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Youssef e Paulo Costa participam de audiência como ouvintes

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Do G1 PR:

A Justiça Federal do Paraná deu início às 9h desta sexta-feira (11), a mais uma audiência de instrução das ações penais relacionadas à Operação Lava Jato. O juiz federal Sergio Moro, responsável pela investigação do caso, ouve novas testemunhas de acusação – um delegado e um agente da Polícia Federal (PF). Os acusados Paulo Roberto da Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e o doleiro Alberto Youssef vão participar como ouvintes, ou seja, não vão prestar depoimento. Ambos chegaram ao prédio da Justiça Federal por volta das 8h45. Eles estavam no mesmo carro, no compartimento para presos, que fica na parte de trás do veículo. Não havia escolta.

Youssef e Costa são réus em mais de um processo e estão presos na sede da PF, na capital paranaense. A Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal em março. Youssef é acusado de comandar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

Outra audiência de instrução, onde participarão como ouvintes a doleira Nelma Kodama e Iara Galdino da Silva, está marcada para começar a partir das 14h, também na sede da Justiça Federal. Iara é considerada pela Justiça como braço direito de Nelma Kodama, que está detida na Penitenciária de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

Todos os acusados vão depor apenas depois de o juiz Sergio Moro ouvir todas as testemunhas de acusação. Segundo a Justiça Federal, ainda não estão marcadas as audiências em que os acusados serão ouvidos.

Lavagem de dinheiro
Os 43 réus da Operação Lava Jato são acusados de remeter ilegalmente para o exterior US$ 444.659.188,75 (quase R$ 1 bilhão), transferidos entre julho de 2011 a março de 2014, em 3.649 operações ilegais de câmbio.

O esquema de lavagem de dinheiro, conforme as investigações do Ministério Público Federal (MPF), movimentou cerca de R$ 10 bilhões. A Lava Jato foi realizada no dia 17 de março no Distrito Federal e em vários outros estados brasileiros e prendeu 20 pessoas, entre elas o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa. O volume de denúncias apontadas pela PF atesta a existência de crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro há vários anos.

Youssef e André Vargas
A apuração da PF também trouxe à tona indícios de ligação entre Alberto Youssef e o deputado federal André Vargas. No dia 2 de abril, da tribuna do plenário da Câmara, o deputado chegou a admitir que viajou de maneira “imprudente” em um jatinho fretado pelo doleiro, mas negou ilegalidade na relação com Youssef. Três dias depois, a revista “Veja” reproduziu mensagens que ele teria trocado com o doleiro para tratar de um contrato entre uma empresa e o Ministério da Saúde.

Em abril, Vargas pediu o afastamento temporário por 60 dias do mandato de deputado federal. Ainda no mês de abril, ele renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara e chegou a anunciar a intenção de renunciar ao mandato de deputado, porém, desistiu.

No dia 2 de julho, o doleiro iria prestar depoimento por videoconferência para o Conselho de Ética da Câmara Federal, em Brasília, por quebra de decoro parlamentar instaurada contra os deputados federais André Vargas (sem partido), que é do Paraná, e Luiz Argolo (SDD-BA). Entretanto, como a defesa afirmou que o doleiro ficaria calado, o juiz Sergio Moro comunicou o cancelamento do encontro.

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