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Em crise, é preciso solução

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(*) Artigo Juraci Barbosa

O Brasil está em crise. Não é de hoje. A inflação, detida pelo represamento artificial de preços controlados, já supera o teto da meta. As contas externas se deterioram. O dólar dispara. O PIB beira a recessão. Com faturamento em queda, empresas reduzem investimentos. O reflexo bate nos combalidos cofres da União.

Sem receitas para cobrir os gastos (em ano eleitoral), o governo federal decidiu atropelar a Lei de Responsabilidade Fiscal para encobrir o rombo, mascarado há anos, fazendo crescer a crise de credibilidade e deteriorando ainda mais as contas públicas.

A recessão no setor produtivo não deixa os estados de fora. Não é diferente com o Paraná, estado em que historicamente o custo da máquina administrativa compromete o desempenho da economia. Situação agravada nos últimos anos, pela falta de apoio federal.

A sociedade civil organizada reclama sempre — e com razão — de que não adianta aumentar impostos, se o recurso é consumido no custeio da máquina. É preciso outra receita.

O governador Beto Richa fez os ajustes necessários e foi austero no primeiro governo. A máquina pública estadual foi sofrendo cortes de 15% por ano no custeio. Talvez devesse ter sido ainda mais rigoroso. Por isso, a determinação agora é cortar mais 30%.

Mas o cobertor é curto. Cobre-se a cabeça e descobre-se os pés. Os investimentos não podem deixar de ser feitos. Hospitais, escolas, portos, aeroportos, rodovias exigem grandes somas. E podem ser financiados. Mas os empréstimos foram dificultados.
Por outro lado, depois de anos de recessão e represamentos salariais, notadamente na área da educação, que possui o maior contingente de servidores, e nas carreiras policiais. Soltou-se o pendulo. O governo concedeu significativas melhorias salariais, promoveu a reposição de contingentes. Os custos desses avanços impactaram no Tesouro do Estado. A economia não cresceu na mesma proporção nesse período. Pelo contrário: refluiu.

Agora é preciso a coragem de estadista de tomar decisões impositivas para resolver a situação financeira. Ou então ser irresponsável. Empurrar com a barriga e fazer de conta que o Paraná é uma ilha.

Corte de gastos administrativos, combate à sonegação, remanejamento e aplicação correta dos recursos são ferramentas perfeitamente legais e adequadas. O momento exige rigor, austeridade. Exige transparência e diálogo. Mas acima de tudo, exige ordem.

O Paraná está fazendo sua parte em benefício do interesse público. Está tomando as atitudes necessárias para garantir direitos, salários e benefícios dos servidores públicos. Coisa que não acontece com o trabalhador do setor privado, que não possui estabilidade, mas é chamado a pagar a conta.

(*) Juraci Barbosa é presidente da Fomento Paraná e do Instituto Teotônio Vilela

24 Comentários

  1. ELEITOR CONSCIENTE Responder

    este cara quando foi presidente do sindicato e os funcionarios publicos fizeram uma greve geral , ele entregou os funcionarios de bandeja foi a pior negociação que houve na historia dizem as más linguas que ele ganhou uns cargos no porto de Paranaguá e cedeu para o governo

  2. A economia não cresceu na mesma proporção nesse período. Pelo contrário: refluiu.???????????????????????????????????????????
    O Paraná aumentou CONSIDERAVELMENTE sua arrecadação nos ultimos 4 anos!
    Agora querem jogar a culpa da incompetencia deles no lombo do povão…comecem cortando cargos comissionados e beenezes desses politicos IMPRODUTIVOS (pra usar de um belo de um eufemismo) depoiiiis venham pedir arrego pro povo, ai quem sabe terão respaldo na sociedade.

  3. Carlos Ernandes Responder

    O Juraci Barbosa está correto. A população não pode ficar a mercê do corporativismo petista da APP e dos deputados do partido.
    Ao ver imagens do episódio da ALE, hoje ,foi possível ver o uso político desta turma e dos cachorros loucos ávidos por criar factoides
    O Tresloucado Requião estava exultante com a turba.
    Se fosse no seu governo estaria mandando os manifestantes à merda.

