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Para delegado, havia uma ‘feira de ingressos’ da Copa em hotel

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Da Folha de S.Paulo:

Responsável pela investigação de uma quadrilha que vendia ilegalmente entradas para os jogos da Copa do Mundo, o delegado Fabio Barucke diz, no vídeo a seguir, que havia uma “feira de ingressos” dentro do Copacabana Palace.

Pelo local passou o britânico Raymond Whelan, 64, acusado de fazer parte da quadrilha.

Imagens de câmera de segurança mostram Whelan deixando o hotel carioca pela saída dos fundos, às 15h42 desta quinta (10). O britânico é executivo da empresa Match, única autorizada pela Fifa a comercializar ingressos da Copa.

“A Fifa é a maior fomentadora da prática do cambismo porque ela distribui ingressos, na maior parte dá cortesia aos integrantes do que destina ao público, para venda”, afirma o delegado.

A quadrilha é suspeita de ganhar R$ 1 milhão com a venda ilegal de ingressos do Mundial.

Whelan foi preso na segunda (7), no hotel da zona sul do Rio. Horas depois a prisão, ele foi liberado por um alvará concedido pela Justiça.

Nesta quinta (10), a polícia esteve no condomínio Ocean Front, na Barra da Tijuca, na zona oeste, onde moram os filhos de Whelan, mas não localizaram o executivo. Assim que for encontrado, Whelan será levado para a 18ª DP, que investiga o caso.

Segundo a polícia, após a decretação da prisão preventiva, Fernando Fernandes, um dos advogados de Whelan, afirmou aos policiais que seu cliente iria se entregar na 18ª DP, sem especificar em que horário isso aconteceria.

Fernandes disse também que vai recorrer contra a decisão da Justiça e argumentou que o habeas corpus concedido pela desembargadora Marília de Castro Neves Vieira na madrugada de terça (8), quando tinha sido decretada sua prisão temporária, também garante que ele não seja preso provisoriamente.

A prisão temporária tem prazo máximo de cinco dias, podendo ser prorrogada; a preventiva não tem prazo determinado.

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