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Em sessão tumultuada, Alep aprova prorrogação dos mandatos de diretores de escolas

Foto: Sandro Nascimento/ ALEP
Fotos Sandro Nascimento (Alep

Do G1:

A Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta terça-feira (4), em todos os turnos e redação final, a proposta do governo de prorrogar por um ano os mandatos de diretores de escolas da rede pública estadual. O texto foi aprovado em Comissão Geral requisitada pela liderança do governo, e aprovada em Plenário.

Com o mecanismo de Comissão Geral, os projetos em pauta passam a ter a tramitação acelerada, com a realização de mais de uma sessão na mesma tarde. Esta foi a segunda tentativa da base do governo Beto Richa (PSDB) de aprovar o texto a toque de caixa na Alep. Na última quarta-feira (29), uma manobra da oposição conseguiu esvaziar a Comissão Geral, a derrubando por falta quórum.

Na primeira sessão desta terça, a proposta passou com 33 votos favoráveis e 13 votos contrários. A sessão foi marcada pela manifestação de professores nas galerias da Assembleia – eles soltaram gritos de “golpista”, criticando a aprovação da proposta. Um manifestante chegou a entrar no Plenário para entregar um documento ao líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), que pediu a retirada dele. “Este homem é um mau-caráter”, afirmou. O presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), determinou que a segurança retirasse o homem da Assembleia.

No intervalo entre as sessões, outro homem foi retirado da Assembleia a mando de Rossoni, segundo ele, por ofender deputados. Na segunda sessão, o projeto foi novamente aprovado, por 32 votos contra 13. As sessões subsquentes ainda encaminharam o projeto até o fim da tramitação, permitindo que ele seja enviado para sanção do Executivo.

O mandato dos atuais diretores se expira em 31 de dezembro de 2014. O pleito deste ano estava previsto, a princípio, para o dia 26 de novembro – já com chapas registradas para concorrer. Se o projeto de lei for sancionado, os mandatos serão estendidos até 31 de dezembro de 2015.

Extensão de mandato
O objetivo da prorrogação do mandato dos atuais diretores e diretores auxiliares, segundo a justificativa do projeto, é promover um debate para rediscutir o modelo atual de eleição dos diretores. O projeto não informa que tipos de mudanças devem ser feitas no formato atual das eleições, mas, conforme o governo, a intenção é vincular a discussão à elaboração de um

Plano Estadual de Educação
O sindicato que representa os professores (APP-Sindicato), no entanto, se posicionou contrário à extensão do mandato por mais um ano. Segundo a categoria, a mudança na data do pleito fere a legislação e a democracia. O sindicato ainda questiona o tipo de mudanças que o governo pretende instituir na escolha dos diretores.

Modelo atual
Atualmente, os diretores e vice-diretores são eleitos no mês de novembro, a cada três anos, através de voto por chapa, direto, secreto e facultativo dos membros da Comunidade Escolar. Podem votar os professores, funcionários, alunos do Ensino Médio, representantes de alunos menores de 16 anos e não votantes, e alunos com pelo menos 16 anos do Ensino Fundamental.

5 Comentários

  1. Parreiras Rodrigues Responder

    PSTU, CUT, mais quem mesmo?

    Os professores realmente preocupados com as suas condições de trabalho e principalmente com a melhoria da qualidade do ensino – que se deteriora a cada ano, deveriam cobrar da APP os gastos ilegais na confecção do último exemplar do 30 de Agosto e do vídeo, verdadeiros panfletões do lulodilmismo.

    O dinheiro da mensalidade de cada um e de todos está sendo totalmente desviado dos seus reais fins. Como tudo, aliás, nesse governo cuja marca maior é a da corrupção, da safadagem, da impunidade. Abram os olhos, professores.

  2. A APP hoje é um ramal sindical do PT, PSOL, PSTU. E não figam ao contrário.
    A APP não trabalha em prol da Qualidade na Educação. A APP é da política do quanto pior melhor!
    Vamos ser sérios com a Educação.

  3. Professora Maria Padilha Responder

    Está mais que na hora de acabar com o aparelhamento petista na área educacional. Todos os professores sérios reconhecem que o sindicato não representa os interesses da classe e muito menos da educação livre e laica. Os sindicatos servem única e exclusivamente aos interesses de uma ideologia que quer se infiltrar á todo custo até nos corações ingênuos de nossas crianças. Em vez dos interesses da classe eles se interessam pelos interesses “de classe”. Fora oportunistas esquerdistas. Acompanhem seus pares na Papuda. Educação é para libertar o cidadão pelo conhecimento e não para arregimenta-los pela ideologia.
    Vocês membros do sindicato, deveriam trabalhar mais e fazer menos política retórica. É muito cômodo ficar a serviço de uma ideologia em vez de dar duro em sala de aula e formar cidadãos dignos, corretos e livres.

  4. Primeiramente, não são todos os educadores, pelo contrário muita gente é contra essa baderna que aprontaram, e são a favor de prorrogar por um ano, e depois ninguem falou que não vai mais ter eleições. Agora comparar uma GUERRA partidária dessa, em nome da educação, isso sim é anti democratico. Eu sou educador e só me lembro de visita do sindicato na escola em epoca para deixar planfletos para eleição da chapa ou algo parecido. Invadem, gritar palavrões, fazem ofensas, e depois os outros é que são culpados…não é uma atitude de professor e nem de educador.

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