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Veto de Dilma sobre IR pode cair no Congresso

Josias de Souza

Dilma Rousseff corre o risco de sofrer nova derrota no Congresso na próxima semana. A oposição se articula com governistas insatisfeitos para tentar derrubar o veto da presidente ao artigo que, aprovado por deputados e senadores, corrigia em 6,5% a tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas. O tema deve constar da pauta de votações da próxima terça-feira (24).

A correção da tabela do IR pela variação da inflação atenuaria uma injustiça fiscal. Sem ela, trabalhadores que amealham correções salariais passam a pagar alíquotas mais altas. Na prática, ocorre um aumento de imposto. Esse tipo de mordida não é exclusividade da atual gestão.

Desde 1996, a inflação teve alta de 226%. E a tabela do IR foi corrigida em apenas 99%.

Aprovada no apagar das luzes da legislatura encerrada em dezembro de 2014, a correção de 6,5% aproxima-se do índice de inflação do ano passado, que foi de 6,41%. Na justificativa do veto, Dilma anotou que o texto avalizado pelos congressistas “levaria à renúncia fiscal da ordem de R$ 7 bilhões.”

No gogó, o Planalto acenara com a hipótese de baixar uma medida provisória corrigindo a tabela do IR da classe média em 4,5%. Por ora, ficou na promessa. Em privado, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, alerta o governo de que a inércia potencializa o risco de derrota.

O percentual de 6,5% havia sido empurrado para dentro de uma medida provisória de Dilma pelo líder do DEM, deputado Mendonça Filho. Ao defender sua emenda, Mendonça recordou que Dilma vinha prometendo reajustar a tabela do IR em 4,5% desde antes da campanha presidencial de 2014. Arrastou os votos dos partidos de oposição e também dos governistas, exceto os do PT e do PCdoB.

Tenta-se agora reativar essa maioria conjuntural para derrubar o veto de Dilma. Tudo isso sob a patológica desatenção dos articuladores políticos da presidente. Para alegria dos trabalhadores que pagam Imposto de Renda, o ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais) só costuma entrar nas jogadas com dois lances de atraso.

6 Comentários

  1. Isso seria muito positivo, nada de derrota do governo, seria benefício ao trabalhador que vem sendo confiscado na sua renda.

    Seria positivo porque ajudaria a dar um desafogo na economia, mais dinheiro no bolso do trabalhador e não do governo corrupto.

  2. O Congresso tem o dever de derrubar o veto da Pres. Dilma Youssef, pois o (des)governo continua extorquindo a classe média pela ausência de reajuste da tabela do IR.

  3. jose carlos pinto. Responder

    BOM QUEM PAGA O PATO SEMPRE É O POVO, PELO MENOS COM ESSE REAJUSTE O COITADO TERIA UM REFRESCO NAS CONTAS DE COMEÇO DE ANO, MATERIAL ESCOLAR, IPVA, IPTU, LUZ, COMBUSTIVEIS E OUTROS QUE FAZEM PARTE DO PACOTÃO DA DILMA.

  4. As correções que incidem sobre o Imposto de Renda são uma vergo-
    nha. Enquanto tudo sobe por aqui o governo transforma as deduções
    do IR em pó de traque. Quem vive de salário mínimo como a maioria
    dos aposentados precisam se suicidar. Isto é governo !?

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