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Motoristas não cumprem acordo e greve dos ônibus continua em Curitiba

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de Denise Mello, Bruno Henrique e Danaê Bubalo, Banda B:

Os motoristas e cobradores não cumpriram o acordo fechado na noite desta segunda-feira (26) no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) que determinou frota mínima de 70% dos ônibus circulando em horários de pico (entre 5h e 9h e entre 17h e 21h) e 50% em horários normais a partir das 0h desta terça (27) – sob pena de multa em caso de descumprimento. Assim, nenhum ônibus circula na capital no início desta manhã. Na região metropolitana, alguns veículos chegaram a começar a circular em São José dos Pinhais, mas pararam em seguida em razão dos piquetes de trabalhadores. Os motoristas e cobradores ouvidos pela reportagem Banda B na porta das garagens dizem que, mesmo o sindicato da categoria tendo fechado o acordo no TRT, ninguém vai trabalhar até os atrasados serem pagos. “O sindicato pode ter sido fechado, mas a gente não vai trabalhar até receber o vale. E tem gente que nem o salário de janeiro recebeu”, disse um dos motoristas ouvidos pela Banda B, que preferiu não se identificar.

Com isso, o transporte de Curitiba e região entra no segundo dia de greve e cerca de 2,2 milhões de usuários permanecem sem transporte. Ontem, governo do estado (por meio da Coordenação da Região Metropolitana – Comec), as empresas e a Urbanização de Curitiba (Urbs) se comprometeram quitar o valor do ‘vale’, o adiantamento salarial dos motoristas e cobradores, até as 14h30 desta terça, mas os trabalhadores disseram que preferem esperar o pagamento para trabalhar. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores fechou o acordo que, porém, não foi cumprido pela categoria hoje. Grande parte das empresas pagou menos do que os 40% esperado por motoristas e cobradores na última quarta-feira (21).

A determinação de frota mínima, com multa de R$ 300 mil por dia em caso de não cumprimento, foi reafirmada na noite desta segunda pelo desembargador Luiz Eduardo Gunther, do Tribunal Regional do Trabalho. Agora pela manhã, ninguém foi Sindimoc foi localizado pela reportagem para comentar o descumprimento da decisão judicial.

Registros da Urbs apontam que em algumas garagens os grevistas bloquearam a saída com ônibus estacionados em frente à porta e em vários casos com pneus murchos ou com chave de ignição quebrada.

Como a frota determinada pela Justiça não entrou em operação, a Urbs reabriu às 6h30 o cadastramento.

Uma nova audiência de conciliação vai acontecer às 14h30, em que o URBS e Comec devem trazer uma nova proposta para os recorrentes atrasos na salário e também o fim da assistência de saúde para motoristas e cobradores.

“Para mim, nada foi resolvido de forma concreta, ficou tudo na mesma”, afirmou um dos trabalhadores que acompanhou a audiência pelo lado de fora do prédio do TRT.

Audiência

Durante a audiência, o desembargador Luiz Eduardo Gunther chegou a questionar o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira, sobre o não cumprimento da frota já no primeiro dia e o sindicalista garantiu que não havia recebido a decisão até o período da tarde. O sindicato das empresas, Setransp, também afirmou que o retorno não seria imediato devido a falta de trabalhadores nas garagens.

A Urbs e a Comec chegaram várias vezes a citar a dívida do subsídio e divergir de valores. Enquanto a Urbs afirma que a dívida é de quase R$ 16,5 milhões, a Comec garante que a dívida é de R$ 15,8 milhões. O advogado do órgão atrelado ao Governo do Estado, Raul Siqueira, garantiu Casa Civil e Secretaria da Fazenda farão uma reunião para definir forma de pagamento da dívida, com a possibilidade de parcelar a dívida em 7 vezes.

Paralisação

Nenhum ônibus saiu das garagens na madrugada desta segunda-feira. Com a deflagração da greve, a partir da zero hora, a porta das garagens foi bloqueada pelo Sindimoc, que impediu até mesmo a saída dos madrugueiros. A greve foi decidida pelo não pagamento do adiantamento salarial previsto em contrato, o chamado “vale”.

Estima-se que mais de duas milhões de pessoas tenham sido prejudicadas no primeiro dia de paralisação. A Urbs chegou a abrir o cadastramento de veículos particulares para oferta de transporte alternativo. O preço autorizado é de R$ 6,00 por passageiro.

2 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Responder

    Curitiba está nua. A cidade modelo, ecológica, universitária, sorriso, etc, etc, etc, criada pelos marqueteiros e pelos políticos fanfarrões de província mostra sua nudez de cidade grande comum, metrópole em degeneração urbana, como qualquer grande centro urbano. Não há mágica, não há conversa fiada, nem marquetingue dourado que resolva. Tem que mudar o método e admitir o fracasso do modelo.

  2. Ora vamos ter vergonha na cara tudo é erdado do passado,agora
    sejamos honesto no espelho se fosse ruim ningues estaria brigando para ser politico e se eleger tenham o pingo de vergonha,
    empresarios de empresas financiam campanha deles o qual nos
    deixamos levar por promessa cesta basica etc(a maioria), e depois criam impostos,aumentos de tarifas super faturadas onde nos(todos) pagamos.PARABENS VERADORES,DEPUTADO SSENADORES,PREFEITOS,GOVERNADORES E PRESIDENTE A NAO DEIXEMOS NOS ESQUECER OS 3 PODERES
    LEGISLATIVO,EXECUTIVO E JUDICIARO QUE UNIDOS NOS DA UM ROMBO EM 2015 DE MAIS 1 BILHAO FORAAS VANTAGENSS

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