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Copel vai investir R$5
bilhões em usinas
eólicas até 2019

energia - eol

Rio Grande do Norte concentra investimentos da companhia. As primeiras centrais entram em operação em janeiro.

de Cintia Junges, Gazeta do Povo:

Condicionada a um crescimento vegetativo no Paraná – em função de um mercado já definido e da limitação de novas fontes de energia no estado – a Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi buscar a mais de 3 mil quilômetros de casa a oportunidade para diversificar sua carteira de geração. Em janeiro de 2015, entram em operação dois parques eólicos da companhia, o Santa Maria e o Santa Helena, ambos do Complexo Brisa Potiguar, no Rio Grande do Norte.

Com 1,1 mil megawatts de capacidade instalada, o estado abriga cerca de R$ 3 bilhões em investimentos eólicos da Copel com energia já comercializada em leilão. Somando projetos em carteira, a companhia planeja investir R$ 5 bilhões até 2019. O investimento mais recente foi na compra do Complexo Bento Miguel, que terá seis parques eólicos e 64 aerogeradores. A energia que será produzida lá foi vendida no 20º Leilão de Energia Nova da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no final de novembro, por R$ 136,9 o megawatt-hora para ser entregue a partir de janeiro de 2019.

Até abril do próximo ano, os parques do Complexo Voltalia, no qual a Copel tem 49% de participação, também devem começar a gerar energia, consolidando o cronograma de investimentos iniciado com mais afinco a partir de 2011. Antes disso, ainda na década de 1990, a Copel foi a pioneira na implantação do parque eólico de Palmas, no Sul do Paraná, que tem potência reduzida e participação pequena no pool eólico da companhia.

Expansão

No Nordeste, a companhia começou comprando fatias de participação em empreendimentos eólicos no Rio Grande do Norte. Hoje possui cinco complexos e 32 centrais eólicas instaladas em seis municípios. Um terço dos empreendimentos está na cidade de São Bento do Norte. Somando projetos em construção (663,6 MW) e outros em carteira (360 MW), a companhia deve entrar 2019 com 1 gigawatt de potência instalada, o que deve corresponder a quase 10% da sua capacidade de geração.

O presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, garante que o preço pago nos leilões é competitivo e remunera os investimentos. “Estamos buscando uma rentabilidade de dois dígitos”, diz.

Revisão

O plano da Copel era chegar a 2018 com 3 gigawatts de capacidade eólica instalada, mas a projeção teve de ser revista. As dificuldades do setor elétrico – que afetam principalmente a área de distribuição, obrigada a comprar energia cara no mercado à vista para suprir a demanda–, devem restringir a capacidade de investimento da empresa como um todo.  Apesar dos investimentos ousados em eólicas,o presidente da Copel garante que a companhia está cautelosa na hora de prospectar novos negócios.

Com a crise da escassez de água que vem secando os reservatórios, a aposta da Copel na energia dos ventos é um investimento seguro, pondera Zimmer. “Pessoalmente prefiro as eólicas. Os riscos são menores e não há problemas e atrasos com a liberação das licenças ambientais.”

Rentabilidade

Nos últimos leilões, a energia eólica comercializada ficou no teto – entre R$ 136 MWh para entrega em três anos, e R$ 144 MWh para cinco anos. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) Elbia Melo, o leilão chegou a tal grau de competição que muitos investidores dizem que a taxa de rentabilidade está baixa. “É possível que o preço teto não esteja remunerando os custos de produção, o que sinaliza a necessidade de um ajuste para tornar as eólicas ainda mais competitivas”.

9% de participação

Será a fatia da energia eólica na matriz energética brasileira até 2019, segundo previsão da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). A expectativa é que a capacidade instalada deste tipo de energia salte dos atuais 6,3 gigawatts para 15,3 GW dentro dos próximos cinco anos. Hoje, segundo a associação, existem 226 usinas instaladas no Brasil – as primeiras centrais entraram em operação há apenas dois anos.

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3 Comentários

  1. COLOCARAM A RAPOSA PARA TOMAR CONTA DO GALINHEIRO! SEGUNDO O YOUSSEF, SÓMENTE 2 (DOIS) INTEGRANTES DO PARTIDO PROGRESSITA NÃO PARTICIPARAM DA ROUBALHEIRA DO PETROLÃO. PRECISA ESCREVER MAIS ALGUMA COISA SOBRE ESSE ASSUNTO?

  2. Como se justifica investimento em outros Estados para um empresa que foi instituída para atender os paranaenses?

    Por acaso o Paraná não tem potencialidade eólica ou solar a ser desenvolvida pela empresa para sairmos aos poucos da matriz do carbono?

  3. Engraçado né, a Copel investindo no Rio Grande do Norte.
    Prestem atenção, vem ai um Copelão ou será Copelduto?

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