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Gleisi versus
Polícia Militar

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Não há engov habilitado a desopilar o fígado da corporação da Polícia Militar com Gleisi Hoffmann. Vejam o relato. Recentemente, o site da AMAI noticiou a passagem, no dia 03 de setembro, da candidata a governadora do Paraná pelo PT, Gleisi Hoffmann, pelo Clube dos Oficiais da PMPR, em Curitiba.

Na oportunidade, a candidata fez apologia ao seu trabalho como política, omitindo o fato de que, como senadora da República, foi relatora da Lei 13022/14 – Orgânica das Guardas Municipais. A respeito, o presidente da AMAI, coronel Elizeo Ferraz Furquim, questionou a parlamentar e candidata sobre a Lei que, na verdade, é o germe da destruição das polícias militares do Brasil, uma vez que sobre ela assenta a sua matriz, na medida em que remete as mesmas atribuições, e sobre seus integrantes os mesmos deveres e direitos.

Além disso, não esconde sobre ela uma forte discriminação que se estende aos seus integrantes e até estabelecimentos de ensino. Propicia um ambiente de trabalho conflitante, pois sequer teve o cuidado de estabelecer critérios de divisão de trabalho.

Ainda, contestou que, apesar das inúmeras tentativas de contato via telefonemas aos seus gabinetes de Curitiba e Brasília, a senadora não ouviu a representação nacional dos policiais militares. Por conta disso, o coronel questionou: “caso eleita, como a candidata conciliaria esses conflitos criados pela Lei entre o Estado – PMPR e os municípios?”.

A resposta foi o uso da palavra mágica “integração”, sem esclarecer como se daria tão impossível missão de fazer com que dois corpos ocupem o mesmo lugar no tempo e espaço e, por isso, absolutamente inapropriada para o caso. Finalmente, o questionante ofereceu-lhe a informação de que a FENEME ingressou com uma ADI em face das muitas inconstitucionalidades evidentes no projeto por ela relatado – agora Lei -, porque viola regras da Constituição Federal e cria problemas insanáveis na prática.

Devidamente enquadrada, a ex -Chefe da Casa Civil da Presidência da República e candidata ao governo do Paraná, indignada, interpelou a AMAI e o seu presidente junto à Justiça Eleitoral, pleiteando o direito de resposta, sob o argumento de não ter recebido um pedido formal de audiência – só o formal, pois o pedido foi feito inúmeras vezes.

Ora bolas! Os esforços foram ingentes e múltiplos, mas não foram formais. Aliás, não se sabia que para falar com um político era necessário marcar audiência formal, especialmente quando este não deseja o encontro. Os pedidos por telefonemas foram feitos inclusive com a nossa intermediação pessoal, em razão das dificuldades que os representantes da FENEME encontraram em Brasília.

Revendo o relatório, foi encontrado a revelação fonte do notável saber da relatora, orientadora do projeto, agora lei: proposta elaborada no III Congresso Nacional de Guardas Municipais, de setembro de 1992, apoiada pelo manifesto emitido pela Conferência Nacional das Guardas Municipais de maio de 2014. Assim originado, não sobra espaço para a discussão democrática.

O resultado destas inconsequências é uma lei inconstitucional, desprovida de operacionalidade objetiva, e que, acima de tudo, deixou de consultar não somente os representantes das PMs, como também os prefeitos, governadores e demais instituições interessadas no aprimoramento da segurança pública, fundamentando-se exclusivamente no Congresso das Guardas Municipais. A senhora senadora unilateralizou o seu posicionamento tomando partido.

Bem, senadora: assim não vale. A senhora foge do fato principal de ser sua a obrigação fundamental de buscar ouvir todos os lados para depois legislar com sabedoria. Nesse caso, a senhora se precipitou. Copiou o relatório da Câmara, da lavra do Deputado Francischini, com todos os seus vícios de origem e que, tampouco ouviu as partes, preferindo, quem sabe, o clientelismo da busca de votos fáceis de uma corporação nova e ambiciosa, no calor das eleições. Agindo assim, faltou ao seu compromisso para com a democracia, dando precipitadamente um “cavalo de troia”.

Conforme-se. O mal está feito, aos olhos da AMAI, a senhora foi decepcionante, fazendo coro com o seu colega, o deputado federal Francischini, relator da lei na Câmara dos Deputados, que, também se revelou um parlamentar: faccioso. Esperamos que os seus processos de amadurecimento não custem muito ao Paraná e ao Brasil.

Por último, o juiz eleitoral invocado para conceder o direito de resposta à postulante, negou-lhe razão em primeira instância.

10 Comentários

  1. Senta-le o pau Furquim…essa daí nao sabe do que fala..nao teve tempo de decorar o texto,rss.

  2. Bacharel em Direito Responder

    As Guardas Municipais, são uma realidade, não há como retroceder e estão em consonância com o que há de moderno e eficiente no Mundo, quando se fala em Segurança Pública. A desmilitarização e consequente modernização das Polícias Militares no Brasil, é urgente, modelo falido, arcaico, em desacordo com o Estado Democrático de Direito e segundo a ONU, deveriam ser extintas no Brasil. Não sou Guarda e nem PT.

  3. A Gleisi não sabe o que fala. Ela é política do texto lido preparado por assessoria tipo Gaievski.

  4. A princesinha 11 acredita que vivemos entre o céu e a terra, nem somos tão maus como aparecem nos noticiários caneco de sangue da televisão. E nem tão inocentes como gostaríamos de ser, mas com ela no timão a solução se faria através de um PAC, plano de aceleração de “cualquer” coisa. A moça acredita muito em planos. O problema dos planos é tira-los do papel e faze-los funcionar.

  5. Respeito a Pm e penso que a segurança pública irá melhorar se parte do que da verba que hoje é 100% da Pm,for dividida conforme percentual de efetivo com as Guardas.
    Exemplo:
    Se em uma cidade o efetivo da PM for de 100 policiais e tiver 100 guardas atuantes na segurança dos cidadãos,a divisão 50-50% da verba e em outros casos proporcionalmente conforme exemplo.

    ACREDITO QUE ESTA RECLAMAÇÃO QUE PARTE DE UM GRUPO DE OFICIAIS DA PM,É POR SABER QUE ESTA POSSIBILIDADE É REAL E QUE PODERÃO PERDER VERBAS QUE HOJE ADMINISTRAM DO JEITO QUE QUEREM E NO FUTURO TERÃO QUE DIVIDÍ-LA E NÃO GASTAR COMO QUEREM E QUANDO QUEREM.

  6. Antônio David de Moura Ulrich Responder

    Não sei como pode o PT reunir tanta gente sem conteúdo e sem capacidade… Essa Gleisi é o típico político de partido, não tem iniciativa nem personalidade, só sabe fazer o que lhe mandam.

    Não tem mais exército (sucateado), desmereceram a PM, humilharam a OAB (com nova classe de rábulas), nomearam quase todos os ministros do STF para interpretar a Constituição conforme a conveniência, e mais, quando todas as instituições importantes forem minimizadas, restará somente o povo do bolsa esmola (agora dependente do PT) com suas próximas gerações de mendigos.

    Vale dizer, quando o PT cair, Cuba vai ficar pequena para abrigá-los em fuga da Lei brasileira…
    Alguém já disse: Isso é uma vergonha!!!

  7. Aguardem, pois estão montando para ser apresentado na Câmara Municipal de Curitiba o projeto que criará o futuro Departamento Municipal da Polícia de Curitiba!
    Faz tempo começou o processo de extinção das PMs no Brasil!
    Querem criar o mesmo sistema de polícia dos Estados Unidos!

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