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Após prisões, CPI vota convocação de políticos

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Ivan Santos, Bem Paraná

Em meio à crescente tensão provocada pela prisão de executivos de algumas das maiores empreiteiras do País na sete fase da operação Lava Jato, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras volta a se reunir amanhã para retomar a votação de requerimentos que prevêem a convocação de políticos suspeitos de envolvimento no esquema de desvio de recursos da estatal. A lista inclui desde lideranças do PT, como a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, como integrantes da oposição, entre eles o ex-candidato do PSDB à presidência da República e presidente nacional do partido, senador Aécio Neves, além do empresário Leonardo Meirelles – “laranja” do doleiro Alberto Youssef que acusa tucanos de também terem sido beneficiados pelo esquema.

Na semana passada, um acordo informal entre a base do governo e oposicionistas impediu a votação dos requerimentos com convocações polêmicas. Diante da má repercussão do acordo, o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirma agora que não há mais qualquer entendimento para a reta final dos trabalhos e promete colocar em votação todos os requerimentos. “O acordo, me parece agora, está totalmente zerado. Na terça-feira vamos votar e espero que todos possam estar lá. Vamos votar todos os requerimentos que aguardam votação. A pauta não é feita por mim. É aberta”, assegurou Vital.

A oposição pediu a convocação de Gleisi e seu marido, Paulo Bernardo, com base no vazamento de depoimentos de Youssef e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, segundo os quais a petista teria recebido R$ 1 milhão para a sua campanha ao Senado nas eleições de 2010. Ela e Bernardo negam as acusações.

Por outro lado, parlamentares do PT e integrantes da base governista apresentaram requerimentos para convocar Aécio Neves, e o empresário Leonardo Meirelles, “laranja” de Youssef no laboratório Labogen. Meirelles teria afirmado em depoimento à Justiça que parlamentares tucanos – entre eles um paranaense da região Norte do Estado – também teriam recebido propina do esquema que operava na estatal. Paulo Roberto Costa também teria dito que o ex-presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, que morreu em março deste ano, teria recebido propina de R$ 10 milhões em 2009 para abafar as investigações da CPI da época sobre a Petrobrás. Na ocasião, Guerra e o senador Álvaro Dias deixaram a comissão, alegando que os governistas impediam qualquer investigação.

O primeiro item da pauta da reunião da CPI atual é justametne o que pede a convocação de Leonardo Meirelles. O pedido foi feito pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Ele afirma que, segundo investigações da Polícia Federal, Leonardo atuava com o doleiro Youssef e com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em operações ilegais de câmbio, além de lavagem de dinheiro. Há ainda requerimentos que pedem as quebras de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de Meirelles.

Vargas – O empresário é pivô também do processo de cassação do mandato do deputado federal André Vargas (sem partido). Vargas é acusado de tráfico de influência em favor do laboratório Labogen – no qual Meirelles atuaria como “laranja” de Youssef – junto ao Minisstério da Saúde. O parlamentar – que na semana passada teve recurso contra pedido de cassação rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça – foi envolvido depois que revelou-se que ele usou um jatinho fretado pelo doleiro para uma viagem de férias ao Nordeste, no início do ano.

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) negou que a oposição tivesse firmado um acordo para poupar políticos e acusou o governo de evitar a votação das convocações. O entendimento entre os membros da comissão seria apenas de ouvir primeiro ex-diretores da estatal e de subsidiárias e só depois os agentes políticos. “Quem assaltou a Petrobras não é deputado, não é senador, não é ministro. Eu reitero o que disse em outra oportunidade: é bandido de quinta categoria. A minha história combina com uma perseguição implacável a quem desvia dinheiro público, não com acordo”, afirmou Sampaio.

4 Comentários

  1. “É… Muita pedra ainda vai rolar embaixo dessa ponte. Muiiiiiiiiiita pedra. Irão aparecer muito mais pessoas envolvidas. André Vargas deve ser cassado SIM. Mas… Que ele não sirva apenas como cordeiro sacrificial. Para que a sanha de sangue do povo seja satisfeita. Todos os envolvidos devem ser punidos. Todos. Que não fique pedra sobre pedra. Doa a quem doer. E a bonitinha do Paraná hein? Quem diria. Se fuçar só um pouquinho mais vai feder, mas vai feder. Ô se vai feder!!!…” – Profº Celso Bonfim

  2. A cara dessa senhora, deixa transparecer a safadeza que existe no seu interior de tanta falsidade. Como uma pessoa dessa pode ser ministra da casa civil de um pais com população de 150 milhões de gente?

  3. SENADORA, VOSSA EXCELÊNCIA JÁ COMEÇOU A FAZER NOVENA PARA SANTA BARBYNA…….HAHAHAHA
    AINDA NÃO ?
    ENTÃO COMECE, QUE A COISA VAI ENFEIAR !

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