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Novo ministro anuncia metas para superávit primário para os próximos três anos

Do Globo:

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, já apresentou as diretrizes da política econômica da presidente Dilma Rousseff a partir de 2015. Segundo ele, o governo vai fixar metas de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) para os próximos 3 anos.

Segundo ele, em 2015, a equipe econômica vai trabalhar com uma meta fiscal de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), que é menor que o percentual mínimo fixado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, de 2%.

Para 2015 e 2016, no entanto, o primário não será menor que 2% do PIB:

— Vir a suceder o mais longevo ministro da Fazenda é mais que uma honra, é um privilégio. O nosso objetivo imediato é estabelecer uma meta de superávit primário para os próximos três anos compatível com estabilização e declínio da dívida pública, considerando um nível de reservas estável — disse Levy, acrescentando: — Em 2015, a melhora do primário não deve nos permitir chegar a um valor de 2%. Deve-se trabalhar com uma meta de 1,2% do PIB. A meta pra 2016 e 2017 tem o mesmo critério e não será menor o que 2%.

Ele também fez questão de falar sobre a retomada da credibilidade da política fiscal:

— Alcançar essas metas é essencial para a retomada da credibilidade da política econômica brasileira.

— O governo reafirma o compromisso com a transparência das suas ações — disse o novo ministro da Fazenda, destacando que os dados sobre as contas públicas serão divulgados de forma tempestiva e transparente: — Temos a convicção de que a redução das incertezas é sempre importante para a tomada de risco, (…) sobretudo nas ações de investimentos, como a compra de máquinas equipamentos.

Ele disse também que a prioridade é o aumento da taxa de poupança.

— Nossa prioridade tem que ser o aumento da taxa de poupança. Aumentando sua poupança, especificamente o primário, o governo contribuirá para que os outros agentes de mercado e as famílias sigam o mesmo.

Perguntado sobre como o governo vai renegociar a mudança dos indexadores da dívida de estados e municípios, que acaba de ser aprovada pelo Congresso e sancionada pela presidente, Levy disse que há um rito na relação entre União e os governos regionais e que isso vai ser discutivo com a atual equipe econômica:

— Há muitos anos, há um rito de relacionamento com os estados. Temos um período de transição para conversar com o Tesouro e ver um encaminhamento que seja mais propício.

ADEQUAÇÃO DA PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA

Em seu primeiro discurso após ser indicado para assumir o Ministério do Planejamento no lugar de Miriam Belchior, Nelson Barbosa disse que atuará em conjunto com a nova equipe econômica em prol do crescimento da economia com “controle rigoroso da inflação, estabilidade fiscal e geração de emprego”.

— Como desafio mais imediato trabalharei na adequação da proposta orçamentária de 2015 ao novo cenários macroeconômico e aos objetivos de elevação gradual do resultado primário. Darei continuidade ao processo de melhoria da eficiência do gasto publico, mediante a modernização da gestão e avaliação do custo-benefício dos diversos programas de governo — disse Barbosa.

O futuro ministro, que ainda trabalhará na equipe de transição com Miriam antes de ser empossado em primeiro de janeiro, diz que também se empenhará “pela desburocratização e melhoria da qualidade dos serviços públicos”.

Barbosa aproveitou para indicar que dará mais ênfase às parcerias com o setor privado do que a atual gestão:

— Assumirei também a coordenação dos programas de governo do governo federal, tanto gasto direto do Orçamento como PAC e Minha Casa Minha Vida, como também os programas de concessão de infraestrutura e logística. Incluir também as Parcerias Público Privadas, que procurarei desenvolver e ampliar nos próximos anos, assim como fontes alternativas de financiamento público e privadas de longo prazo.

INFLAÇÃO SOB CONTROLE

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a autarquia tem trabalhado para manter a inflação sob controle e fazer com que a taxa retorne para a trajetória de convergência para o centro da meta, de 4,5% ao ano. Ele destacou dois processos de ajuste – o realinhamento de preços domésticos em relação aos preços internacionais e o realinhamento de preços administrados em relação aos preços livres.

— A política monetária deve evitar que esses ajustes se espalhem para o resto da economia na forma de aumento persistente da inflação — afirmou.

Tombini afirmou que, nos últimos quatro anos, o Banco Central promoveu um importante processo de ajuste e saneamento do sistema financeiro, eliminando focos de instabilidade.

— A supervisão do sistema financeiro nacional é forte, baseada em risco, sofisticada e efetiva — afirmou.

O presidente do Banco Central disse ainda que, em relação ao conjunto das políticas macroeconômicas, o fortalecimento da política fiscal “rigorosamente conduzido” deverá facilitar, ao longo do tempo, a convergência da inflação para o centro da meta.

2 Comentários

  1. Caro FÁBIO, esse discurso de ambos os ministros refletem a preocupação demonstrada do elevado grau de deterioração das contas econômicas do país. Os novos ministros não mencionaram a problemática da PTBRÁS que ainda continua um balaio de GATOS PETISTAS. A mudança na presidência e em todas as diretorias, mas mantendo o rito democrático, deve ser da presidência. Porém a presidente DILMA VAGALUME tem respaldo político para a indicação, porém não possui estatura moral e ética para a indicação na PTBRÁS, após 12 anos de desmandos, pois ela É responsável direta pelos fatos descobertos. Entendo que os nomes a serem indicados devem passar pelo crivo dos NOBRES SENADORES HONESTOS que ainda resistem naquele ambiente. E essa medida deve servir para todas as estatais federais pela total ausência de credibilidade da presidente. Defendo a liberdade de imprensa, liberdade de opinião e liberdade de investigação. Apoio a proposta de ” o sul é o meu país”, e proponho o IMPEACHMENT JÁ da DILMA, antes da posse, para evitar maiores dissabores para a sociedade. Atenciosamente.

  2. Vigilante do Portão Responder

    TEATRINHO.

    Só para mostrar alguma coisa.

    Lembro das famosas “Cartas de Intenções”, escritas nos anos 1990.

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