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Classe C põe o pé no freio

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A classe C, que foi o segmento da população que alimentou o crescimento do comércio nos últimos anos, agora colocou o pé no freio e está tentando segurar mais o dinheiro no bolso. Com isso, um dos setores que será afetado neste ano é o supermercadista. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular mostrou que os brasileiros da classe C não conseguem mais levar para a casa a mesma quantidade de produtos que compravam no supermercado há seis meses. O estudo mostra que 47% dos brasileiros da classe C disseram que estão comprando menos produtos no supermercado comparando com os últimos seis meses. Já 41% afirmaram que compram a mesma quantidade e 12% disseram que estão comprando mais. Reportagem de Andréa Bertoldi na Folha de Londrina.

“A classe C está apreensiva com a atual situação econômica do País e preocupada com o aumento dos preços e a estagnação da renda. Por isso, já prevê que as compras no supermercado devem ficar mais criteriosas”, analisa Renato Meirelles, presidente do Data Popular. A pesquisa também quis saber se nos próximos seis meses, pensando na condição financeira atual, os brasileiros da classe C esperam comprar mais ou menos no supermercado. O resultado mostra que 45% dos entrevistados disseram que devem comprar menos produtos no supermercado, 36% afirmaram que vão comprar a mesma quantidade e 19% acreditam que vão comprar mais.

A pesquisa quantitativa nacional foi feita entre os dias 18 e 29 de janeiro, com 3.050 pessoas – recorte classe C 1.603 entrevistas, em 150 cidades de todo o Brasil. A margem de erro máxima é de 1,77% para um intervalo de confiança de 95%. Uma outra pesquisa realizada pela Nielsen mostrou ainda que a classe C gasta 15% mais do que ganha. A renda média mensal é de R$ 2.924 e os gastos atingem R$ 3.116, com o uso de crédito.

O superintendente da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Valmor Rovaris, afirma que o ano de 2014 já foi ruim quando o setor teve crescimento real de vendas de 2% no Brasil. Os dados do Paraná do ano passado ainda não foram divulgados, mas ele acredita que fiquem um pouco abaixo do Brasil. Segundo ele, 2014 teve o efeito da Copa do Mundo que deixou parte da renda das classes C e B comprometida com passagens aéreas, hotéis, ingressos para os jogos do mundial e eletroeletrônicos.

Para este ano, com o encolhimento dos gastos da classe C, a previsão é que as vendas no Estado dos supermercados tenham crescimento real também de apenas 2% a 3%. No entanto, ele ressalta que a classe C é importante para o setor, mesmo reduzindo gastos. Ele lembrou que, entre os anos de 2010 e 2013, a classe C passou a consumir produtos como iogurte, chocolates, sucos, refrigerantes, mais carnes e produtos prontos ou semiprontos como pizza. Agora, ocorreu a redução desse consumo.

Segundo ele, essa camada da população tem feito algumas mudanças de hábitos como diminuir o número de vezes que vai ao supermercado; substituir marcas; comprar embalagens menores da mesma marca e parar de comprar alguns itens. O setor de supermercados vem numa redução gradativa de vendas. Em 2012, as vendas tiveram crescimento real no Paraná de 10,9%. Em 2013, o

7 Comentários

  1. É como dizia o velho ditado… o inverno chegou. A falsa sensação de
    riqueza que o PT propagou durante anos com a intenção de perpe-
    tuar no poder e roubar cada vez mais, envolveu a população inocente
    de tal forma que todas as classes imaginavam que a bonança chegou
    e nunca acabaria. Existe coisa melhor do que dar muito dinheiro à uma
    criança e dizer:- comprem tudo que quizerem e gastem porque o papai
    te dá mais !? Acontece que o povão descobriu que já não somos mais
    crianças…

  2. Povão brasileiro, caia na real. Poupem de tudo, desde luz, água e
    alimentos porque o dia de amanhã será um castigo. Andar de carro
    zero financiado em longínquos anos e gasolina na estratosfera vai
    deixar o cara a pé. Ir ao supermercado e encher tres carrinhos está
    virando coisas do passado. Quem mandou votar no PT !!!

  3. O PT deu um carrinho de feira cheio de pirulitos para o povão e agora
    tirou todos de uma só vez…

  4. O Brasil não só perde alguns poucos anos com esta bagunça de go-
    verno do PT mas uma década. Acredito que mesmo que tivesse um
    bom governo seria impossível recuperar os investimentos em poucos
    anos. Novamente continuo afirmando que as “elites” como diz o Lula
    não são os culpados por esta situação. As elites que investem maciça-
    mente neste país são a alma do negócio para este povão. Não tendo
    empresas e indústrias quem vai gerar empregos !? Simples assim.

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