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Desenvoltura de
Lula torna Dilma subpresidente

de Josias de Souza:

Nas últimas 72 horas, Lula substituiu Aécio Neves no papel de líder da oposição. Fez três aparições, uma no Rio e duas em Brasília. Em todas elas apontou para os calcanhares de vidro de Dilma Rousseff. Com isso, diminuiu um governo que já havia começado por baixo. E converteu a inquilina do Planalto numa espécie de subpresidente da República.

Numa noite, no Rio de Janeiro, Lula enfiou dentro de um discurso em “defesa” da Petrobras, uma crítica ao acanhamento de sua afilhada: “A Dilma tem de levantar a cabeça e dizer: ‘Eu ganhei as eleições’.” Na noite seguinte, em Brasília, queixou-se aos senadores do PT da incapacidade do governo de explicar à plateia os objetivos das medidas econômicas que enviou ao Congresso.

Na manhã subsequente, ainda na Capital federal, reclamou da desarticulação política do Planalto num café da manhã com as raposas do PMDB do Senado. E tomou as dores do vice-presidente Michel Temer, excluído por Dilma do grupo de conselheiros da República, o G6, hoje 100% feito de ministros do PT.

Os políticos governistas vêem a volta de Lula à Presidência da República com grande otimismo, como se as coisas finalmente retornassem ao seu devido lugar, ainda que temporariamente. Embora sem trono, o rei do petismo exerce o poder de fato no Brasil.

Em verdade, o trono é o último lugar em que Lula deseja ser visto. Como eminência parda, ele maneja os fios de sua marionete e usufrui de todos os privilégios que o poder propicia. Com a vantagem de não ter de dar expediente no Palácio do Planalto.

Admita-se, para efeito de raciocínio, que o objetivo de Lula fosse o de socorrer Dilma. Para ficar no mais óbvio, poderia reconhecer que foi ele, não a madame, quem loteou as diretorias da Petrobras, entregando-as a prepostos corruptos de partidos com fins lucrativos.

Ao silenciar as próprias culpas, o presidente acidental deixa a impressão de que opera freneticamente para ajudar a si mesmo, escondendo suas pegadas embaixo de um discurso em que os ataques à ex-supergerente se misturam a declarações de guerra à oposição elitista e estocadas na mídia golpista. São ingredientes que não ornam com um plano de resgate da pupila. Combinam mais com uma plataforma pessoal para 2018.

Como se não bastasse criticar a criatura, o criador antecipa o debate sucessório.

6 Comentários

  1. Doutor Prolegômeno Reply

    Lula, o Empulhador-Geral da República. Boquirroto e fanfarrão quer iniciar um guerra de classes no Brasil e já convocou as tropas de assalto de seu Ernst Rohm tupiniquim para ajudar.

  2. Surpreendente é a mídia calar à convocação feita ao “exército” do Stédille…

  3. jaime rodrigues Reply

    MENTIRÃO, FALASTRÃO, ENROLADOR, QUEBROU O PAÍS E A DILMA QUE SOFRE PARA RESOLVER.

  4. Oras, oras, todo mundo sabe que o PresidentO é que manda em tudo que a Gerenta sempre foi em é um fantoche ou seria uma empregadinha de luxo para marcar ponto conveniente, NUM GOVERNO QUE É UMA FARSA

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