  4. Fernando Koller Jr. Responder

    Não possui estabilidade, mas possui FGTS, coisa que o trabalhador do setor público não tem.
    E quem está sendo chamado a pagar a conta são TODOS os trabalhadores e não apenas alguns.

    A receita já conhecida de alguns “experts” é a seguinte: minguar os serviços públicos a tal grau de precariedade que justifique transferí-lo à iniciativa privada sem resistência da opinião pública..

    Por que?
    Porque da folha salarial não há como desviar.
    Das licitações, repasses, subvenções, terceirizações, pagamentos, etc,, há.

    Outro “por que” é o seguinte: por que tantos “cargos em comissão”?
    E verba para o auxílio-moradia nababesco de milhares de funcionários, aí tem.
    Não é interessante?

  5. POR INCOPETENCIADE POLITICOS , EMPRESARIOS , EMPREITIROS QUE FINANCIAM CAMPANHAS E DEPOIS SAO REMUNERDAD 2,3,4 ATE 10X O VALOR GASTO EM CAMPANHA QUEBRARAM O PAIS O ESTADO AI VEM ESSA PESSOA CONTAR ESTORIA QUE FAZER O POVO DOMIR IGUAL UMA CRIANCA QUE GANHA BRINQUEDO PARA OBEDECER.

  6. Vigilante do Portão Responder

    Tenho insistido nisso:

    Não apresentam ALTERNATIVAS para solucionar o problema.

    Temos um ROMBO no Orçamento, falam em R$2 Bilhões.

    Com a retirada das medidas, hoje, em decorrência das manifestações, fica a dúvida:

    E O ROMBO, vamos resolver como?

  7. O presidente comissionado deveria ter ido ler o seu texto lá na Assembleia Legislativa …

  8. Infelizmente é de Fomento que o Paraná precisa hoje. Muito Fomento. As desesperadas “medidas de austeridade” ficam muito feias na boca do governador que, até dias atrás dizia que ” a casa está em ordem”. E agora vemos que não estava. Porque o governador contemplou com uma diretoria do BRDE um ex-desgovernador? e contemplou também um candidato “laranja” para o mesmo banco? Isto até pode ser considerado como uma irrelevância, uma gota no mar, mas é prova que a “planejada austeridade” bata no bolso dos mais fracos. Que dar vale-transporte para professor em férias é um absurdo, só os professores é que discordam.

  9. áustero no primeiro governo? que piada. contratação de PMs não é valorização da classe, muito menos dizer que Pms com curso superior são insubordinados. Fiz curso superior principalmente para receber gratificação técnica, o que aconteceu? acabaram com gratificação. Então fiz curso de Cabo para compensar o valor que perdi, o que aconteceu? continuo recebendo como Soldado. Espero o final de ano para receber o terço de férias, e o que aconteceu? não me pagam. Isso é valorização!!! me ajuda ai Dr. com cargo em Comissão.

  10. E empregado para os parentes: o proprio tem bom cargo na Fomento Parana, a mulher bem empregada na Secretaria da Criança com a Dona Fernanda Richa, em alto cargo, e o filho ganhou de presente o cargo de Procurador Jurídico bem remunerado da Junta Comercial..Pois,pois assim caminha a humanidade, em crise é preciso solução…..

  11. O Juraci. Explica mas não justifica. Fomento Paraná. Sim, Sim. Cargo comissionado? Funcionário de carreira. Pimenta no rabo do professor e do servidor público é refresco. Sempre a mesma desculpa. O próprio Secretário da Fazenda afirmou que a gestão do mesmo Beto Richa nos últimos 4 anos foi sofrível e vem você querer defender seu chefe? Qual é mané! Sai dessa mano! Vai lá e diz para o Beto: corte a metade do meu salário, chefinho!

