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Terror em Paris

paris - reuters

Polícia invade e mata terroristas na França, segundo agência.

Do G1:

Mais de 88 mil integrantes das forças de segurança participam das operações, segundo o Ministério do Interior.

Operações policiais quase simultâneas encerraram os dois sequestros que estavam em andamento na França. Os irmãos Kouachi, suspeitos do massacre do Charlie Hebdo, e um sequestrador que mantinha reféns em um mercado em Paris morreram, segundo a imprensa local. Os reféns foram libertados com vida, também segundo a imprensa. A polícia ainda não confirmou as informações.

5 Comentários

  1. ELEITOR INCONFORMADO Responder

    GOSTARIA DE SABER QUAL É A POSIÇÃO DO JORNALISTA FRANKLIN MARTINS A RESPEITO DO OCORRIDO NA FRANÇA. ELE COMO GRANDE DEFENSOR DA CENSURA DA MÍDIA EM NOSSO PAÍS , DO CALAR A BOCA DOS JORNALISTAS QUE NOS TRAZEM INFORMAÇÕES.MESMO EMISSORAS COMO A PLIM PLIM QUE E´ALTAMENTE TENDENCIOSA .

  2. Sergio Silvestre Responder

    O Capitalismo das bombas e dos agrotoxicos são uma fabrica de terroristas,agora se o eleitor inconformado tiver seus filhos mortos e esposa mortos por bombas jogadas aleatoriamente sobre suas cabeças e tiver uma oportunidade de ser um desses qual seria sua atitude?

  3. Antonio Lacerda Responder

    Charlie e Mike

    Eu também sou Charlie! Também partilho da dor e da indignação pelos crimes cometidos em atos terroristas por islâmicos radicais, em Paris. Todas as honras e todas as homenagens aos jornalistas da revista satírica Charlie Hebdo, aos reféns mortos no mercado judaico e aos dois policiais assassinados são justas, são importantes e são comoventes. De 07 a 09.01.15, foram dezessete pessoas mortas covardemente por extremistas ligados a grupos terroristas, e três dos terroristas mortos pela polícia francesa. Foi, como todos não se cansam de dizer, um ataque à liberdade de expressão e aos valores republicanos. Três dias de terror! Por tudo isso, eu também sou Charlie! O mundo inteiro está comovido com o terror em Paris. Haverá passeata amanhã, 11.01.15, nas ruas de Paris, com a ilustre presença de alguns dos mais importantes líderes políticos mundiais, de artistas e da população. Houve manifestações de pesar de lideres políticos nos quatro cantos do mundo, até de alguns países de maioria islâmica. A imprensa está cobrindo o assunto sob todos os ângulos, com fotos, vídeos e análises de tudo que se refere à tragédia. Uma cobertura que mobiliza redações e jornalistas aos montes. Todos os principais jornais do mundo tratam do assunto na primeira página, com letras garrafais.

    Existe um lugarzinho lá na África, ao norte da Nigéria, chamado Baga, uma cidadela pobre, miserável, imersa, como tantas outras lá na África, num mar de violência que parece não ter fim. A Nigéria é um dos mais ricos países da África, mas sua população ainda vive em pobreza extrema. E Baga não é exceção. Em 03.01.15, o grupo terrorista Boko Haram tomou a cidade e uma base militar próxima e iniciou sua maior carnificina até o presente. O grupo tenta implantar um califado na Nigéria, para “salvar” os valores da fé islâmica. De 03 a 09.01.15, foram assassinadas mais de duas mil pessoas, com crianças, mulheres e idosos em sua maioria. E a contagem de corpos não terminou, por motivo de segurança. Em Baga morava um menino chamado Mike, num casebre junto à mãe e às duas irmãs menores. Mike tinha 9 anos. O Boko Haram assassinou Mike e sua família para limpar a cidade de pessoas que não queriam aderir ao califado nascente. Mike e sua família não conheciam nenhum dos assassinos do Boko Haram. Nem desenhar Mike sabia. Em Baga, o ataque foi contra a liberdade de viver. Por tudo isso, eu sou Mike! Não houve comoção mundial pela morte das duas mil pessoas assassinadas covardemente em Baga. A imprensa deu notas curtas, e nenhum analista foi convidado para explicar o que acontece naquela região. Dos maiores lideres mundiais, até agora (10.01.15) só vi Obama manifestar-se publicamente condenando a violência na Nigéria. O assunto não foi primeira página em nenhum grande jornal ocidental. Passeata? Nem pensar!
    Algo estranho fica disso tudo. Paris: em três dias, dezessete mortos covardemente, a imprensa mundial numa cobertura gigantesca, comoção mundial, passeata com celebridades. Baga: em sete dias, duas mil pessoas mortas covardemente, a imprensa soltou duas notas de rodapé sobre o assunto, indiferença, nem o Zé da esquina foi a rua protestar.
    Eu sou Charlie! Eu sou Mike!

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