo que pragmática, e dificultar a volta do dr. Honoris Cana.

  2. Confiança no Brasil Reply

    Enquanto militantes tupiniquins festejam o “franguinho na panela” (que não deixa de ser importante), o mundo aos poucos enxerga e se preocupa com o Brasil, cujos caminhos econômicos e estruturais vão virando “frangalhos”.

  3. ENQUANTO OS PRODUTOS ESSENCIAIS DO BRASIL (MILHO, SOJA, ÁLCOOL, ALGODÃO E MINÉRIO)CONTNUAREM ABASTECENDO OS MERCADOS INTERNACIONAIS, SEM GERAR RENDA AO POVO (POR FALTA DE VALOR AGREGADO) O BRASIL CONTINUARÁ PATINANDO OU ANDANDO PARA TRÁS!!!
    PRECISAMOS ABRIR OS OLHOS ENQUANTO É TEMPO!!!!

  4. SERGIO SILVESTRE Reply

    De novo os banqueiros ingleses com saudades do fhc e da taxa selic de 30%.
    Hoje nosso pib bera os 5 trilhões e seria um prato cheio para os agiotas do mundo inteiro colocar o famoso dinheiro motel e dão uma bimbadinha no pais e retiram no outro dia.
    E a corja dos especuladores daqui,que quanto piór melhor para eles,torcem para que o governo não de certo.
    Sempre digo que Pais que distribui renda,vai sair de algum lugar
    e parece que está saindo do lugar certo,do rico que ao menos agora está pagando imposto.

  5. antonio carlos Reply

    Porquê o agronegócio brasileiro é tão bom e eficiente? É porque a agricultura e a pecuária são industrias sem telhado, são sazonais, não dá para adiar, ou é na hora certa, ou já era. O resto damos um jeito, vamos empurrando com a barriga, deixe para amanhã o que se pode fazer hoje. Take it easy man, o diabo não é tão feio assim.

  6. O economist, nada mais é do que uma tal miriam leitão das bandas de lá, pra ingles vê, como diria o Grande Felipão, vai primeiro ver a situação do teu país. É PAKABA.

  7. Eu também não acredito na reeleição da Dilma, ela foi tão patrocinada pelo governo Lula que todos acreditaram que ela seria tão bom quanto ele e daria continuidade ao trabalho feito por ele, mas ela perdeu o rumo do avanço e com pouco crescimento e altos custos de vida o Brasil não quer viver mais quatro anos nessa desordem.

  8. No way, uma ova. O Economist conhece pouco da política brasileira. O governo vai levar este “restinho de ano” após o carnaval, como sempre acontece em ano eleitoral. Vão empurrar tudo que puderem com a barriga; vão engambelar todos com a copa do mundo; vão evitar as más notícias e os aumentos indispensáveis e., como sempre, vão mentir, enganar, empulhar e zombar da cara do povo, comme il fault. Se o Brasil ganhar a copa vão aproveitar para enfiar goela abaixo tudo que puderem e capitalizar para reeleger o sistema lulopetista, para mais quatro anos de bravatas e bandalheiras.

  9. SOLANGE LOPES Reply

    Sergio Silvestre, o pior cego é aquele que não quer ver e você não se conforma com a incapacidade do teu governo, o PTbosta.Esta quadrilha que está ai, não vale um tostão furado.

  10. SERGIO SILVESTRE Reply

    Nossa,quanta frase em inglish.
    Que bonito,nem parece paraná ,mas Liverpool.
    Eu tambem acho que a Solange está gostando de mim.

  11. salete cesconento de arruda Reply

    QUEM MANDA É POVO!
    ESTRELA DE NOVO!
    Simples assim.
    O PIG perdeu!
    VIVA A BLOGOSFERA!

  12. E você solange lopes, já tirou a trave dos seus olhos? o que voce tem para nos presentear em 2.014???? Qual dos partibostas não tem uma quadrilha?? qual??? faz favor!

  13. Quem acredita no Economist? Só brasileiros rola-bosta, americanalhados, que andam de camisa com a bandeira dos states e queriam ser louro de olhos azuis…Indigentes morais, metidos a besta que não tem nada na vida mas queriam ser gringos, que veem nos enlatados da TV, bando de colonizados mentais, manipulados por uma mídia sem vergonha, golpista, traidora e ladra! Vão para Miami fazer programa com seus patrões gringos e chupar pé de mesa!

  14. Luiz Carlos Flavio Reply

    Vamos preparar o bolso.
    Dependendo do resultado da eleição para presidente, a gasolina do PT vai subir um pouquinho, entre R$ 6,00 e
    R$ 8,00 reais.
    É a única forma de evitar a falencia da Petrobras.
    Quem viver verá.

  15. Do Interior.... Reply

    Falou tudo Solange…
    E o que vc sugere Sergio Silvestre? Se não for dos que vc chama de ricos ou classe média (os que trabalham e pagam os impostos, porque milionário nunca pagou e nunca vai pagar imposto!!!), quem vai sustentar o bolsa votos?
    Porque vc não tira o talão de cheques e patrocina o bolsa PT e os investimentos então????

  16. sergio silvestre Reply

    DIETER,sua anta,se você entendeu assim,mas o comentario seria dos ultimos oito anos do governo PT,EM QUE O pib nestes 8 anos passou de trilhões,qua qua qua.

  17. sergio silvestre Reply

    Nem tanto Parreiras que sou muito simples ,simplismente o maximo.
    Digamos o centro do sistema solar,o sol.

  18. antonio carlos Reply

    Não percam tempo batendo boca, a companheira presidanta vai se reeleger sim, não existe oposição em Pindorama. Os ingleses não conhecem o Brasil, eles ficam mocados no Rio ou em São Paulo, alguns se arriscam a ficar em Brasilia, e só conhecem a nossa realidade pelos noticiários da Poderosa. Como todo mundo que lê alguma coisa já sabe, a Poderosa está por trás de tudo que tem alguma importância em Pindorama. O que seja do interesse dela. Aí estes trouxas acreditam nos noticiários, e mandam para os empregadores o que ouviram na televisão, quando um deles é assaltado dizem que o país vai mal.

  19. antonio carlos Reply

    Prezado Fabio, expressões agressivas não deveriam ser admitidas no blog, ele está se desvirtuando, daqui a pouco vai virar um Yahoo, onde se dizem as maiores barbaridades. Será este o seu interesse?

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