  12. Gustavo Suplicy Responder

    Grande Juraci, esse é O CARA!!! Pena que o nosso querido Dudu não esteja vivo para aplaudí-lo

  13. Nossa, que texto “totalmente imparcial e otimista” do presidente da Fomento Paraná… ah, acabei de me lembrar… esse é um cargo de indicação política do Governador Playboy. Alguém já viu alguém falar mal da própria mãe?
    A propósito, ouvi por aí que o Secretário da Fazenda disse que o Paraná está contando moedas… Mas acho que não é o caso do nosso Governador “o mais bem pago do País”, não é mesmo?
    E choque de gestão? Também li, neste mesmo blog, que esse Governo é o primeiro a enfrentar os vícios que existem na política e o primeiro a tentar acabar com o “fisiologismo”…Virou “Zorra total”? É piada? O autor realmente acredita nesta BABOSEIRA que ele escreveu? Sem mais…

  14. O governador disse que a invasão da assembleia foi um atentado à democracia. Pois acho que atentado à democracia foi buscar uma lei da DITADURA MILITAR para assassinar o serviço público.
    Vamos ficar de olho pois essa corja de traíra pode voltar ao ataque a qualquer momento.

  15. VLemainski - Cascavel Responder

    Creio que o maior mal do governo Richa seja ter deixado “minhocas virarem cobras”… Deu benefícios sem cobrar resultados… Esqueceu que nosso país é movido a “direitos”…Sim, nosso país é primeiromundista em direitos e quintomundista em obrigações… Todos os paranaenses esperavam que com os aumentos salariais concedidos aos servidores a qualidade do atendimento melhoraria… Pura ilusão… Excetuando-se o setor policial, praticamente todos os índices de avaliação pioraram… Esqueceram-se os contribuintes que avalizar movimentos corporativistas empobrecem seus próprios bolsos…

  16. Caro FÁBIO, este senhor foi absolutamente correto no diagnóstico dos problemas do estado e da união, e na apresentação das soluções. Porém para passar essas medidas de austeridade e contar com a colaboração e apoio da sociedade, e para que seja menos traumático, o governador deve dar o exemplo maior. Não recusar o aumento dos subsídios no mês de janeiro de 2015, mas não permitir a atualização dos valores nos próximos 48 meses. Com essa medida a sociedade provará que suas propostas são determinadas a impor ao estado uma nova conduta de contenção de despesas, passada por lei. A sociedade entende de exemplo. Com isso retomará o controle das rédeas de condução das finanças do estado. Fora isso, é pataquada, jogo de mídia, demagogia e tiro n’água. Defendo a liberdade de opinião, liberdade de imprensa. Atenciosamente.

  17. Esse Neto aí deve ser um dos eleitores do Mamona, prefere não reconhecer os novos investimentos que foram atraídos para o PR, ao contrário do Mamona que espantou os grandes investimentos. O texto do “autor” é embasado em entrevistas e números, enquanto seu comentário Neto é leviano, que só mostra o quanto desinformado você é, para não dizer IGNORANTE.

  18. Neto, talvez você seja um dos baderneiros infiltrado com os comparsas da cut, mst, pt e demais sindicatos. Nós sabemos que nessa massa tem gente do bem mas, a maioria são cumpanheros (é assim que o ditador lula trata seus debiloides seguidores) pagos para engrossar essa baderna. Neto nos ajude a fazer essa manifestação (sem violência) para derrubar esse e o governo federal anterior causadores de todos esses desconfortos que estamos enfrentando. Parabéns Juraci pela matéria, infelizmente Estado governado pela oposição sofre perseguição.

  19. SE OS MILITARES DA ÉPOCA TIVESSEM FEITO O SERVIÇO DIREITO,A ESSA HORA O BRASIL ESTARIA A SALVO DESSES CORRU=PT=OS IMUNDOS.

  20. Corte de gastos administrativos, combate à sonegação, remanejamento e aplicação correta dos recursos são ferramentas perfeitamente legais e adequadas. O momento exige rigor, austeridade. Exige transparência e diálogo. Mas acima de tudo, exige ordem.
    Repetição de tudo que comentei já no ano passado, neste mesmo blog.

  21. Advogado do Estado Responder

    Falou a verdade que muitos não querem assimilar. Juraci é advogado de carreira no Estado. Nunca teve cargo no Porto. Pelo contrário do que algum pelego disse, quando foi Presidente do Sindicato, foi afastado e ficou sem salário por 2 anos. Foi reintegrado judicialmente. Esses corajosos de internet não contribuem em nada para o debate.

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