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Paraná: o 3º estado mais competitivo do Brasil

Gilmar Mendes Lourenço. Foto Roberto Corradini-SECS

(*) Gilmar Mendes Lourenço

Estudo preparado pela empresa de Consultoria Britânica Economist Intelligence Unit (EIU), com a cooperação do Centro de Liderança Pública (CLP), entidade brasileira, apurou que o Estado Paraná suplantou o Rio Grande do Sul e Minas Gerais em clima de negócios e capacidade de atração de investimentos, entre 2011 e 2013, passando da quinta para a terceira posição no ranking nacional, ficando atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

A mais recente pesquisa, efetuada entre abril de 2013 e abril de 2014, consistiu em uma avaliação dos aspectos gerais ligados à competitividade de cada unidade federativa do País, com ênfase para os cenários político e econômico, as condições infraestruturais e de regulação, o estoque e fluxo de recursos humanos, além de indicadores de criminalidade, inovação e sustentabilidade.

De acordo com o trabalho, o Paraná teria exibido avanços nas vendas internacionais do agronegócio, na renda per capita, nos dispêndios realizados pelo setor privado com pesquisa e desenvolvimento e nos estímulos fiscais direcionados às políticas ambientais.

Na verdade, em contraposição ao panorama desanimador, em âmbito nacional, embora esteja longe de representar o papel de uma ilha de prosperidade num oceano de instabilidade, o Paraná perseguiu, intransigentemente, no intervalo de tempo compreendido entre 2011 e julho de 2014, a recuperação, de modo sincronizado entre governo e atores privados, de um conjunto de mecanismos e instituições capazes de, ao mesmo tempo, produzir defesas em períodos cadentes da economia brasileira e assumir funções de autênticas molas propulsoras em estágios de reativação da rota do crescimento.

É fácil perceber que a base econômica regional vem atravessando uma etapa de intensificação da diversificação de sua matriz produtiva, fruto da preparação e execução de um arranjo institucional, alicerçado na participação ampla e efetiva da maioria dos entes representativos da sociedade paranaense, mirando a montagem de um programa de desenvolvimento para o Estado.

Daí a formação da carteira de mais de R$ 35,0 bilhões em projetos de investimentos industriais privados, nacionais e multinacionais, atraídos pelo Programa Paraná Competitivo, entre fevereiro de 2011 e julho de 2014. Trata-se do maior portfolio do País, quanto cotejada a amplitude econômica do Paraná com a dos outros espaços subnacionais.

A atmosfera local favorável, que ocorre em contraste à dramática desindustrialização brasileira, pode ser ainda melhor entendida a partir da observação das estatísticas correntes. Aliás, a cesta de dados e informações econômicas relativas ao interregno 2011-2013 expõe maior qualidade e consistência do que a edificada nos oito anos anteriores, caracterizados por uma espécie de represamento da demanda por investimentos, quando o Paraná afugentava potenciais interessados.

O produto interno bruto (PIB) paranaense cresceu 4,1% a.a., ante o acréscimo de apenas 2,0% a.a. para o País, entre 2011 e 2013, revertendo a trajetória dominante entre 2003 e 2010, quando o Estado cresceu menos que o Brasil (3,8% a.a. versus 4% a.a.).

Na avaliação do setor secundário, a produção industrial do Estado avançou a uma taxa de 2,5% a.a., no triênio 2011-2013, o melhor resultado entre os estados da região sul e sudeste, contrapondo-se ao decréscimo de -0,3% a.a. da produção da indústria nacional no mesmo período. O contingente de trabalhadores no setor fabril paranaense progrediu 2,6% a.a. no último triênio, enquanto os postos de trabalho mantidos pelo setor manufatureiro brasileiro declinaram -0,5% a.a.

No setor de serviços, o comércio varejista vem experimentado elevação significativa do volume de vendas. O crescimento médio anual do faturamento real do setor foi de 8,1%, acima da expansão nacional de 6,1% e superando as variações anotadas pelos demais Estados do Sul e do Sudeste, entre 2011 e 2013.

Ademais, dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), revelam saldo positivo de 366.168 empregos formais no Paraná entre 2011 e junho de 2014, com 69,9% das vagas contabilizadas no interior do Estado, contra 60,8% entre 2003 e 2010, o que sinaliza que o desenvolvimento econômico e social do Paraná, a partir de 2011, foi direcionado para a desconcentração e diversificação das atividades produtivas.

No que tange à desconcentração regional, o PIB per capita, indicador produzido pelo IPARDES e IBGE, aponta crescimento de 45 para 55, do número de municípios com renda maior que a média nacional, e de 37 para 44, dos que superaram a média do Estado, entre 2010 e 2011.

Em resumo, o Paraná atravessa um estágio bastante privilegiado de transformação de sua fisionomia econômica e social, com reduzido paralelo no País, que encontra precedentes na história regional apenas na revolução infraestrutural da década de 1960, na modernização agrícola e industrial e implantação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e da Refinaria da Petrobras em Araucária, nos anos 1970, e no ciclo de diversificação, liderado pelas montadoras, entre 1995 e 2002.

