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Indústria do Paraná
tem segundo maior crescimento do país


A indústria do Paraná apresentou o segundo maior crescimento do País em 2013, indica pesquisa do IBGE. A produção industrial estadual evoluiu 5,6% de janeiro a dezembro, contra evolução de apenas 1,2% da indústria nacional. Foi a segunda maior taxa do país. Em dezembro, o setor industrial paranaense evoluiu 5,4% na comparação com o mesmo mês de 2012, enquanto que o complexo nacional apresentou retração de 2,3%.

Na comparação do último trimestre de 2013 com o mesmo período de 2012, a evolução foi de 10,5% enquanto o resultado nacional foi de -0,3%. “As estatísticas do IBGE revelam consistente recuperação dos níveis da produção fabril do Paraná, desde o mês de abril de 2013, em sentido oposto ao baixo crescimento registrado pela indústria nacional”, afirma a economista Ana Silvia Martins Franco, do Ipardes. A performance é determinada por diversos fatores, especialmente o agronegócio, fruto da safra recorde e dos preços ainda elevados no mercado internacional, além do bom desempenho dos setores de química, bens de capital e insumos para a construção civil.

“Ressalte-se ainda, a interferência positiva dos primeiros efeitos dos investimentos das empresas que se instalaram no Estado desde o início de 2011, atraídas pelo Programa Paraná Competitivo, com aportes de cerca de R$ 26 bilhões, da vitalidade do mercado de trabalho regional e das obras de infraestrutura, em execução pelo governo estadual”, diz Ana Sílvia.

O resultado paranaense foi determinado pelo bom desempenho de nove dos 14 setores pesquisados. As principais contribuições sobre a média global vieram dos setores de veículos automotores (18,3%), impulsionado, especialmente, pela maior produção dos itens caminhões e caminhão-trator para reboques e semirreboques; máquinas e equipamentos (13,7%); máquinas e aparelhos e materiais elétricos (8,9%); minerais não-metálicos (7,9%), especialmente pela maior fabricação de cimentos “Portland”; produtos químicos (4,3%); madeira (4,3%); mobiliário (3,2%) e alimentos (1,4%), com elevação produção na de carnes e miudezas de aves congeladas.

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