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Aluno recebe nota baixa e esfaqueia professora em Piraquara, na RMC

faca banda b

De Banda B:

Um estudante de 14 anos esfaqueou uma professora de inglês, de 30 anos, e a deixou ferida dentro da Escola Estadual Ivanete Martins, na Rua Betonex, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, por volta das 11h30 desta quinta-feira (4). Segundo a Polícia Militar (PM), as aulas foram suspensas e o clima é de comoção dentro da instituição de ensino.

O soldado Neves, da PM, afirmou que na escola a informação é que o aluno partiu para cima da professora por ficar indignado com uma nota recebida por uma avaliação teórica.

“O pai dele não teria gostado da nota e o menino, no dia seguinte, tomou essa atitude para se vingar. Infelizmente a professora não está nada bem e foi socorrida de helicóptero. Ela tem ferimentos no braço, na mão e no tórax”, contou o soldado à Banda B.

O autor da facada e o objeto foram capturados pela PM em uma casa próxima à escola. O garoto estava escondido com um amigo. O menino foi levado à Delegacia de Piraquara.

O superintendente Ediu Fernandes, da Delegacia de Piraquara, afirmou à Banda B que o menino não demonstra arrependimento pelo o que fez.

“Ele não diz coisa com coisa e não sabemos se está sobre efeito de drogas ou não. Um rapaz de pouca idade, mas que tem um porte alto. Disse que tinha uma desavença com a professora e que queria tirar satisfação com ela”, explicou Ediu. (Ouça o áudio no ícone acima)

Ediu garantiu que não há episódios anteriores de violência na Escola Ivanete Martins. “Não tínhamos informações anteriores de problemas nessa instituição. Vamos apurar tudo o que aconteceu aqui”, concluiu.

Estado de saúde

Informações preliminares apontavam que a professora corria risco de morte, mas ela foi estabilizada no caminho do hospital e se recupera bem. Uma das facadas acertou o pulmão dela, segundo o Hospital Angelina Caron, mas não será necessário realizar cirurgia. O estado de saúde da professora é considerado estável.

Nota da Secretaria de Educação

A Secretaria Estadual de Educação enviou nota sobre o caso. Confira:

A Secretaria de Estado da Educação (SEED) lamenta a situação ocorrida no Colégio Estadual Ivanete Martins de Souza, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. E informa que a escola prestou todas as ações necessárias em relação ao fato sucedido com a professora, com rápida solicitação de socorro e encaminhamento ao hospital, com o apoio do helicóptero de resgate aéreo. Representantes da SEED e do Núcleo Regional de Educação da Área Norte estão no hospital prestando a assistência à professora e sua família.

Segundo direção da escola, as aulas foram suspensas no período da tarde e devem seguir amanhã normalmente. Nos próximos dias, a Secretaria e o Batalhão da Patrulha Escolar estarão reunidos com a comunidade escolar para conversar sobre o fato e fornecer adequadas orientações.

A Secretaria de Estado da Educação esclarece que o fato ocorrido na escola é uma situação isolada, e frente à totalidade do número de escolas existentes na rede estadual, não representa a realidade existente na relação entre professores e alunos.

10 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    No passado, ser professor era motivo de orgulho, inspirava respeito e um simples olhar bastava para coibir conversas e algazarras. Na sociedade estupidificada pós-digital ser professor é atividade alto risco e periculosidade. Os meninos mimados desta geração fuleira que (socorro!) um dia governará o mundo, não podem ser contrariados, nem avaliados ou advertidos. São parte da turba ignara que esfaqueia, incendeia, decapita e mutila as pessoas por conta de suas opiniões. Seres que compõem as mesmas súcias que incendeiam ônibus e são capazes de linchar qualquer que não concorde com suas crenças.

  2. Como pode um menino de 14 anos andar armado de faca? Qual será o clima que vive em sua casa? Quem são e o que fazem seus pais? Como ele é tratado em casa? Por ser menor de idade seus pais são responsáveis por seus atos e deve pagar por eles.Estas respostas poderão definir o perfil deste jovem e explicar sua atitude, condenada por sinal.

