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No Senge, Gleisi afirma que irá abrir os contratos de pedágio

gleisi senge

De Senge-Pr:

Em debate na sede do Senge-PR a canditada do PT ao governo do estado defendeu a revisão contratual para desonerar os usuários.

A candidata do PT ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann, afirmou na noite desta quinta-feira, 21, em debate com profissionais de engenharia, agronomia, arquitetura e geociências, na sede do Senge-PR, que, se eleita, irá abrir os contratos de pedágio firmados pelo Estado com as concessionárias. “Iremos fazer uma dissecação e revisão contratual e chamar todos os envolvidos à discussão. A intenção é fazer um reequilíbrio socioeconômico. É inadmissível uma taxa de retorno tão alta”, afirmou.

No Debate Paraná, Gleisi Hoffmann, criticou a falta de planejamento em todas as áreas do estado e expôs projetos que pretende colocar em prática se eleita governadora.

Quanto à valorização dos profissionais de engenharia, Gleisi disse que pretende recompor a estrutura técnica do estado e rever a questão salarial. “É necessário fazer uma radiografia do pessoal que atua no estado. Rever o quadro de comissionados”, afirmou. “Para colocar em prática os projetos que pretendemos para o Paraná precisamos de profissionais capacitados e com remuneração justa”. Ressaltou ainda que a precariedade do planejamento e de fiscalização revela a inexistência de um modelo de gestão voltado ao desenvolvimento econômico e social, que exige um quadro profissional adequado.

Questionada sobre a consolidação de um parque intermodal de transporte no Paraná, a candidata afirmou que seguirá o projeto do governo federal voltado à melhoria e ampliação da rede ferroviária e rodoviária e criar o PAC Paraná. Citou obras de recuperação e duplicação de rodovias que já foram licitadas e outras que estão em andamento, ressaltando a continuidade de investimentos na ampliação do berço do Porto de Paranaguá e na construção de mais uma pista no Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Nas áreas de saneamento, Gleisi disse que pretende seguir os passos dos projetos do governo federal e investir em obras que ampliem a rede de água tratada e esgoto sanitário. A candidata lamentou a situação em que se encontra a Sanepar, afirmando que pretende melhorar a administração da empresa.

Planejamento e desenvolvimento urbano também estão na pauta de projetos da candidata ao governo do Paraná. “Não entendo como uma Secretaria de Desenvolvimento Urbano não tenha projetos nem profissionais conduzindo uma política voltada para essa área. Iremos criar um Conselho de Desenvolvimento Urbano e buscar recursos para consolidar projetos que melhorem as condições de vida da população paranaense. Precisamos reestruturar o Estado de forma integrada”.

Gleisi também disse que pretende ampliar a assistência técnica e extensão rural para beneficiar a agricultura e os agricultores paranaenses. “Queremos criar uma rede entre a Emater, Embrapa, IAP e universidades estaduais e fazer um planejamento para identificar quais as cadeias que devem receber mais investimentos, citando como exemplo o leite. “O Paraná tem condições de se tornar um dos maiores produtores de leite do país, melhorando a assistência técnica e o escoamento da produção, agregando renda”.

Ainda em relação a planejamento e projetos, Gleisi disse que pretende colocar o Paraná no PAC 3 e trazer mais obras do Programa Minha Casa Minha Vida ao estado. “Com certeza estaremos reduzindo o déficit habitacional”.

Em suas considerações finais feitas no encerramento do debate, Gleisi agradeceu a oportunidade de participar do debate. “Espero que tenha atendido as expectativa das entidades promotoras. Queremos inaugurar no Paraná um novo modelo de gestão, com seriedade e participativo”, declarou.

Nesta sexta-feira, o candidato do PSOL ao governo do Estado encerra a primeira semana do Debate Paraná, evento promovido pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), com o apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia Crea-PR; do Conselho de Arquitetura e Urbanismo CAU-PR e o Sindicato dos Arquitetos (Sindarq/PR). O evento

O evento será transmitido ao vivo pela internet, das 20h às 21h30, pelo portal www.senge-pr.org.br/debateparana com retransmissão simultânea pelo www.paranaportal.com.br .

Confira abaixo a agenda do Debate Paraná

Bernardo Pilotto, candidato do PSOL – sexta-feira, 22 de agosto, das 20h
às 21h30
Ogier Buchi, candidato do PRP – segunda-feira, 1º de setembro, das 20h às
21h30
Beto Richa, candidato do PSDB – terça-feira, 02 de setembro, das 20h às
21h30
Geonísio Marinho, candidato do PRTB – quarta-feira, 3 de setembro, das 20h às 21h30
Rodrigo Tomazini, candidato do PSTU – quinta-feira, 4 de setembro, das 20h às 21h30.

4 Comentários

  1. Tão inocente essa candidata!!
    Caso ela não saiba: contrato assinado tem força de lei entre as partes, por isso nunca alguém conseguiu diminuir o valor da tarifa de pedágio. Podem até abrir demanda judicial, que não vão conseguir reduzir o pedágio.
    Quanto ao Sr. Baixa ou Acaba é ainda mais vergonhoso, pois o Sr Baixa ou Acaba deveria saber disso.
    Tudo não passa de um teatrinho para enganar os trouxas.

  2. Talvez possa não baixar, mas se ela conseguir não aumentar já é alguma coisa, pois os outros não conseguiram. Espero que nas próximas negociações se lembrem que existe uma cidade histórica chamada Paranaguá, onde começou o Paraná, que deveria ter uma atenção especial por seu patrimônio histórico, cultural e ambiental, que comprometido pela grande quantidade de caminhões que entram na cidade por causa da safra de soja, causando estragos em nossas vias de acesso ao porto, poluição e degradação que deveriam ser reparados pela Ecovia e não são.

  3. Quem escuta a princesinha discursar acredita que ela viva na Alemanha, e desembarcou só ontem na província. Aí ficou surpresa ao ver só meio aeroporto funcionando, porque a parte faltante vai ficar pronta só para as Olimpíadas. E as surpresas foram se sucedendo, o atual estado da estatal da água, do porto de Paranaguá e das estradas, pedagiadas e em petição de miséria. É princesinha, se não vivemos no inferno não estamos muito longe disto. Sorte sua que não mora aqui.

  4. A Greisi tem que explicar porque, agora que é concorrente, ela critica o Requião pelo estelionato eleitoral do “baixa ou acaba”. Ora, porque nas outras eleições ela apoiou a Maria Louca, mesmo sabendo disso? E se houver segundo turno, quem ela vai apoiar? O mentiroso do “baixa ou acaba”?

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