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Greve dos caminhoneiros entra no nono dia com 48 trechos bloqueados no PR

Foto: Gerson Kaina/Tribuna do Parana
greve - foto tribuna do parana

da Gazeta do Povo:

A tentativa de negociação entre o governo empresários e caminhoneiros na tarde de quarta-feira não foi suficiente para acabar com os protestos e interdições em rodo vias estaduais. Os bloqueios em estradas federais e estaduais seguem nesta quinta-feira (25) em pelo menos seis estados. No Paraná, são 48 trechos interditados na manhã desta quinta, sendo 30 em estradas estaduais e outros 18 em trechos federais, segundo boletins divulgados às 9h45.

Os protestos ocorrem apesar da determinação da Justiça que proibiu o bloqueio de estradas federais em cinco cidades do Paraná: Curitiba, Londrina, Guarapuava, Toledo e Foz do Iguaçu. Em Londrina, os bloqueios em trechos federais foram encerrados na noite de quarta-feira (25). A cidade vinha sofrendo com a falta de combustível e escassez de alimentos em supermercados.

Estaduais
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a rodovia PRC-373, os bloqueios são todos parciais.

Na quarta-feira (25), pelo menos 14 trechos de estradas estaduais da Região Sudoeste haviam sido liberados, amenizando o problema de desabastecimento de combustíveis e suprimentos em cidades da região com Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, bastante afetadas pela paralisação dos caminhoneiros. Na manhã desta quinta-feira, esses trechos voltaram a ser fechados pelos manifestantes.

Segundo a Associação Paranaense de Supermercados (Apras), as regiões que sofriam mais risco de desabastecimento eram as de Pato Branco, Francisco Beltrão, Maringá, Londrina, Cascavel, Toledo e Irati. O estoque previsto de produtos perecíveis disponíveis nessas regiões é o suficiente para mais cinco dias, informou a Apras.

Divisão
Na manhã desta quinta-feira, ainda havia 57 bloqueios em 27 rodovias federais no Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os representantes dos caminhoneiros saíram divididos da reunião de quarta-feira com o governo. Alguns deles devem pedir o desbloqueio das rodovias, mas essa posição não é unanimidade.

O governo prometeu sanção sem vetos da lei que reduz custos dos setor e carência de 12 meses para o pagamento de financiamentos de caminhões. Também será criada uma tabela referencial de frete por meio de negociação entre empresários e caminhoneiros, que pediram a mediação do governo para isso. Além disso, a Petrobras garantiu seis meses sem aumento do diesel.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) disse que considera que houve avanços históricos em pontos das reivindicações e que está levando a proposta via rádio aos caminhoneiros para que eles decidam se desbloquearão as estradas ou não.

A orientação é que os caminhoneiros acabem com os bloqueios para avançar nas negociações com o governo antes da próxima rodada de negociação, que ocorrerá em 10 de março, para discutir os pontos que não foram atendidos. Apesar de ter avaliado positivamente a proposta do governo, a CNTA não garantiu que os bloqueios vão acabar, uma vez que o movimento foi iniciado de forma autônoma e espontânea pelos caminhoneiros.

Já Ivar Luiz Schmidt, líder do movimento Comando Nacional do Transporte, disse que não aceitava os termos do acordo. Schmidt disse que seu movimento “não aceitou nenhum dos termos que o governo propôs”. “Nós continuamos o movimento”, disse ele, afirmando ter o comando de pelo menos 100 pontos de bloqueio em rodovias federais e estaduais. Ele disse que aguarda um novo contato com o governo para tentar retomar as conversas. Schmidt não participou na quarta-feira da reunião entre governo, empresários e representantes dos caminhoneiros.

O governo, por seu lado, disse que as propostas serão efetivadas somente com o fim dos bloqueios. “Só vai ser cumprido o que nós combinamos na hora que forem liberadas as estradas, disse o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues.

3 Comentários

  1. Wilson Santana Responder

    ééééééééé meus amigos caminhoneiros, o Ministro da Justiça acaba de ordenar os policiais federais de multar todos os caminhões que estejam em greve, em 5 mil a 10 mil reais por Horas, isso é o PTEZÃO .

  2. Caro FÁBIO, os caminhoneiros estão corretos em não aceitar as migalhas, pois terão que pagar tudo mesmo, apenas com mais tempo, não melhora em nada a rentabilidade da atividade do transporte, que o governo da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA deseja impor “goela abaixo” e repassar a classe. Impor sim, pois não deseja sequer discutir um dos fatores mais importantes no custo da operação, que é o combustível. Os membros da ZELITE do governo federal já retiraram do estado os recursos para viverem maravilhosamente bem a vida de marajás, e os deputados federais também estão juntos, pois nesse momento acabaram de receber um “cala boca” do governo para não se manifestarem favoráveis aos caminhoneiros, um aumento de R$ 110. mi no ano, que serão pagos pela nação, nesse caso incluídos os deputados federais do PARANÁ, pois nenhum se manifestou contrário ao ganho, ou também favorável aos caminhoneiros. O poder executivo e o legislativo federal estão juntos nessa exploração. Entendo que o pedido de redução de R$ 0,50 / litro de diesel é suficiente para recompor o caixa da atividade e pagar no tempo as migalhas oferecidas para acabar a mobilização. Defendo a liberdade de opinião, liberdade de imprensa e liberdade de investigação. Apoio a proposta de ” o sul é o meu país”, proponho o IMPEACHMENT JÁ da DILMA, agora no poder , para evitar maiores constrangimentos a sociedade brasileira . Atenciosamente.

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