Uncategorized

Porto Seco de Foz bate novo recorde de movimentação de cargas

Do G1 PR, em Foz do Iguaçu:

Mais de 154 mil caminhões passaram pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, em 2013. Segundo a delegacia local da Receita Federal (RF), este também foi o maior movimento registrado em uma estação aduaneira rodoviária em toda a América Latina. No período, as exportações alcançaram a cifra de US$ 3,32 bilhões e as importações somaram US$ 2,33 bilhões, resultando um superávit de US$ 987 milhões.

O recorde de liberação de cargas pelo terceiro ano consecutivo é um dos reflexos da grande movimentação de carregamentos pela tríplice fronteira com destino ou origem no Paraguai. As exportações tiveram alta de 12% em relação a 2012, impulsionadas pelo câmbio favorável e pelo aumento da demanda do país vizinho, que sofreu quebra nas safras de milho e trigo. Já as importações registraram queda de 8% em razão principalmente da retração de 24% na demanda paraguaia.

Na contramão desta redução, as importações vindas do Chile tiveram um incremento de 15% e somaram um total de mais de US$ 454 milhões. Do total de veículos com carga de importação que ingressaram na estação aduaneira de Foz do Iguaçu em 2013, 60% vieram do Paraguai, 34% da Argentina e 6% do Chile. Na lista de mercadorias que circulam pela região estão principalmente máquinas e implementos agrícolas, veículos, grãos, soja, frutas e legumes.

Tempo de espera
Ainda de acordo com a RF, não há registro de filas na estação aduaneira desde fevereiro, diferente do ano anterior quando o tempo de permanência dos caminhões girou em torno de 38 horas em média para a exportação e 56 horas para a importação. Em 2013 estes tempos foram reduzidos a 19 horas e 41 horas, respectivamente.

A agilização no processo de liberação é atribuída pela RF à nova sistemática de senhas de exportação – por meio da qual o exportador apresenta a documentação da carga antes de o caminhão entrar no porto seco -, á redução de cargas selecionadas para o canal vermelho – que exige a verificação física da mercadoria – e ao novo fluxo de exportação que permite a liberação de algumas cargas para o canal verde sem a intervenção da Receita Federal.
tópicos:

Comente