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PSDB quer convocar Berzoini para explicar ‘caça às bruxas’

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O PSDB vai cobrar na Justiça Eleitoral e no Congresso Nacional, explicações do Palácio do Planalto, e buscar eventuais punições, sobre o assédio aos prefeitos do PMDB do Rio de Janeiro que cogitam apoiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na corrida presidencial.

Uma denúncia do jornal “O Globo” revelou que um assessor da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), instalada no 4º andar do palácio, pediu a lista dos prefeitos da sigla que compareceram a um evento de apoio à chapa “Aezão”, formada por Aécio e pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), que busca a reeleição. As informações são do Valor.

A cúpula tucana fará uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a presidente Dilma Rousseff por ser suposta beneficiária direta de ato praticado pelo assessor palaciano Cássio Parrode Pires, vinculado à SRI. De acordo com reportagem de “O Globo”, Pires – subordinado ao ministro Ricardo Berzoini – requereu ao diretório do PMDB fluminense, por telefone e e-mail, a relação dos prefeitos do partido que compareceram ao evento pró-Aécio e Pezão.

Os tucanos argumentam que o ato configura “conduta vedada”, diante da utilização da máquina pública para realizar atividade de campanha eleitoral. Os contatos de Pires com o PMDB fluminense teriam sido feitos por telefone e e-mail durante o seu horário de trabalho, de dentro do palácio. A reportagem mostrou que o e-mail para o PMDB do Rio foi disparado no final da manhã de um dia de expediente normal (12 de junho).

Além da ofensiva eleitoral, o PSDB fará uma representação por improbidade administrativa, junto ao Ministério Público Federal do Distrito Federal contra o ministro Berzoini, superior hierárquico de Pires.

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