Mais precisamente, nos últimos três anos e meio, a sociedade paranaense resgatou o desejo do desenvolvimento e o governo, de forma conversada e transparente, restaurou os instrumentos para o suprimento dessa vontade coletiva, transmitida pelas urnas em fins de 2010 e plenamente absorvida pelo Plano de Metas, do governo Richa, cobrindo o intervalo 2011-2014.

O evento também expressa o resultado da manifestação social da preocupação com a construção de um modelo de desenvolvimento regional diversificado e distribuído de forma mais equânime espacialmente, reforçada pelas múltiplas e pulverizadas incursões da Fomento Paraná e pela inserção e presença financeira do Banco Regional de Desenvolvimento da Região Sul (BRDE).

Os vetores expansivos do novo ciclo foram a recuperação da renda do agronegócio, movida pelas elevadas cotações internacionais das commodities primárias, a crescente ascensão da produção e produtividade setorial e a atuação verticalizadas e pulverizada das cooperativas, a vitalidade do mercado de trabalho regional e a maturação dos investimentos hospedados pelo Programa Paraná Competitivo.

(*) Gilmar Mendes Lourenço é economista e Diretor Presidente do Ipardes.

10 Comentários

  1. SÃO ESSAS NOTICIAS QUE O SR. ESMAEL DO PT NÃO PUBLICA, O PARANÁ ESTA EM TERCEIRO ESTADO MELHOR….. HOJE NO SEU BLOG DO PMDB, É MEUS AMIGO O PT JÁ ERA PARA ESMAEL, MAIS AINDA CONTINUA FALANDO BESTEIRA ELE E O DEP, ENIO VERRI, FALANDO DA SAÚDE EM SR. DEP. ENIO VERRI O SENHOR QUE É PT FALANDO DA SAÚDE, ENTÃO OCUPADO É O BETO ENTÃO ELE É O PRESIDENTE DA REPUBLICA, PORQUE QUEM ESTA FAZENDO A SAUDE NO BRASIL UMA MERDA E A DILMA GOVERNADORA DO PARANÁ , QUE BESTEIRA DEP., OUTRA COISA REQUIÃO FALA DA GLEISI FALA DO BETO FALA DOS PREFEITOS DO NORTE COMO UMA ESTREVISTA QUE ELE DEU FALANDO DOS PREFEITO DO NORTE DO PARANÁ, MAIS FALAR DELE NÃO PODE, SR ESMAEL JÁ COLOCA NO SEU BLOG, SENADORA GLEISI AGORA O ESMAEL É REQUIÃO… O QUE SENHORA DIZ……

  2. O Piá de Prédio é o melhor governador que esse estado já teve, não é Campana ?

  3. QUESTIONADOR Reply

    -E pensar que tem eleitores que votam na Maria Louca pelas “abobrinhas” que ele diz que faz, mas na realidade não faz é nada, pelo contrário, ou desmonta o Estado ou afugenta os investidores não só instalados mas com interesse de se instalar no Paraná…
    -E vamos em frente Paraná aproveitando a maré de progresso que o Estado se encontra!!!
    -Precisamos recuperar o tempo perdido em 8 anos de (des)governo!!!

  4. Ricardo Silva Reply

    Números que são orgulhos para o PR!! Números que mostram o desenvolvimento do nosso estado!! Beto Richa é a melhor opção para o PR seguir em frente!

  5. Meu depoimento, Beto Richa foi o melhor governador que já tivemos, acho que ele ganha no primeiro turno.

  6. ITALODEMEDEIROS Reply

    UM ESTADO QUEESTAVA EM QUINTO LUGAR NA COMPETITIVIDADE NACIONAL EM 2011, PASSOU PARA O TERCEIRO LUGAR, ONDE O PIB CRESCEU, 4,1 POR CENTO. UM ESTADO QUE ESTA ATRAS SOMENTE DOS ESTADOS DE SAO PAULO E RIO DE JANEIRO, UM ESTADO QUE E O MAIS COMPETITIVO DO SUL DO PAIS SO PODE TER U ADMINISTRADOR COMPETITIVO E DINAMICO. POR ISSO E O MAIS COTADO A SER O GOVERNADOR NOS PROXIMOS QUATRO ANOS.

  7. As tão contestadas viagens do piá de prédio parecem estar dando frutos. Demoraram mas estão aparecendo. Esquisito é que hoje os inimigos do turco lento não estão batendo nele, porque será? Talvez até amanhã alguém se dê ao trabalho de bater nele.

  8. Parabéns Beto!
    Dedicação e Trabalho honesto levam a esses resultados que temos visto por aí! estou com vc!!!

  9. Eleitor realista Reply

    O terceiro e crescendo com o governo atual seremos ainda mais competitivos, com crescimento do PIB e melhorias para a população em!! Essa tem sido a marca do atual governo!!

  10. Lucas de Paulo Reply

    Eu acredito e vejo um Pr, melhorando em vários aspectos, saúde é um deles, pois sou de Maringá, e muito precisa melhorar, mas em comparação a outros governadores como era o Requião mesmo….
    Esta muitissimo melhor!

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