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Petrobras gastou R$ 765 milhões em transações extrajudiciais

Do Globo:

Negociações conduzidas pelo ex-diretor de Serviços Renato Duque e o ex-gerente-executivo de sua diretoria Pedro Barusco levaram a Petrobras a pagar pelo menos R$ 764,9 milhões em 56 transações extrajudiciais — mecanismo que permite a fornecedores fazer acordos com a contratante quando os contratos já estão encerrados e para evitar que divergências sobre pagamentos cheguem à Justiça.

Levantamento do GLOBO em documentos classificados como sigilosos pela estatal mostra que os dois funcionários, que estão presos, acusados de corrupção no âmbito da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal (PF), tinham poder dentro da companhia para levar à Diretoria Executiva soluções com risco de lesar a empresa. Sob orientação da dupla, a estatal pagou milhões a fornecedores que alegaram prejuízos decorrentes de raios e chuvas, condições de solo imprevistas e até descoberta de formigas em extinção em área de obra.

Em apenas um dos acordos avalizados pela dupla, a estatal aceitou pagar R$ 112,8 milhões ao consórcio Propeno, formado por duas investigadas na operação da PF, a UTC Engenharia e a Odebrecht, a título de “serviços complementares e excepcionalidades” relacionados à construção da unidade de propeno da Refinaria Henrique Lage, em São José dos Campos (SP).

Com valor de R$ 339,9 milhões, o contrato tinha previsão de término em julho de 2008, menos de dois anos depois de ser assinado. No entanto, Odebrecht e UTC entregaram a obra um mês antes, em junho de 2008. A Petrobras aceitou desembolsar mais R$ 34,5 milhões, “devido à extensão do prazo que a contratada faria jus e não pleiteou, adicionando, ao contrário, recursos para manutenção de prazo contratual previsto”, segundo registro de documento oficial da estatal. Outros R$ 7,8 milhões foram pagos em função de gastos diretos e indiretos decorrentes de “um excedente na previsão de horas paradas em função da incidência de raios e de chuvas”. Fechado em novembro de 2008, o acordo ainda previu uma atualização monetária de R$ 11,1 milhões, por considerar a data-base do contrato, junho de 2006.

Procuradas pelo GLOBO, Petrobras e UTC não quiseram se manifestar. A Odebrecht informou que seus contratos “foram firmados em total regularidade” e que “a transação extrajudicial é um procedimento comum”. Argumentou também que seu contato com a Petrobras ocorre “dentro da lei, com ética e transparência”.

3 Comentários

  1. O furo é bem maior do que todos nós imaginamos. A corrupção está evidenciada em cada contrato e adendos deste e de outros, com subfaturamento incalculável. O rombo daqui uns tempo chegará a CEM (100).BILHÕES DE REAIS. INEXISTE honestidade por parte desse pessoal. A ganância é tanta e com tal avidez que chega a nos proporcionar asco e nojo dessas pessoas. A corrupção já está comprovada, a marolinha do propinoduto virou um TSUNAMI CAPAZ DE ABALAR ATÉ OS PILARES DA REPÚBLICA e da GOVERNABILIDADE. ………..

  2. Vigilante do Portão Responder

    E só agora é que perceberam?

    Quem dava cobertura ao GRUPO de ASSALTO?

    Não ficariam anos e anos desviando recursos, cobrando propinas, sem que houvesse COBERTURA dos poderosos.

    Não começaram a investigar (depende do STF) os Agentes Políticos do Esquema.

    Num 1º momento, o STF, na pessoa do Ministro Teori, soltou o Paulo Roberto Costa.
    ´
    Mais gente, ainda nessa fase, vai ter prisão decretada.

  3. Prática comum nos governos o desvio de dinheiro em propaganda, licitações conduzidas por interesse, despesas judiciais etc. A falta de caixa nós pagamos com aumento de impostos e alta da infração. Vamos passar por anos terríveis na economia. Se preparem.

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