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Líder do PSDB diz que redução da meta de superávit primário é ‘piada’

Tucanos serão contrários à revisão da poupança para pagar juros da dívida. No ano, déficit soma R$ 15,7 bi e governo admite descumprimento da meta.

De Priscilla Mendes Do G1, em Brasília:

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), afirmou nesta segunda-feira (10) que seu partido será contrário à alteração da meta de superávit primário das contas do setor público para 2014, a poupança feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública. O governo deverá enviar nos próximos dias ao Congresso projeto para reduzir, na lei orçamentária, a meta que ele será obrigado a cumprir.

Em setembro, o governo registrou um déficit primário (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 20,39 bilhões – o pior resultado desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997.
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O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, já confirmou que o governo não atingirá a meta de superávit primário de R$ 80,8 bilhões neste ano. Por causa do déficit, o governo terá que recorrer ao Congresso Nacional para alterar a LDO, que previa economia de 1,9% do PIB. O novo valor ainda não foi divulgado.

Nunes, que foi candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo também senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse que seu partido não apoiará a iniciativa do governo, a qual classificou como “piada”.

“Não vamos aceitar. Somos contra. Você consertar a LDO no final do ano é uma piada. Uma piada de mau gosto. O que ela deveria ter feito é controlar os gastos durante o ano. Agora, reformar a LDO no final do ano é cobrir a nudez com folha de parreira”, afirmou o tucano em entrevista.

O Executivo tem até 22 de novembro para ajustar a meta. Esta é a data limite para o governo enviar aos parlamentares o último relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento.

Campanha presidencial
Durante discurso na tribuna do Senado, Nunes voltou a criticar a campanha presidencial do PT. Disse que a presidente reeleita Dilma Rousseff “mentiu gravemente”, como ao dizer que, em um eventual governo do PSDB, o Bolsa Família seria extinto e os bancos públicos, enfraquecidos.

Para o senador, a presidente também “mentiu” ao dizer que “não havia nenhum problema nas contas públicas” e que agora, passadas as eleições, ela percebeu que é preciso “fazer o dever de casa”.

“Agora ela [Dilma Rousseff] acorda para o fato de que é preciso fazer o dever de casa. Não fez. Não fez e disse, inclusive durante a campanha, que cortar gastos e ajustar contas eram característica nossa, dos seus adversários. Agora ela se rende à realidade. A realidade está chegando, batendo às portas. E acho difícil ela conciliar o papel da Presidente com as promessas da candidata. Não sei como ela vai conseguir. Acho que dificilmente conseguirá”, afirmou Aloysio.

O senador falou ainda em “estelionato”, o que provocou reação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil de Dilma.

“Quando falamos na mentira, nas sanções morais, políticas, nas sanções até mesmo, digamos assim, de cunho religioso, fez-se uma analogia imprópria, mas que não deixa de ter alguma pertinência, que é a analogia com o estelionato”, afirmou Aloysio.

“As medidas tomadas pela presidenta Dilma, em nenhum momento, senador Aloysio, colocam a presidenta como mentirosa ou estelionatária política. Acho que essas são palavras muito fortes para se referir à presidenta, que, aliás, durante a campanha, ouviu também contra si palavras muito fortes. Temos que respeitar a chefe da nação”, afirmou Gleisi durante seu pronunciamento após a fala do tucano.

4 Comentários

  1. Sergio Silvestre Responder

    Depois de levar um ferro doido o negocio agora é tentar melar tudo.
    Vamos arrasar os campos de lírios,mesmo que custe a desertificação do lugar,que os lagos virem pântanos e as searas virem desertos,o importante é terra arrasada para nós voltar ao poder.
    Mentalidade tacanha desses políticos safados e sem compromisso com o Pais.

  2. A boneca Barbi é a grande paladina da dilma, mas as duas vão quebrar a cara logo, logo e não sobrará nem cinzas desses corrPTos.

  3. Caro FÁBIO, em primeiro lugar, há necessidade de colocar a senadora anã GREISE no seu respectivo patamar. Ela deve explicar sua participação como recebedora de recursos desviados da ptbrás, e não fugir da imprensa, para depois manifestar-se sobre o que é ou não mentira, praticada pela mentirosa. Quanto ao tucano Senador Aloisio, parece que acordou do longo sono de 12 anos. Espero que não seja apenas um espasmo após o longo período de dormência. Lembrar ao Senador que deve juntar forças com os restos da OPOSIÇÃO, como o PPS e o DEM, para o grupo iniciar a medição de forças com o governo, e assim informá-lo de que estão presentes a partir dessa data. Acredito que a partir desse ano a sonolenta OPOSIÇÃO, não comprometida com os DESVIOS, deve deixar de ser malemolente e cristalizar as ações sobre o frágil e débil governo petista. Não pode mais ser leniente com os exageros praticados com o descontrole do setor econômico. Em qualquer segmento, não se pode gastar mais do que as receitas obtidas. Defendo a liberdade de opinião e liberdade de imprensa. Apoio a proposta de ” o sul é o meu país”, e proponho o IMPEACHMENT JÁ da DILMA, antes da posse. A sociedade que fique alerta para manifestar-se. Atenciosamente.

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