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‘Irresponsabilidade’, diz Fiep sobre pacote de reajustes de Beto Richa

Foto: Agência Fiep
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Do G1-PR:

Assembleia Legislativa volta a analisar projetos de lei nesta segunda (8). Para reverter crise, Governo do Paraná quer aumentar impostos.

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Luiz Campagnolo, avaliou como uma irresponsabilidade o pacote de reajustes tributários proposto pelo governador Beto Richa (PSDB). Nesta segunda-feira (8), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa volta a analisar os projetos de lei que foram apresentados pelo Executivo como um mecanismo para alavancar o caixa do estado.

O conjunto de medidas, que ficou conhecido como “pacotaço”, envolve, por exemplo, o reajuste do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em 40%, o aumento de 28% para 29% da alíquota do Imposto sobre a Circulação e Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina, o reajuste das custas judiciais – proposto pelo Pode Judiciário –, o aumento do desconto da previdência no salário dos inativos.

Diante da repercussão ruim, em especial, ao se considerar o impacto na composição do preço de alimentos da cesta básica, Richa anunciou que irá publicar um decreto para anular o aumento na alíquota de ICMS destes alimentos, além de manter a isenção do imposto para empresas enquadradas no simples.

“O impacto sobre o consumidor, que é o primeiro afetado, é indiscutível. Ele é muito alto”, disse Campagnolo. Ele destaca que os salários dos trabalhadores não serão corrigidos na mesma proporção, e o peso do reajuste tributário será perceptível nas compras de bens de consumo imediato ou em outros setores como o de eletrodomésticos.

Quanto ao setor industrial, de acordo com o presidente da Fiep, o impacto será entre 20% e 30%. Segundo Campagnolo, desde 2010, a receita do Executivo aumentou em mais de 50%, porém, as despesas subiram ainda mais. “Naquele período em que tudo estava indo muito bem, nada foi olhado no sentido de fazer os ajustes que o estado deveria fazer. Então, de certa forma, agora, trazer a conta para o consumidor, trazer a conta para a produção chega a ser uma irresponsabilidade”.

Campagnolo acredita que as medidas sugeridas pelo Governo do Paraná vão na contramão da intenção de arrecadar mais. Ele argumenta que a minirreforma tributária feita, em 2008, pelo então governador Roberto Requião, implicou redução de impostos e tributos para 95 mil produtos. “O interessante é que a arrecadação, naquela oportunidade, em vez de cair, subiu. Tem uma lógica de que quando os impostos baixam, a arrecadação sobe. Então, aqui a gente está indo no contrassenso no sentido de arrecadar mais”, disse o empresário.

Como consequência direta, Campagnolo acredita que as compras via internet devem subir e os estados vizinhos devem ser beneficiados. “A gente fala tanto em segurança jurídica e isso o que está acontecendo aqui é uma insegurança jurídica. Não só os novos estabelecimentos, os pequenos, médios e os grandes, fizeram planejamento tributário. Isso também vale para as indústrias. Quando você faz um movimento como esse, na ânsia de arrecadar mais, você, imediatamente, joga tudo isso no lixo”.

Campagnolo fez uma associação entre a contabilidade das indústrias e a do poder público. Disse que em momento de dificuldade, deve-se se ajustar o caixa, cortando despesas ao invés de recorrer ao mercado.

Também nesta segunda-feira, empresários têm uma reunião com o governador e com o presidente do Legislativo estadual, deputado Valdir Rossoni (PSDB). A intenção é convencê-los a não seguir com o “pacotaço”, pelo menos, neste momento.

Para o Executivo estadual, as mudanças enviadas à Assembleia são essenciais. O Governo do Paraná argumenta que as alterações são necessárias para que os programas e investimentos propostos sejam cumpridos, dando maior efetividade e eficiência na prestação de serviços públicos. O governo pretende ter todas as medidas aprovadas antes do recesso parlamentar, no dia 17 de dezembro. Caso sejam aprovadas, os novos impostos entram em vigor em abril de 2015.

11 Comentários

  1. E o setor de Confecções que é o mesmo do presidente da FIEP não é beneficiado com a redução do ICMS?
    Ele defende a sua empresinha e de seus amiguinhos.
    Chega de conversa mole.

  2. COMO O GOVERNO DO ESTADO NÃO TEM OPOSIÇÃO NA ASSEMBLÉIA, ELE FAZ O QUE QUER, PINTA E BORDA COM OS IMPOSTOS ALTO, ESTÁ CERTO O CAMPAGNOLO.

  3. justino bonifacio martins Responder

    A FIEP, a FAEP, a FACIAP, a OCEPAR/SINDICATO e outras organizações do agronegócio apoiaram e votaram em Beto. Se enganaram?

  4. ricardo crovador Responder

    O Paraná é o quinto que mais colabora com o caixa da união e vigésimo quinto em retorno de recursos. E este senhor nunca ergueu a voz para defender o Paraná contra os desmandos do Governo federal> Agora quer dar uma de bom. Por que não te calas?

  5. Concordaria plenamente se a choradeira não partisse de onde partiu, porque nunca vi ou soube de empresário, por mais rico que seja, que não reclame de imposto. Este povo adora reclamar de imposto, mas pagar salários decentes para os que trabalham para encher-lhes os bolsos, isto odeiam fazer.

  6. Este presidente da FIEP joga para a torcida, ele não é nem um leigo no assunto. Não há como contratar mais PM, professores, pagar um salário mais digno aos servidores públicos, que não tem o direito de ficar rico no Estado, sem a cobrança de mais impostos.
    Este impacto de 20% a 30% que o presidente alega para as indústrias, é conversa pra boi dormir, ou seja, usará este argumento para aumentar seus produtos e enriquecer ainda mais em cima do povo paranaense.

  7. A QUADRILHA CORRU=PT=ISTA JÁ CRIOU MAIS DE DEZ TIPOS DE IMPOSTOS,TROUXE A INFLAÇÃO DE VOLTA,CRIOU UNS VINTE MINISTÉRIOS E NINGUÉM RECLAMOU,NÃO QUE EU ACHE CERTO O QUE O SEU BETO ESTA FAZENDO,MAS VAMOS CRITICAR O MAL LÁ NA RAIZ.

  8. Isso é consequência da péssima gestão da SEAP… Ninguém vê ou fica todo mundo disfarçando? O aumento dos custos com o funcionalismo é o resultado da lambança que tomou conta do Estado desde que o piá de prédio tomou conta do poder. Aí temos que a folha saltou para perto de R$ 1,2 BILHÕES por mês. Quando Bob saiu deixou uma folha de R$ 690 milhões/mês. E aí, pagaremos a conta?

  9. Carlos Armando Responder

    Pelo menos um consegue ultrapassar a blindagem do Richa e fala sobre esse tarifaço. Chega de impostos, chega de administrações ineficientes no setor público, chega de corrupção. O Beto Richa deve saber que os paranaense não conseguem mais manter esse Estado com suas altas despesas e rombos, seja no TJ, no TCE, na Assembléia nem se fala e no governo.

  10. Sr. Justino B. Martins acredito que essas organizações foram traídas por Beto Richa porque dos piores candidatos que concorreram ao governo ele era o menos pior, mas os que foram enganado, pelas mentiras, são os que ajudaram a eleger a dona Dilma .

  11. -Esta FIEP é outra entidade de m….!!!
    -Reclamam do tarifaço do governo, mas nada fizeram antes de se aprovar o tarifaço!!!
    -Não encabeçam uma linha de resistência ao tarifação. Não contestam nada antes do leite derramar!!!
    -Vão para casa dormir!!!

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