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Não é mole não

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Gleisi Hoffmann sabe hoje o que é essa montanha rusa da política nativa. Em novembro estava no auge, favorita para a disputa deste ano. Oito meses depois virou abóbora, com todo o respeito. Não consegue nem mesmo organizar e disciplinar a turma que lhe segue. Os partidos que a apoiam, pequenos, fracativos, têm poucos votos mas sobra presunção.

Gleisi tem dois cargos majoritários para negociar. Um entregou ao PCdoB e em troca recebe o aval do partido mais leal ao PT na República. Ricardo Gomide foi ungido candidato a Senador. Logo surgiram os protestos internos. O nobre vereador, como Jorge Bernardi gosta de ser chamado, quer ser senador e pergunta: por que não eu? Dentro do próprio PT há gente que engrossa o coro. O que Gleisi Hoffmann mais ouve nos últimos dias é isso: por que não eu?

O outro cargo que ela negocia é a vice. E aí o problema se enrosca pois é espaço do PDT e há no PDT 382 candidatos à vice, quase o mesmo número de filiados. Hoje ela tem de definir tudo isso e já sabe que vai para uma campanha com um exército em cacos, em que cada pequeno grupo atira contra os outros na própria tricheira. O interessante é saber que tirando Gleisi não há outro nome em condições de disputar o governo. Mas como disse, sobra presunção e soberba onde falta razão e prestígio eleitoral.

2 Comentários

  1. o amigo do povo Responder

    A cara da ex-ministra já diz tudo, o clima no arraial do pestismo nativo não está nada bom. É muito aliança para pouco voto? Só pode.

  2. Confiança no Brasil Responder

    Se o PT tivesse alguma chance no Paraná, teriam muitos candidatos da alta estirpe. Mas com uma 3ª colocação nas eleições, quase inevitável, todos fogem da cruz.

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