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Casamento gay coletivo gera polêmica em Curitiba

Da Banda B:

A publicação feita no facebook da Prefeitura de Curitiba sobre o casamento coletivo, na qual apareciam casais héteros e homoafetivos seguidos de um coração, gerou polêmica na sessão da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) desta quarta-feira (1°). A bancada evangélica protestou contra a maneira que tema foi abordado, por conta de uma suposta apologia à união gay. Outro argumento dos vereadores foi o de que um órgão público não pode ir contra a Constituição Federal, que prega que o casamento é apenas entre homem e mulher.

A postagem gerou repercussão, com opiniões favoráveis e contrárias, e não está mais no ar. A Banda B tentou encontrá-la na linha do tempo do facebook da Prefeitura de Curitiba, mas não teve sucesso. Mesmo apagada, a postagem rendeu no Grande Expediente da CMC. A primeira a falar sobre o tema foi a vereadora Carla Pímentel (PSC), que se mostrou contrária à publicação. “Divulgaram um casamento comunitário, inclusive com casamento homoafetivo. Somente a Constituição Federal é que pode definir o que é casamento”, disse.

Também da bancada evangélica, o vereador Ailton Araújo (PSC) ratificou as palavras de Carla. “O poder público não pode fazer apologia a qualquer comportamento ou crença”, disse Araújo, para em seguida ser a vez de Chico do Uberaba (PMN) reclamar da postagem. “Sou da época em que menino gostava de menina e menina gostava de menino”, protestou.

A vereadora Noemia Rocha (PMDB) também discursou. Segundo ela, a bancada evangélica de vereadores defende o conceito de família natural. “O Brasil é um país cristão. Somos a maioria e essa divulgação é ofensiva”, apontou Noemia.

Por fim, Valdemir Soares (PRB) opinou que esse tipo de divulgação pela Prefeitura de Curitiba precisa ser debatida na CMC. “Aceitar os diferentes é respeitá-los. Aceitar, no entanto, não é omitir nossa posição. União civil é uma coisa. Casamento é outra. Casamento é homem e mulher. A divulgação foi feita em órgãos oficiais. Nós estamos pagando por um anúncio que não concordamos”, disse Valdemir.

Lado oposto

Outros vereadores, por sua vez, deram opinião diferente a dos membros da bancada evangélica. Jonny Stica (PT) discordou de Pimentel e disse que “não cabe ao parlamento tirar definições sobre o tema, o que caberia ao Judiciário”. Professora Josete, também do PT, afirmou que se o estado é laico, esse tema não pode ser debatido de forma religiosa. “O executivo dá a oportunidade para que todas as pessoas, independente de orientação sexual, possam oficializar uma união”, descreveu.

Já o petista Pedro Paulo salientou que o importante é não aceitar a violência e o ódio. “Concordo que esse tema tem que ser debatido, por se tratar de direitos humanos, que precisam ser preservados”, salientou. Para finalizar a sessão, o vereador Jorge Bernardi, líder do PDT na câmara, disse que a relação homoafetiva é justa, mas que o termo casamento como está na Constituição Federal é relacionado à união entre homem e mulher”.

Publicação apagada

A Banda B entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura para saber se o órgão falará sobre o caso e o motivo da publicação ser apagada e aguarda retorno.

3 Comentários

  1. Legal!
    Os pais convidam para o enlace … de seus filhos mensaleiro com trambiqueiro … A lua de mel será … Virgem esqueci … Os padrinhos Dirceu, Delubio … Um Genuíno acontecimento democratico. A opção e’ livre. Pois Tião está com Cido, vivem bem com os dois filhos. Afinal Deus disse: Crescei e multiplicai …
    Parabéns!

  2. Esse pessoal da banca evangélica tem que lembrar que o Brasil é um país laico e que eles têm que aprender a conviver com a diversidade. Afinal, todos nós convivemos com os Fidelix, Malafaias e Macedos todos os dias e nem por isso censuramos e tiramos do ar o que eles falam.

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