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CPI vai às ruas ver o drama dos dependentes de crack

ney leprevost -alep

Na próxima terça-feira, 18/11, acontecerá na Alep a última reunião da CPI da Saúde Psiquiátrica, proposta pelo Deputado Ney Leprevost. Dentre os diversos assuntos debatidos está o grave aumento no número de usuários de crack na cidade de Curitiba. Em função disso, os deputados saem a campo na próxima semana para ouvir esses dependentes e buscar mais informações sobre a situação em que se encontram.

A CPI foi criada para investigar a grave situação na saúde mental no Estado do Paraná, principalmente na cidade de Curitiba. Os Deputados receberam nas reuniões médicos psiquiatras e o diretor do Departamento de Saúde Mental de Curitiba, Dr. Marcelo Kimati Dias, que respondeu diversos questionamentos sobre a atual situação.

A Comissão fez um levantamento no interior do Estado e verificou que alguns municípios tem problemas para atender os pacientes. Em Centenário do Sul, por exemplo, um CAPS está em fase de implantação e atenderá também as cidades de Cafeara, Lupionópolis e Guaraci. No momento os atendimentos no município acontecem em um imóvel alugado e os médicos psiquiatras e psicólogos atendem também na Unidade de Saúde. Esse é um dos vários exemplos de como está a saúde psiquiátrica nos diversos pontos do Estado do Paraná.

Em fase de finalização da Comissão, será agora preparado um Relatório Final com todas as informações e depoimentos para ser encaminhado ao Ministério Público para investigação.

“As denúncias e informações que recebemos foram muito graves e é necessária uma atenção especial por parte de todos para minimizar o problema. É inaceitável que pacientes fiquem sem atendimento e, principalmente, sem a medicação correta. A CPI fez um trabalho importantíssimo e pretende cobrar das autoridades uma solução para todas as denúncias apuradas”, afirma Leprevost.

Compõem a CPI os deputados Ney Leprevost (Presidente da Comissão), Felipe Lucas (Relator), Luiz Cláudio Romanelli, Stephanes Júnior, Osmar Bertoldi, Tadeu Veneri e Gilson de Souza. Os suplentes são: Waldir Pugliesi, Marla Tureck, Duílio Genari, Pedro Lupion, Luciana Rafagnin, Tercílio Turini e Pastor Edson Prazczyk.

6 Comentários

  1. Enquanto estivermos combatendo somente os efeitos nada se avançará nesse assunto.

    As fronteiras do crack estão abertas, tanto externas como internas.

    Quando serão atacadas de fatos as fontes e a responsabilidade dos financiadores dessa praga?

    Eis a questão: não há outra deputados!

  2. Zé do Pinheirinho Responder

    O crack é mais que uma droga, é um veneno. Tem que combater os traficantes e tratar os dependentes em rede hospitalar para não retornarem as ruas.

  3. Parabéns ao deputado Ney Leprevost pelo excelente trabalho em defesa da saúde. Estas pessoas precisam mesmo receber assistência psiquiátrica , pois todo mundo sabe que os dependentes de crack são diferentes dos de outras drogas e tendem a se tornar pessoas violentas durante as crises.

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