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Oposição quer impedir Comissão Geral na Justiça

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Os deputados da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa (Alep) não compareceram à sessão plenária, convocada de última hora, no prédio administrativo (antigo restaurante) da Casa. A Oposição divulgou nota rechaçando veementemente a realização de sessão em local que não seja o plenário da Alep, no momento ocupado pelos manifestantes. “O fato representa um grave atentado à participação popular no processo legislativo estadual”, declararam.

Como forma de protesto, os deputados de oposição se negaram a comparecer à sessão e decidiram protocolar um mandado de segurança no Tribunal de Justiça para a anulação da Comissão Geral. Além disso, foi formulado um ofício para a presidência da Assembleia, requerendo o desarmamento imediato dos policiais militares que ocupam a sede da ALEP.

A medida está baseada no Art.108, §2º do regimento interno, onde consta que policiais não podem andar armados nas dependências da casa e, se houver o mínimo enfrentamento que seja, pode resultar numa reação violenta.

“A Oposição se coloca à disposição para atuar como mediadora para a instalação de uma mesa de diálogo entre os trabalhadores, a Mesa Diretora da Alep e o governo na busca de alternativas para o impasse”, conclui a nota oficial.
Informações Negadas

Na sessão de última hora, realizada na tarde desta quarta-feira, foi negado o requerimento do deputado Requião Filho, com pedido de informações sobre os fundos da Paranaprevidência. No documento, o parlamentar solicitava dados sobre a movimentação financeira dos fundos, bem como requeria cópias dos balanços orçamentários nos exercícios financeiros dos últimos anos.

Agora, a assessoria jurídica do deputado deve encaminhar administrativamente o pedido, junto à Secretaria de Administração e Previdência via Lei de Acesso a Informação. Caso não seja respondido, serão tomadas as medidas judiciais cabíveis. Requião Filho questiona: “É um direito dos deputados e de todo paranaense o acesso a estes esclarecimentos, então como eles querem colocar em votação algo que não podemos sequer pesquisar e debater”?
Os deputados analisam amanhã novo requerimento que institui a Comissão Geral – mecanismo que acelera votação. Porém, os manifestantes continuam no Plenário, apesar do mandado de reintegração de posse, e o Batalhão de Choque à postos, nos corredores da Assembleia.

Foto dos deputados em frente ao TJ – Em ordem, da esq. para a dir.
Nelson Luersen (PDT), Requião Filho (PMDB – e vice-líder da oposição), Anibelli Neto (PMDB), Péricles de Mello (PT), Prof. Lemos (PT), Tadeu Veneri (PT – e líder da oposição), Nereu Moura (PMDB), e o advogado Tarso V. Cabral.

7 Comentários

  1. Vigilante do Portão Responder

    São os mesmos Deputados, se me lembro, que, no governo Requião, aprovaram, medidas “Em Comissão Geral”, sem nada questionar.

    São os mesmos que, em relação às Medidas Provisórias da Dilma, SILENCIAM.

  2. Deputado diz que secretário condicionou liberação de ônibus a voto em pacote. fonte: Blog política em Ação – Bem Paraná

  3. Campana,

    Que trupe, hein ?!
    Aos que tem mandato popular, apesar de discordar das posições, meu respeito !

    Agora, aquele advogado falido, frustrado por não voltar a mamar nas tetas do governo como fez na era Req, vê-lo pousar de vestal é patético ! kkkkkk

  4. renato glotter Responder

    Belo flagrante. Se cercar é chiqueiro. Se jogar um pano or cima é circo. E se colocar grade é presidio.

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