  3. Só porque tirou nota baixa……se isso fosse motivo eu estaria frito, pois tirei várias notas baixas e até repeti um ano no antigo primário ( 1953) e um ano no ginásio ( 1957) nem por isso ataquei professores, até pelo contrário são meus amigos, quando se encontramos é até gozação e brincadeiras de ambas as partes, adoro meus ex-professores, só que naquela época existia respeito, a diferença é que meu pai não foi tirar satisfação com os professores, ……………veio tirar satisfação comigo…………, essa é também uma diferença entre meu pai e os pais de hoje

  4. Cajucy Cajuman Responder

    Disse bem o Doutor Prolegômeno. No meu tempo a varinha de marmelo estava sempre por perto, mas quase não era usada, pois bastava um olhar firme do meu pai ou da minha mãe e tudo ficava em paz. ** Hoje essa molecada perdeu o rumo, não sabe o que é respeito ao cidadão, ao semelhante, aos professores e, menos ainda, aos próprios pais. Uma vergonha. ** E, pior ainda, o garoto passa de estudante a delinquente. Se já não estiver nas drogas, está a um passo para entortar de vez a sua vida. ** Falta embasamento em moralidade, ética, diálogo, boa educação e pulso firme. Caso contrário é isso que temos visto todos os dias nos jornais, a criminalidade correndo solta e devastando a juventude paranaense e brasileira. ** Em tempo: e os exemplos negativos não faltam. A imoralidade pública, a corrupção, a falta de ética na política, a roubalheira nas empresas públicas, os políticos oportunistas e vigaristas também são uma inspiração para os tresloucados que apostam num pais cada dia pior. ** Por isso, em cinco de outubro é preciso votar sério, com respeito ao voto, à democracia e a um novo tempo de prosperidade, segurança e pujança para o Paraná e também para o Brasil. Do jeito que está não pode ficar!

  5. Nota baixa? No meu tempo levava uns cascudos
    em casa, tinha que estudar para melhorar a nota,
    ficava de castigo no final de semana e perdia a
    os trocados (pequena mesada de sábado). Tem mais
    trabalhei com meu pai desde os 8 anos depois
    do retorno da escola e as tarefas eram feitas à noite.
    A professora naqueles tempos era uma autoridade
    no bairro. Alunos e pais respeitavam-na, todos a adoravam.
    Hoje o desrespeito é total. Me sinto orgulhoso do falecido pai por ter me ensinado a trilhar pelos caminhos da vida.
    Agora o pai nem pode falar alto para o filho que já ameaça
    levá-lo ao Conselho Tutelar. É por isso que está o que está.
    A verdadeira educação, aquela que nos faz sentir
    envergonhado quando erramos, vem do berço. É o
    acompanhamento e a cobrança a cobrança dos
    pais. Hoje, grande percentual de pais deixaram
    a educação de seus filhos para a escola, para a empregada
    a igreja e alguns a rua mesmo.

  6. Vergonha! Mas, os Direitos das crianças e adolescentes põem tudo isto em ordem: o ffddpp de 14 anos será considerado um inocente e a professora vítima estaqueada será considerada culpada por dar nota baixa ao burraldo. Deveriam estar já na cadeira o menor e seus pais.
    Vagabundos. Escola não é local de treinamento para formação de bandidos. Mas, coitadinho do menor, tão sofrido, merece mais 20 chances até tornar-se um grande marginal. Onde está a justiça?

  7. Se as leis em vigor hoje em dia já estivessem valendo, eu seria com toda a certeza, um marginal, ou mesmo um traficante ou assassino.
    Fiquei órfão duas semanas após meu 14º aniversário, e dois dias depois, consegui meu 1º emprego, com carteira assinada e tudo e pude, felizmente me sustentar e continuar os meus estudos. E não precisei ir para um abrigo ou coisa parecida.
    Hoje, por ser “di menor” ninguém, por mais que desejasse, poderia me contratar e eu não poderia me manter e consequentemente, teria que me virar por algum meio se não quisesse ir para uma instituição de acolhimento… Um orfanato.
    E as “crianças” de hoje? Podem matar, roubar e não podem trabalhar?

  8. “Esse fato concreto, caso isolado, é apenas a ponta do iceberg. Só mais um dos alarmantes problemas por que passa a educação brasileira em todos os níveis de escolaridade e esferas de poder, A população já se encheu de meras peças publicitárias, marketing. Só para aparecer na 1ª página dos jornais impressos, internet, tv, etc. Como o velho ditado diz; Coisa para inglês ver! Um País sério prioriza a educação!…” – Profº Celso Bonfim

  9. Pirro de Compostela Responder

    Educação?
    Secretária de Estado da Educação?

    Minha pergunta:

    Algum dos filhos dos Secretários de Estado do Paraná, Diretores, Coordenadores etc etc…,ou mesmo os netos do governador, ou deputados estudam em Escola Pública? Sim ou Não.

    Acredito que não.

    Então seus orelhudos, façam da escola pública o melhor local para se estudar no Paraná.

    Vocês são fracos, limitados, incapazes, só olham pro umbigo respectivo.

    E o que é pior, o povão continua votando em VSªs.

    Parabéns por enganarem tão bem.

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