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Eleitores no exterior preferem Aécio Neves

Do Globo:

As votações organizadas pelos consulados brasileiros no exterior foram marcadas por altos índices de abstenção e pela preferência a Aécio Neves (PSDB). Tanto em Nova York como em Paris e em Genebra, o candidato tucano recebeu o maior número de votos, mas não escaparia de um segundo turno. A presidente liderou a preferência na Argentina, mas com uma diferença apertada: 38% para Dilma, e 35% para Aécio.

Aécio foi o mais votado em Nova York, segundo maior colégio eleitoral do Brasil no exterior, atrás apenas de Miami. Dos 21.240 cadastrados, 8.543 (40%) apareceram para votar. O candidato do PSDB obteve 56% dos votos, seguido por Marina Silva, com 22%, e Dilma Rousseff, com 12%. Dos 354.184 brasileiros residentes no exterior aptos a votar, a maioria está nos Estados Unidos, que tem 112.252 eleitores distribuídos por dez cidades. As 58 seções eleitorais de Nova York funcionaram num grande pavilhão alugado na Rua 46. Na hora do almoço, a fila de eleitores na porta dobrava o quarteirão. Entre os brasileiros conhecidos que moram na cidade, passaram por lá a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, que foi uma das primeiras a votar, e a atriz Sônia Braga. A modelo Gisele Bundchen, uma das celebridades mais esperadas pelos 220 mesários, fez forfait.

Na Suíça, a presidente Dilma foi derrotada com 403 votos (18,3%) dos 2.200 registrados em Genebra. A disputa para um hipotético segundo turno local ficou entre Aécio, o primeiro colocado com 683 votos (31%), e Marina, com 568 votos (25,8%). As eleições em Genebra foram acompanhadas de perto por um visitante ilustre: o brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC). Casado com a cônsul do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Azevedo, Roberto passou o dia com a mulher, inclusive ajudando a encaminhar os eleitores para as seções eleitorais. A cidade teve 52% de abstenção, assim como em Zurique, a maior cidade da Suíça, com 9.400 eleitores, onde a participação também ficou abaixo dos 50%. O resultado de Zurique não foi revelado.

Na França, apenas 38% dos 8.807 brasileiros aptos a votar compareceram. O candidato Aécio Neves venceu o primeiro turno na votação realizada em Paris, com 1.170 votos (37%). Dilma iria para o segundo turno contra o tucano com 961 votos (30,5%), e Marina Silva ficaria em terceiro, com 739 (23%). Um dos eleitores que fizeram questão de votar nessas eleições foi o deputado Eduardo Cypel, brasileiro naturalizado francês e eleito para a Assembleia Nacional pelo Partido Socialista (PS).

– Foi uma campanha de muitos imprevistos, com o trágico acidente e a morte de Eduardo Campos. Mas vejo um tipo de racionalidade eleitoral nesta reta final, num debate entre direita e esquerda, hoje muito mais lógico numa grande democracia como o Brasil, que se mostrou capaz de assumir as contradições da sociedade. Hoje se está num debate eleitoral aberto, entre a continuidade e a alternância – analisou Cypel.

A presidente Dilma também disputaria o segundo turno com Aécio Neves de acordo com a votação em Bueno Aires. Segundo dados oficiais, 2.475 mil brasileiros votaram na capital argentina, de um total de 5.382 pessoas cadastradas no consulado para participar da eleição. A candidata petista ficou em primeiro lugar, com 949 votos (38%), um pouco acima do tucano, que obteve 890 votos (35%). Já Marina Silva ficou em terceiro, com 383 votos (15%). A participação dos brasileiros na Argentina não foi muito expressiva, levando em consideração que vivem cerca de 41.300 brasileiros no país, dos quais 20 mil vivem na capital e na província de Buenos Aires.

Na Espanha, onde as votações ocorreram em Madri e Barcelona, o balanço das votações não foi divulgado. Apenas 26% dos 13 mil eleitores aptos a votar no país compareceram às urnas, índice abaixo dos 30% esperados pelo cônsul-geral do Brasil em Madri, João Almino. Ainda assim, o volume de eleitores foi maior que o registrado nas eleições passadas. Apenas em Madri, o número de brasileiros com título eleitoral transferido subiu de 4.720 em 2010 para 10.800 neste ano. Segundo Almino, este aumento seria resultado de uma necessidade de regularizar a situação com a justiça eleitoral.

– Há dois anos fui renovar meu passaporte e levei um susto ao ver o tamanho da multa que eu tinha que pagar por não ter votado nas eleições passadas. Disse que não tinha condição de pagar e me me disseram que perdoavam a minha dívida se eu passasse a votar aqui na Espanha. Aqui estou eu – conta a cozinheira Joelma da Silva, de 42 anos, que mora em Madri desde 2004, mas só agora decidiu transferir seu título.

4 Comentários

  1. É lógico que Dilma venceria na Argentina! Os brasileiros ali residentes já foram contaminados pelo bolivarianismo argentino!

  2. Gente culta e educada não vota no PT.se votar é porque tem cargo, ou algum membro da família ou é de alguma empreiteira talvez?

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