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Batata quente

Sentindo a degola política próxima à sua sombra no Conselho de Ética da Câmara, André Vargas anda apelando a tudo.

Uma funcionária do colegiado tentou entregar à defesa de Vargas um comunicado sobre tudo o que havia ocorrido na sessão de ontem – mais uma em que ele não apareceu – e informando que Vargas poderia depor deponha hoje.

A secretária do escritório de advocacia disse à servidora que não havia ninguém para receber o documento. Resultado: nada chegou às mãos de Michel Saliba, o advogado de defesa.

Horas mais tarde, a mesma secretária foi à Câmara: queria entregar uma petição, solicitando que Julio Delgado deixe a relatoria do caso por, segundo a defesa, estar atuando de forma tendenciosa.

Foi a hora da revanche.

Ricardo Izar, presidente do Conselho, só autorizou a funcionária a ficar com a papelada, se a emissária de Saliba voltasse para o escritório com o documento que havia recusado receber mais cedo.

Ao fim do patético jogo de gato e rato, a secretária conseguiu deixar sua petição no Congresso, mas saiu com o documento do Conselho de Ética.
Por Lauro Jardim

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