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Enfraquecida, Dilma escala ministro para negociar ajuste fiscal

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Com a interlocução do núcleo político do Palácio do Planalto enfraquecida no Congresso, a presidente Dilma escalou nesta sexta-feira o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, para negociar com os deputados e os senadores as medidas de ajuste fiscal que restringem o acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários.

Na volta do carnaval, Barbosa se reunirá com parlamentares para discutir a medida provisória (MP) 664, que muda as regras de pensão por morte, e a MP 665, que limita do acesso ao seguro-desemprego e ao abono.

Além de se reunir com os parlamentares, Nelson Barbosa deverá ir ao Congresso falar publicamente sobre as medidas. O ministro conta com mais credibilidade para fazer essa negociação desde que a entrada de Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Pepe Vargas (Secretaria de Relações Institucionais) na campanha contra a eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dificultou ainda mais a articulação do Executivo no Congresso, já fragilizada pela dificuldade de relacionamento da presidente Dilma com sua própria base.

Os técnicos do governo afirmam ainda que a escolha do ministro do Planejamento foi também uma forma de preservar o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do fogo amigo, uma vez que o próprio PT vem atacando o ajuste fiscal proposto pela equipe econômica. Assim, Levy fica com a missão de conversar com empresários e o mercado financeiro. Enquanto Barbosa, que já integrou o governo Dilma no primeiro mandato e tem experiência de negociar temas espinhosos com deputadores e senadores, explica ao Congresso que as medidas estão sendo adotadas para corrigir distorções e não para retirar direitos dos trabalhadores.

Também caberá ao ministro do Planejamento lembrar que o próprio Congresso aprovou a alteração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, que fixou a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) em 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) para resgatar a credibilidade da política fiscal e tentar evitar que o Brasil seja rebaixado pelas agências de classificação de risco.

A série de conversas se iniciará dia 24, numa reunião ampliada entre os líderes da base aliada na Câmara e os ministros Manoel Dias (Trabalho), Carlos Gabas (Previdência), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) e Pepe Vargas, além de Nelson Barbosa. Colaborou: Maria Lima

3 Comentários

  1. Cortar em 50% a pensão por morte só não vai afetar aqueles ou aquelas que vierem a ser pensionistas de pessoas com salários baixos e que tem como unica fonte de renda a remuneração do serviço público ou aposentadoria do INSS, pois muito outros, isto é, os que são agraciados com salários altíssimos, normalmente tem outras fontes de renda, cuja pensão por morte, mesmo cortada em 50% em nada vai interferir na qualidade da vida financeira. Esta MP é um descalabro e não deve ser aprovada. Cortar a pensão por morte em 50% é coisa a cabeça de pessoas descompensadas, que estão pensando como matéria descartável. Não é e nem foi o trabalhador comum, seja ele o setor privado ou público o responsável pelo desajuste alegado por Dilma.

  2. A derrota acachapante sofrida pela camarada Dilma na eleição do presidente da Câmara vai fazer com que ela mude o jeito de se relacionar com o Congresso. Ou ela deixa de ser a única dona da bola, e, deixa que os outros também joguem, ou vai para o vinagre até antes do imaginado por ela mesma. Se a camarada Dilma enfiar não cabeça de que ela precisa aprender a dialogar, vai fazer companhia ao caçador de marajás no quesito impeachment.

  3. Arnaldo Jabor,diz,o dinheiro roubado da Petrobras,trás um cano de Agua do Rio Amazonas a qualquer cidade do Brasil.O que o PT,que assumiu com tanta credibilidade dos Brasilwiros,pois precisávamos de uma ordem de comando,para o povo?????.Vieram para roubar,depois de tantas promessas,só roubaram,que roubaram tudo, o dinheiro do BRASIL,esta lá fora,com os ladroes da nossa querida PAtria!!

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