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A pátria nos ombros

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Merval Pereira, O Globo

Mais uma vez a seleção brasileira soçobrou ao peso da sua incompetência, aumentada pela enorme carga emocional com que cada um dos jogadores entrou em campo. Mais uma vez cantaram o Hino Nacional como se fossem guerreiros, e não jogadores de futebol. Mais uma vez disputaram o terceiro lugar para salvar a honra da pátria.

O que define bem o pensamento dos jogadores é a frase emblemática de Davi Luiz após a acachapante derrota para a Alemanha: “Só queria poder dar uma alegria ao meu povo, a minha gente que sofre tanto. Infelizmente, não conseguimos. Queria ver meu povo sorrir. Todos sabem o quanto era importante para mim ver o Brasil inteiro feliz pelo menos por causa do futebol”.


Nesta análise sociológica rasa, porém bem-intencionada, de nosso capitão-herói (e pobre de um país que precisa de heróis, como já disse Bertold Bretch) está simbolizado todo o peso que jogaram em cima da seleção brasileira mais uma vez.

Certamente essa ideia de que é uma responsabilidade de cada um dos jogadores dar alegria ao povo brasileiro “pelo menos no futebol” foi incutida neles nas intermináveis sessões de autoajuda em que o suposto técnico tratava do espírito de seus guerreiros, esquecendo-se de treinar jogadas, de montar esquemas táticos que neutralizassem nossos adversários.

Não se viu nos estádios nada parecido com uma organização de jogo, mas se viu muita emoção, símbolos diversos como a camisa de Neymar a indicar que ele estava presente, um 12º jogador em espírito.

O contraponto a essa opressão patriótica podia-se ver nos jogadores da Alemanha e da Holanda, andando tranquilos pelas praias onde estavam concentrados, dançando com índios na Bahia, dando autógrafos nas praias do Rio, misturando-se à multidão de torcedores.

8 Comentários

  1. Em 2007 presidente do Brasil prometeu fazer uma copa para nenhum argentino por defeito, e essa “promessa” tá se cumprindo, tomara que ela seja apenas vice.

  2. De novo, pega-se um detalhe para tirar uma conclusão desse fiasco. E se a seleção ganhasse ?

    A diferença é quase estratosférica entre o povo alemão e o brasileiro no tocante a políticas públicas.

    O grande problema vai continuar o mesmo: não aprenderemos nada com o exemplo alemão.

    Até porque agora vem por aí o virtual jogo político, mostrando um país maravilhoso, onde nunca chove, onde não há pobreza, onde educação, saúde e segurança públicas terão solução …

  3. sergio silvestre Responder

    Nós de alegria somos imbatíveis e queríamos que nossos jogadores ao invés de nos contar piadas jogassem futebol.
    Quanto aos alemães na Bahia,na verdade venderam seu peixe e souberam tirar proveito dessa educação e trabalho.
    Quanto ao Felipão,ganhou a copa de aos trancos e barrancos depois perdeu uma eurocopa para a Grecia dentro de Lisboa.
    Ai prova que ele caiu de para-quedas na profissão e surfou nas custas do grande Marcos Goleiro do Palmeiras;

  4. sergio silvestre Responder

    ESSA SELEÇÃO NEM FOTOGENICA É,QUANTO MAIS MAIS JOGAR FUTEBOL.
    OS CHORÕES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. Os jogadores do Brasil não merecem nenhuma crítica. O vexame da copa é o resultado da picaretagem no futebol que reflete a picaretagem dos políticos, levada ao extremo no atual governo!!!!!!

  6. DAVI LUIS , ESSA TUA FRASE VAI SERVIR PARA ESSES BRASILEIRO, QUE NÃO QUEREM MUDAR O BRASIL BEM CERTA ESSA FRASE…DIZ DAVI LUIS SÓ QUERIA PODER DAR UMA ALEGRIA AO MEU POVO E MINHA GENTE QUE SOFRE TANTO….. PARABENS DAVI LUIS, ESSA FRASE VOCE ACERTOU EM CHEIO,……………… NOSSO POVO SOFRIDO…. MUDA BRASIL….

  7. -Bando de derrotados!!!
    -Podem ser grandes jogadores de forma individual e em seus clubes, mas como equipe, são medíocres!!!!
    -Parabéns pela vergonhosa atuação contra a Alemanha e contra a Holanda!!!!

  8. o amigo do povo Responder

    Este trololó usado à exaustão pelo David Luiz não passa de conversa para boi dormir. Todo mundo sabia que era o Neymar e mais dez. E só. Já no primeiro jogo precisamos contar com um empurrãozinho providencial do juiz japonês. Depois foi aquele horror, que só podia culminar com esta merecida medalha de lata. Coitadas daquelas crianças, vão ser adultas quando um dia a Seleção conseguir alguma coisa de bom. E bem adultas.

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