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Escapismo, estádio e voto, por Rogério Furquim Werneck

De Rogério Furquim Werneck*, O Globo:

Em que medida o desastroso desempenho da seleção na Copa poderá afetar a eleição presidencial? O que se pode dizer sobre essa questão complexa que vem dividindo analistas do quadro eleitoral?

O governo sempre sonhou com a possibilidade de extrair fartos benefícios eleitorais da Copa. É claro que muitos dos seus devaneios iniciais foram superados pela realidade dos fatos. E, há alguns meses, diante das dificuldades encontradas na complexa organização do evento e do risco de que os jogos pudessem ser empanados por distúrbios violentos, o governo chegou a cruzar os dedos e simplesmente rezar para que as coisas dessem certo.

Receando que não dessem, o Planalto, de início, procurou guardar distância prudente do evento, especialmente após os lamentáveis insultos à presidente Dilma na cerimônia de abertura. Mas, aos poucos, ao constatar que, apesar dos temores, a organização do evento vinha sendo bem avaliada e que a seleção avançara até as semifinais, o Planalto decidiu voltar a se envolver mais de perto com o evento.

Ganhara força a esperança de que uma vitória do Brasil na Copa pudesse, afinal, dissipar o clima de desalento que tanto vem preocupando o governo.

Ao discutir como reverter o “mau humor” de segmentos importantes do eleitorado em relação à presidente Dilma, no fim de junho, o ex-presidente Lula foi muito claro sobre a importância que vinha atribuindo a uma vitória da seleção na Copa. “Nós vamos ganhar esse caneco porque o Brasil está precisando.” (“O Estado de S. Paulo”, 25 de junho)

Leia a integra em Escapismo, estádio e voto

*Rogério Furquim Werneck é economista e professor da PUC-Rio.

2 Comentários

  1. NA CORDA BAMBA Reply

    A Copa do Mundo no Brasil deu certo como evento por causa
    do povo brasileiro. Foi implacável no quesito hospitalidade e
    patriotismo. Quanto ao governo Dilma e curriola fica a questão
    de quanto a perda do Brasil diante da Alemanha vai interferir
    na eleição. Se o Brasil ganhasse a Presidenta decolaria com
    avião a jato, porem hoje a tropa toda está trepada em um belo
    camelo…

  2. Esta foi a afirmação do autor no final do texto.
    “E não pode reclamar das analogias fáceis. Foi a presidente quem primeiro sugeriu que seu governo era “padrão Felipão”. ”

    Gostei dessa!!!!!!!!!!! Aguenta agora, Dilma!!!!

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