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Com medo, jornalista que revelou morte de Nisman deixa a Argentina

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Alberto Nisman foi encontrado morto no dia 18 de janeiro (Foto: Reuters/Marcos Brindicci/File).

Do G1, com informações da EFE:

O jornalista Damián Pachter, do “Buenos Aires Herald”, deixou a Argentina neste sábado (24), após relatar que era perseguido. A informação foi publicada pelo Fórum de Jornalismo Argentino (Fopea), em sua página em uma rede social.

“Fopea informa que o jornalista Damián Pachter deixou o país porque temia por sua segurança”, escreveu o grupo. Em uma segunda mensagem, a entidade jornalística disse que Pachter explicou que foi perseguido por suspeitos e considerou necessário abandonar o país.

No último domingo (18), Damián Pachter foi o primeiro a noticiar a morte do promotor. “Encontraram o promotor Alberto Nisman no banheiro de sua casa em Puerto Madero sobre uma poça de sangue”, publicou Pacthter em uma rede social, três horas antes de o fato ser confirmado oficialmente.

Nisman foi encontrado morto em sua casa, em circunstâncias ainda desconhecidas, com um tiro na têmpora, poucos dias depois de ter denunciado a presidente Cristina Kirchner e vários de seus colaboradores por uma suposta tentativa de acobertar terroristas iranianos. Eles teriam sido responsáveis pelo ataque contra a associação israelita Amia, em 1994, em que 85 pessoas morreram.

Nisman deveria apresentar na segunda-feira (19) a deputados sua denúncia e supostas provas contra a presidente e o chanceler argentino, Héctor Timerman.

Ameaças e medo
Ao portal “Infobae”, o jornalista Damián Pachter teria dito que deixava o país porque sua vida corria perigo. “Desde que começou tudo isto, uma fonte próxima, confiável há anos e que sabe se movimentar no mundo da inteligência, vem me dando indiretas. Não sei desde quando começaram a me seguir. Não vou contar nada ainda, mas sim posso dizer que recebi uma mensagem do Estado que eu entendi como uma mensagem para mim, logo fui checar e efetivamente foi assim”, explicou.

4 Comentários

  1. Realmente, esse quer holofotes. Agora a situação lá está até engraçada. No primeiro momento, a informação era de que o cidadão se suicidou. Depois mudou tudo e pode ter sido assassinado. Agora, voltou a tese do suicídio, pois se comprovou que ele pediu uma arma emprestada a um dos seus seguranças, o que foi negado. Depois pediu a um amigo que emprestou. No fundo mesmo é o seguinte: os fatos aconteceram há 20 anos. Esse cidadão estava há 10 anos trabalhando nesse processo. O que não é pouco, ganhando um monte, com uma enorme equipe e tudo mais. Agora teria que apresentar um relatório consistente sobre suas acusações. Se existem mesmo as acusações devem estar em algum lugar, em gravações, papéis, etc… Não será a morte dele que vai acabar o processo. Não seria o que ele falasse que teria validade, se não comprovadas através de documentos. Portanto, acho que eram acusações sem provas e que agora viriam a tona. E o preço foi fugir da vida.

  2. Lá é como cá, não sei se eles tem o hábito de celebrar tudo com pizza, mas a coisa vai ficar do dito pelo não dito. Mas o cara se suicidar sem ter resíduo de pólvora na mão, só pode ser coisa de perito argentino. Agora só está faltando a “Justiça Argentina” e “la Policia Argentina” convocarem aquele famoso legista, famoso pelo laudo da morte do PC Farias e da namorada, Badan Palhares, para dar um parecer sobre o morte do fiscal. Suicidou-se ou foi suicidado? E eram ou não iranianos os terroristas de 1994? Madame K talvez saiba a resposta, pelo menos disto.

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