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Greve no Banco do Brasil Tecnologia

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Movimento é nacional e reivindica melhores salários, condições dignas de trabalho e o combate ao assédio moral. Paralisação em 16 estados afeta os serviços de TI, como manutenção de terminais, caixas eletrônicos e equipamentos do Banco do Brasil.

Desde o último dia 25 de novembro, estão em greve os trabalhadores da BBTS – Banco do Brasil Tecnologia e Serviços -, empresa responsável pelo monitoramento remoto ou presencial e pela manutenção dos caixas eletrônicos, portas giratórias, computadores e demais máquinas e equipamentos eletrônicos do Banco do Brasil, antiga Cobra Tecnologia. A paralisação é nacional e já conta com a adesão de profissionais de Tecnologia da Informação (TI) da empresa em 16 estados.

Embora a data base da categoria se dê no mês de outubro, desde março deste ano a BBTS/Cobra Tecnologia conhece a pauta de reivindicações que foi entregue pela Fenadados – Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados, Serviços de Segurança e Similares – para agilizar as negociações. Sem respostas, os trabalhadores resolveram cruzar os braços e têm realizado assembleias diariamente para avaliar a mobilização.

No Paraná, estima-se que aproximadamente 400 trabalhadores aderiram. Eles reivindicam aumento real de 5%, isonomia no plano de saúde e na licença prêmio, reajuste do tíquete refeição pelo índice de alimentação fora do domicílio (9,35% com base no ICV/Dieese), equiparação com os bancários do BB e o combate ao assédio moral no trabalho. Segundo a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Informática e Tecnologia da Informação do Paraná (SINDPD-PR), Marlene Fátima da Silva, a adesão só tem aumentado ao longo da semana. “A questão salarial e a cláusula sobre o plano de saúde motivam bastante a participação, mas não é só isso”, informa. “Os trabalhadores estão aderindo à greve especialmente pela insatisfação com as sucessivas promessas não cumpridas por parte da empresa e pela falta de transparência nos processos da relação trabalhista”, acrescenta Marlene.

No próximo domingo (30), o comando nacional de greve vai se reunir no Rio de Janeiro para avaliar a mobilização e discutir a continuidade da paralisação. Em Curitiba, a categoria fará nova assembleia na próxima segunda-feira (1º/12), a partir das 14h, para tirar encaminhamentos.

O dirigente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, André Machado Castelo Branco, participou da assembleia dos trabalhadores da BBTS/Cobra Tecnologia para manifestar o apoio da entidade à greve dos profissionais da empresa de TI do BB. “São trabalhadores que deveriam ter os mesmos direitos dos bancários do Banco do Brasil e deveriam ser mais valorizados pelo trabalho que desenvolvem. Há um abismo entre a realidade dos trabalhadores da Cobra Tecnologia com a dos bancários do BB”, disse o sindicalista. Enquanto o piso de um bancário do BB é de R$ 2.043,00, o salário inicial de um técnico de operações da empresa, que também é um profissional concursado, não passa de R$ 1.627,00, informa a Fenadados.

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