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Chapas dos principais candidatos ao Senado têm ao menos um milionário

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Concorrentes a uma cadeira de senador pelas coligações mais importantes têm patrimônio expressivo ou contam com suplentes ricos

Paulo Galvez da Silva, especial para a Gazeta do Povo

Se os principais candidatos ao governo do Paraná – Roberto Requião (PMDB), Beto Richa (PSDB) e Gleisi Hoffmann (PT) – têm patrimônio superior a R$ 1 milhão cada um, concorrentes ao Senado dessas três chapas ou seus suplentes também possuem bens de valores expressivos. As chapas ao Senado encabeçadas por Marcelo Almeida (PMDB), Alvaro Dias (PSDB) e Ricardo Gomyde (PCdoB) têm pelo menos um integrante com patrimônio milionário.

Integrante da família proprietária da empreiteira CR Almeida, Marcelo Almeida possui o maior patrimônio dentre os concorrentes ao Senado: R$ 740,5 milhões. O primeiro suplente dele, o ex-deputado estadual Antonio Anibelli, e o segundo, o empresário Herculano Lisboa, declararam, respectivamente, patrimônios de R$ 11,3 milhões e R$ 8 milhões.

O senador Alvaro Dias, que disputa a reeleição, na declaração de bens apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou ter patrimônio de R$ 2,9 milhões. O primeiro suplente na chapa dele, o empresário Joel Malucelli (PSD) declarou R$ 236 milhões.

Também com bens na casa dos milhões, o petista Paulo Pratinha, segundo suplente na chapa de Ricardo Gomyde (PCdoB), declarou patrimônio de R$ 3,7 milhões. Já Gomyde declarou ao TRE ter bens de apenas R$ 10,6 mil.

Poder econômico

A cientista política da Universidade Federal de São Carlos Maria do Socorro Braga diz que o poder econômico muitas vezes é o que conta para a formação das chapas, especialmente na escolha dos suplentes dos candidatos ao Senado. “Em muitos casos, o suplente é visto como financiador, se não de toda, ao menos de parte da campanha do candidato principal”, diz ela.

Maria do Socorro afirma que o poder econômico não é necessariamente determinante para eleger um candidato – há fatores como cargos ocupados anteriormente e apoios no estado. Mas o poder econômico desequilibra a disputa ao proporcionar grandes somas de dinheiro para investir na campanha.

A suplência do Senado também é usada pelos partidos para acomodar candidatos preteridos em outras vagas – o que também é prejudicial à democracia, diz o professor da PUCPR e cientista político Mário Sérgio Lepre.

Ele ressalta ainda que o eleitor não vota no suplente, mas que ele pode assumir uma cadeira no Senado caso o titular seja nomeado para outros cargos. “Os suplentes são pessoas sem voto que podem, ao assumir, definir o ritmo do país”, diz. “É um desrespeito ao voto do eleitor.” Ele defende mudanças na Constituição para que, no caso de renúncia, cassação ou morte de um senador, assuma o segundo mais votado na eleição, mesmo que seja de outro partido ou coligação. “Isso acabaria com as negociatas.”

3 Comentários

  1. VAMOS VÊ SE OS PARANAENSE DESCOBRE QUEM É O MILIONÁRIO, EU ACHA O GOMYDE, SERÁ , OU ALVARO DIAS SERÁ , OU MARCELO DE ALMEIDA, CLARO QUE MARCELO, DONO DO PEDÁGIO MAIS CARO DO BRASIL, AONDE NÓS PARANAENSE PASSAMOS NA PRAIA DO LITÓRAL

  2. SYLVIO SEBASTIANI Responder

    Mas tem mais um milionário que é candidato à Suplente. O suplente em 8 anos, sempre arruma no “acerto” para assumir, assim passa a ter carteira de Senador, cartão de Senador e status de Senador. Principalmente no caso do suplente do Senador Álvaro Dias que está com 24 anos de Senado, formando mais 8 anos, fecha com 32 anos de Senador e seu suplente é o milionário Joel Malucelli.Vai sobrar muitos anos para o Suplente Joel Malucelli, ser o Senador do Paraná!

  3. Está milionário às custas dos “contribuinte” do pedágio que é a maior mina de grana que o país tem.

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