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Dilma prova o gosto amargo da derrota

do Ricardo Noblat:

O governo da presidente Dilma Rousseff amanheceu ontem sem dispor de uma resposta satisfatória para a indagação que corria de boca em boca entre ministros de Estado e líderes do PT desde o início da semana passada.

A saber: O que seria pior? Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se eleger presidente da Câmara dos Deputados para um mandato de dois anos? Ou ser derrotado e permanecer como líder do seu partido na Câmara?

O presidente da Câmara é o segundo na linha de sucessão do presidente da República. Em caso de ausência simultânea do presidente e do vice, é ele quem assume.

No comando de 513 deputados e de um orçamento de R$ 5,1 bilhão, cabe a ele definir que projetos serão votados, e quando serão votados.

Instalação de CPIs depende dele, que pode arquivar ou dar seguimento a pedidos de cassação de mandatos por quebra de decoro.

Agora, o que mais apavorava o governo: é atribuição do presidente da Câmara receber ou ignorar pedidos de impeachment do presidente da República.

Dilma detesta Eduardo. Sempre o tratou mal. Considera Eduardo um dos deputados mais fisiológicos da Câmara.

Não o perdoa por ter contribuído para derrotas do governo em votações importantes. E não quis pagar preço algum para tentar convertê-lo em aliado.

Se tivesse ouvido Lula, ela teria procedido de outra forma. Ou teria feito um acordo com Eduardo ou se mantido distante da eleição na Câmara.

Mas, não. Dilma mobilizou a máquina do governo para derrotar Eduardo. E acabou conferindo-lhe o rótulo de candidato da oposição – embora a oposição propriamente dita apoiasse a candidatura a presidente do deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

Dilma imaginou eleger um candidato do PT – e perdeu.

Ao cair da noite do domingo, só havia uma duvida: contra Arlindo Chinaglia (SP), candidato do PT a presidente, o PSDB de Aécio Neves ajudaria a eleger Eduardo logo no primeiro ou no segundo turno?

A oposição dava como certa a derrota de Júlio. E estava disposta em votar em Eduardo para vencer o PT e o governo. Foi o que fez.

No Senado, tentara impedir a reeleição de Renan Calheiros (PMDB-AL) para presidente. Em vão.

Dilma não precisava ter colhido na Câmara uma derrota tão amarga no início do seu segundo governo, enquanto só faz esquentar o escândalo da Petrobras.

Donos e executivos de empreiteiras presos em Curitiba cansaram de esperar um sinal dela ou de Lula de que há vontade de socorrê-los.

Não querem mofar na cadeia, destino reservado ao ex-publicitário mineiro Marcos Valério, um dos cérebros do mensalão.

De fato, eles só têm uma saída: em troca de penas menores, contar tud0 o que sabem sobre o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras para financiar a base de sustentação do governo no Congresso e abastecer o Caixa 2 dos partidos.

O caso deverá chegar em Lula. E em Dilma. Foi Lula que nomeou o delator Paulo Roberto Costa para diretor da Petrobras. Ali, ele pintou o diabo. Dilma conviveu amistosamente com Paulo Roberto durante anos a fio.

Por ora, não convidem Lula e Dilma para a mesma mesa.

Lula está certo que Dilma nada faz para salvá-lo, além de não levar em conta seus conselhos.

De sua parte, Dilma não se conforma em ter herdado dele a brutal enrascada da da Petrobras. Mantém Graça Foster na presidência da empresa para que ela siga limpando a cena do crime e apanhando no seu lugar.

Para aflição de Dilma e Lula, é no meio desse imbróglio que se encaixará o novo e poderoso presidente da Câmara dos Deputados. Bom dia, Eduardo!

7 Comentários

  1. Caro FÁBIO, conforme a evolução dos fatos vão ocorrendo, vai ficando cada vez mais caracterizado para a sociedade que a presença do ex-presidente DUENDE LULLA e da presidente DILMA VAGALUME como idealizadores da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA operadores no governo há mais de 12 anos, como executores dos processos de CORRUPÇÃO do MENSALÃO e da PTBRÁS. Eles detestam concorrência próxima. A sociedade está passando por processo de maturação e internação dessa desgraça ocorrida, com as pessoas que acreditaram que eles eram os enviados para salvá-los da penúria. Nesses 12 anos de governo promoveram a felicidade com um endividamento fora do normal, acima da capacidade de pagamento real da sociedade, pois os dirigentes da ORGANIZAÇÃO acreditavam que ficariam no poder por mais 12 anos. Defendo a liberdade de opinião, liberdade de imprensa e liberdade de investigação. Apoio a proposta de ” o sul é o meu país” e proponho o IMPEACHMENT JÁ da DILMA, agora no poder, para evitar maiores constrangimentos e VERGONHAS a sociedade. Vamos divulgar. Atenciosamente.

  2. FISCAL DE REALEZA Responder

    é gente mas ela apesar de o presidente da camara ser do partido do governo ela nao vai ficar com carra de bunda derotado chorando pelos cantos como fazem os tucanos malditos ela vai juntar os cacos e o cunha ja esta falando a mesma lingua ou esquecero que o pmdb é governo

  3. Dias piores virão para a dupla Lula e Dilma. No andamento da carruagem
    se os donos das empreiteiras e diretores da Petrobras já presos, sentiram
    naquele lugar que o “fumo” é inevitável só resta denunciar esta dupla con-
    tando todos os detalhes das falcatruas. Caso contrário com certeza o rumo
    deles é identico ao do Marcos Valério do Mensalão. Não contou tudo e ves-
    tiu a camisa de culpado e passará o resto da vida vendo o sol nascer qua-
    drado !!! Se fosse eu abriria a boca no primeiro dia…

  4. O esquema de defesa dos PTs é de causar inveja a qualquer mafia do mundo, quem todos os poderes ao seu lado podem deitar e rolar que nada de mal acontece, essa turma tem pacto dom o demonio

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