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Dilma esqueceu de
descer do palanque

do Noblat:

Eis o nó da questão: Dilma 2 tentará compatibilizar o ambicioso ajuste fiscal concebido por sua nova equipe econômica com a preservação das conquistas sociais alcançadas por Lula 1 e 2 e Dilma 1.

A certa altura do seu discurso de posse, ontem, no Congresso, disse a presidente reeleita:

– Mais que ninguém eu sei que o Brasil precisa voltar a crescer. Os primeiros passos desta caminhada passam por um ajuste nas contas públicas, um aumento na poupança interna, a ampliação do investimento e a elevação da produtividade da economia. […] Faremos isso com o menor sacrifício possível para a população, em especial para os mais necessitados. Reafirmo meu profundo compromisso com a manutenção de todos os direitos trabalhistas e previdenciários.

Palavras ao vento…

Dilma é economista por formação. E sabe que o arranjo das contas públicas atingirá de alguma forma as contas particulares de muita gente. Dos mais pobres, inclusive. Daí… Daí que ela sofisma.

Não sei de onde os mais puros de coração tiram a certeza de que políticos que mentem durante campanhas dizem a verdade depois que se elegem. Negativo.

Faltaram verdades mesmo que incômodas no discurso de Dilma e sobraram falácias.

Dilma afirmou, por exemplo, que o Brasil é a sétima maior economia do mundo. Omitiu que era a sexta maior economia quando seu primeiro governo começou.

“Governo novo, ideias novas” cedeu a vez a “Brasil, pátria educadora”, nova palavra de ordem a orientar o governo de caras velhas e de ideias repetitivas.

Nem o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) do governo Getúlio Vargas no século passado teria sido capaz de imaginar um slogan tão antigo.

Não faltou lugar no discurso para o mantra da reforma política. Nem para a quimera da corrupção que pede para ser extirpada. Mantra e quimera que frequentaram em 2011 o discurso de posse de Dilma 1.

Faltou lugar no discurso para que Dilma fizesse algum aceno à oposição. Com mais razão ainda por ter sido reeleita por uma margem estreita de votos.

Cadê o “diálogo” que pontuou uma dezena de vezes o discurso da vitória de Dilma em outubro do ano passado?

O gato comeu. Ou a arrogância de Dilma.

A presidente reeleita comportou-se no Congresso como a candidata à caça de votos. Esqueceu-se de descer do palanque.

Foi incapaz de pronunciar uma frase inspiradora. De propor um desafio instigante. De arrancar aplausos entusiasmados da assistência.

O que é “um grande pacto nacional” para combater a corrupção? Não explicou.

O que significa defender a Petrobras dos seus inimigos internos e externos? De que modo fará isso?

Blábláblá!

De fato, Dilma perdeu uma preciosa oportunidade de inspirar confiança a seus governados.

8 Comentários

  1. Sergio Silvestre Responder

    Dilma vendeu seu peixe e num ano que ela entregará muitas obras e outras em gestação,isso arrepia a oposição por que tem em 2018 de novo o fantasma Lula,revigorado e com mais popularidade que nunca.
    Acho que o cavalo passou encilhado e o PSDB quando deveria ter colocado o Alkmin,acabou trocando as bolas pelo piór candidato possível para ganhar uma eleição,o Aécio.

  2. Discurso vazio e repetitivo do usado há quatro (4) anos atrás. Diz que tiraram TRINTA MILHÕES (30.000.000) de brasileiros da miséria e que a classe média com um proporcional de mais do acima enunciado. Viver com um salário de R$1.650,00 (Um mil, seiscentos e cinquenta reais é estar na classe média, então essa mulher que é de família rica não tem noção de dinheiro e de posição social. Valha-nos Deus de tanta imbecilidade.

  3. Os lulopetistas insistem em mentiras achando que elas se tornam verdades quando repetidas infinitas vezes. Continuam os mesmos embusteiros e farsantes, com novo prazo de validade ate 2018. Que o diabo os carregue o quanto antes.

  4. Caro FÁBIO, muito oportuna a sua colocação de ordem direta como no discurso. Esse é um discurso que deve ser gravado e estampado nos jornais, para ilustração das CHARGERS, de como iludir e enganar a população de ébrios e inocentes úteis. De todas as frases insanas proferidas pela presidente “DILMA LANTERNA”, em seu discurso de posse, duas me chamaram a atenção ” devemos fazer um grande pacto nacional de combate a corrupção”, e “defender a PETROBRÁS dos inimigos internos e externos”. Não desejo fazer mais comentários. Por essas frases, entendo que o redator dessa “PEÇA LITERÁRIA”, que deve ser guardada a sete chaves, provavelmente é um ET, que acabou de chegar ao planeta TERRA e não estava sabendo de nada, consultou a presidente e ela afirmou que ” não sabia de nada”. Defendo a liberdade de opinião, liberdade de imprensa e liberdade de investigação. Apoio a proposta de ” o sul é o meu país”, e proponho o IMPEACHMENT JÁ da DILMA, agora no poder, para evitar maiores dissabores e VERGONHAS a sociedade brasileira. Atenciosamente.

  5. Quem tem vergonha na cara não se omite nos casos de corrupção dos quais os petistas estão envolvidos. A não ser que não queiram enxergar o óbvio. Quem vota nessa cambada é digno de pena e de dó, por não terem senso de responsabilidade com os seus irmãos brasileiros e com a Pátria.

  6. Adoro a companheira, ela sabe o que faz. Passou o primeiro mandato só fazendo promessas e discursos que começavam e nunca terminavam. E assim mesmo a tigrada quis mais do mesmo. Agora como as piadas acabaram, ela não tem de quem reclamar, se inventa, e se inventa bem. As reformas que nem ela, nem o 51 e nem o FHC tiveram coragem de fazer, não vão fazer nunca. Esta coisa maluca de Constituinte Exclusiva é de um trololó inimaginável. Outra é esta de Brasil pátria educadora. Escola nunca foi prioridade de nenhum governo em Pindorama. Pedro Álvares Cabral trouxe quase todo mundo na sua esquadra, mas professor que é bom, não trouxe. Assim vamos para mais um tempo, 4 anos de enganação, que são os piores, porque não há uma terceira chance. Estamos mesmo ferrados.

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