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Governo Dilma quer mudar acordo e reajusta energia por três anos

Da Miriam Leitão

O ministro interino de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, contou à CBN que o reajuste na tarifa elétrica para pagar o empréstimo às distribuidoras será de 2,6% em 2015, de 5% no ano seguinte e de 1,4% em 2017. Diluir o aumento da tarifa elétrica por três anos, como diz agora o governo, é diferente do que apontava o documento da Aneel que vinculou os empréstimos ao aumento da tarifa. O reajuste viria até 2016.

Os bancos emprestaram R$ 11,2 bilhões para as distribuidoras com base exatamente nessa garantia tarifária. O recurso deveria ser suficiente para cobrir o prejuízo operacional das distribuidoras (pagam mais caro às geradoras do que podem vender aos consumidores), até o fim de 2014; durou até abril. Serão necessários mais R$ 6,5 bilhões. Hoje a Folha de S. Paulo conta que os bancos públicos devem ficar com todo o risco dessa segunda rodada e Zimmermann contou que até R$ 5 bilhões serão devolvidos ao erário por força do vencimento de concessões de usinas.
Os bancos privados relutam em participar do novo empréstimo para não concentrar mais o risco. As distribuidoras, é bom lembrar, estão vivendo de empréstimos para pagar as contas do dia a dia.
O ministro interino de Minas e Energia Márcio Zimmermann deu uma entrevista à CBN nesta quarta-feira e tentou mostrar controle sobre a situação do setor elétrico. Mas é papel do jornalista informar.

1 Comentário

  1. Demagogia custa muito caro, sempre custou e a companheira presidanta enveredou por este caminho. Agora que a fatura chegou para ser quitada, ela se recusa a fazê-lo. Aí está seguindo o exemplo argentino, empurrar com a barriga o pagamento das contas.

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