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E a vaca tossiu!

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Artigo de Paulo Rossi, presidente da UGT-PR.

Durante sua campanha pela reeleição, num encontro com sindicalistas que teve partes exibidas no horário eleitoral, a presidente Dilma Rousseff (PT) prometeu que não faria mudanças na legislação trabalhista em prejuízo aos trabalhadores “nem que a vaca tussa”… Com esse gesto, a então candidata buscava o apoio dos dirigentes sindicais (e conseguiu, na maioria dos casos), pois acusara o candidato oposicionista Aécio Neves de querer promover uma reforma trabalhista, tirando direitos como férias, FGTS e 13º.

Além disso, Dilma criticou a nomeação antecipada pelo tucano do “futuro” ministro da Fazenda, Armínio Fraga, pois se tratava de alguém “pró-mercado” e com ideário neoliberal. Mas o que dizer do novo ministro da Fazenda de Dilma, Joaquim Levy, que foi aluno de Armínio Fraga e segue à risca sua cartilha “neoliberal”, tanto criticada pela presidente e pela esquerda petista?

Infelizmente o que vemos agora é que a “vaca tossiu”, pois, ao apagar das luzes de 2014, a classe trabalhadora recebeu mais um indigesto presente de Natal, com medidas que afetarão o bolso e o direito dos trabalhadores. As principais mudanças estão no tempo para se ter direito ao seguro-desemprego, que passará de seis para 18 meses trabalhados, de forma ininterrupta. Preocupa-nos tal medida, tendo em vista que o país atravessa um momento de instabilidade econômica e com crescimento pífio, além de poucos empregos gerados, sem falar no ajuste fiscal já anunciado por seu ministro da Fazenda.

Outra medida é a que trata do direito ao seguro-defeso, que beneficia milhares de trabalhadores artesanais e que não poderão acumulá-lo com outros direitos previdenciários. Dilma também mexeu na Previdência Social, com a redução dos valores pagos ao cônjuge e seus dependentes em caso de morte, além da ampliação do prazo de recolhimento do contribuinte, cuja carência será de dois anos.

Diante de tudo isso e da falta de perspectivas de melhores dias para os trabalhadores brasileiros, cabe a nós, dirigentes sindicais comprometidos com a defesa dos direitos arduamente conquistados, encontrar o xarope para curar essa vaca que tossiu, pressionando e convencendo o novo Congresso Nacional a derrubar tais medidas provisórias, pois, caso contrário, estarão concordando com mais um estelionato eleitoral como nunca antes na história deste país.

6 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    Mentiras e conversa fiada. É a tônica do lulopetismo. A situação que se avizinha vai desmascarando a farsa, enquanto a maré vazante deixa à mostra o lixo que escondeu até agora. O país naufraga lentamente e a tripulação e os ratos vão tratando de se arrumar.

  2. Luigi Mereu Jr. Responder

    Como dirigente sindical afirmo que a Presidenta não mexeu nos direitos trabalhista. A mudança feita apenas tornou um pouco mais difícil a vida daqueles que gostam de aproveitar das facilidades e da cumplicidade dos “empregadores” e “especialistas” para sacar FGTS, negociar demissões, receber seguro desemprego enquanto ainda estão trabalhando, etc.

  3. A Dilminha é uma mentirosa compulsiva e o povo acata suas lorotas. Agora é isso aí, mais 4 anos de Estrelinha Vermelha acabando paulatinamente com nosso país.

  4. Parabéns ao Paulo Rossi. O Beto perdeu um grande secretário do trabalho, mas o mundo sindical continua com um cara aguerrido.

  5. MUITO BEM FEITO PARA OS IDIOTÁRIOS QUE RECOLOCARAM ESSA ENERGÚMENA NO PODER,ESSES TEM QUE SE FERRAR DE VERDE E AMARELO.

  6. A tungada na pensão da(o)s velhinha(o)s de 50%
    foi usurpação de direitos sim senhor.
    Em milhões de casos o(a) falecido(a) fazia
    artesanato ou algum biscate para completar a renda.
    Agora em caso de falecimento de um cônjuge, aquele
    que restar, perde 50% na pensão, e também a renda
    extra dos biscates.
    Nem os militares perpetraram tamanha maldade.
    Quanto aos outros benefícios, o governo não
    fiscaliza e muito menos pune qualquer meliante,
    deixa correr frouxo, e depois pune os beneficiários
    em geral, inclusive os que o obtiveram de modo
    lícito, e precisam dele.
    Feliz 2015.

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